segunda-feira, 7 de março de 2011
12 Razões Pelas Quais Igrejas Centradas na Bíblia Devem Repudiar:Palmas, Ritmos e Instrumentos Dançantes, Balanços, Danças, Etc.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Restauração da Verdade
Hoje, comento o capítulo 26, Campeões da Verdade. Com certeza, este é um dos meus capítulos favoritos, pois, como seu próprio titulo alude, fala a respeito da verdade. Não de meias-verdades, mas da VERDADE. E sempre que se fala sobre essa palavra tão poderosa e importante, não consigo deixar de pensar no oposto dela: a MENTIRA. E esta última, na maioria esmagadora das vezes, apresenta-se disfarçada.
Claro! É óbvio! Nenhuma mentira é criada para ser rotulada como mentira, mas, sim, para ser aceita como uma verdade. E, se for bem elaborada, essa falsa verdade pode ser aceita e difundida por muitos indivíduos, até mesmo, gerações de indivíduos, o que a tornaria num paradigma, isto é, um modelo sobre o qual a sociedade se basearia para construir outras supostas verdades. Então, teríamos aí uma cadeia de mentiras, transformando o mundo. É por isso que a mentira é tão perigosa e tão condenada por Deus em Sua Palavra. Prova disso é que, no único trecho da Bíblia escrito pelo dedo de Deus, os Dez Mandamentos, há um mandamento específico para a proibição da mentira: o nono, que se encontra em Êxodo 20:16; por isso também, este blog se dedica a destruir os paradigmas baseados em mentiras.
Meu objetivo hoje não é esgotar o assunto acerca da mentira, mas me especializarei em falar, de forma bem prática e dentro do cotidiano, sobre a mentira que existe no seio da Igreja. Isso mesmo, no meio do professo povo de Deus.
Em O Grande Conflito, capítulo 26, quarto parágrafo:
"É dada a ordem: 'Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a tua voz como a trombeta, e anuncia a Meu povo a sua transgressão, e a casa de Jacó os seus pecados'."
Esse é um texto bíblico que me impressiona bastante, cada parte, pois é forte. É imperativo, enfático e insistente, basta ler com atenção. O que me impressiona mais é o fato de ser uma ordem a ser cumprida "contra" a casa de Jacó. E podemos inferir que justamente por isso o texto é tão forte, pois ao longo de toda a Bíblia, vemos Deus executando Seus juízos primeiramente pelo Seu povo, e de forma mais exigente, pois, em tese, são mais conhecedores da verdade.
"Aqueles que o Senhor designa como 'Meu povo' devem ser reprovados por sua transgressão - e esta é uma classe que imagina estar fazendo corretamente o serviço de Deus. Mas a repreensão solene dAquele que perscruta os corações, prova que eles se acham a calcar a pés os preceitos divinos."
Mais um motivo para a severidade da ordem a ser cumprida: trata-se de uma classe de pessoas que carrega um Nome, que é acima de todo nome, investida de autoridade e que, por isso, não abaixa a cabeça tão fácil diante de uma repreensão. Pelo que já escrevi até agora, acho que não está difícil pra mim, nem pra você que lê, imaginar essas questões no tempo presente, na Igreja de hoje. Será que você já enfrentou a situação difícil de ter de alertar um líder cristão sobre um erro que ele estaria cometendo e ser rejeitado, mesmo sendo evidente e claro o referido erro? Será que escrevo agora para algum irmão ou irmã que já foi rejeitada por todo um grupo de pessoas que comungam da mesma fé por causa dessa postura? Em qualquer caso continue lendo.
Parágrafo quinto:
"O profeta aponta assim à ordenança que tem estado esquecida: 'Levantarás os fundamentos de muitas gerações, e serás chamado reparador de brechas, e restaurador de veredas para que o país se torne habitável'."
Acho, no mínimo, intrigante a forma como muitos cristãos hoje facilmente trocam o que está escrito pelo "eu acho...", "eu penso...". Incluo também membros da alta administração da Igreja nessa observação. Isso se vê mais em questões administrativas da Igreja, como nas eleições dos oficiais, nas questões de disciplina eclesiástica, etc., "justamente" porque são situações que põem à prova o caráter, a índole do cristão e sua fidelidade à verdade, quando, por exemplo, um grupo de cristãos "bonzinhos" (às vezes, até com anuência do pastor) preferem passar por cima da doutrina e de normas administrativas para "poupar" determinado irmão da "punição". Esta é uma boa situação para analisarmos com calma, pois vamos destruir vários paradigmas aqui. Perceba que, no exemplo citado anteriormente, coloquei algumas palavras entre aspas. É nelas que vamos nos deter um pouco.
Primeiramente devemos saber que existe uma diferença básica entre o cristão BONZINHO e o cristão BOM. O bonzinho é aquele que diz amém pra tudo, em nome da boa convivência. É um apaziguador. Pode até ser fervoroso (na aparência), mas não adora a Deus em espírito e em VERDADE, nem o poderia, pois a lei de Deus não está escrita em seu coração e, por isso também, não entende o que vem a ser negar a eficácia da piedade, de acordo com II Timóteo 3:5; demonstra apenas uma aparência de misericórdia, segundo valores puramente humanos, construídos em cima de uma relação mística com Jesus e Seus ensinamentos e em cima de paradigmas inválidos, herdados de uma sociedade relativista, ou seja, onde cada um tem sua verdade, baseada na "achologia". Onde fica o "assim diz o Senhor"?
O cristão bom é totalmente o oposto do bonzinho. Ele sabe o que é amar de verdade, pois experimenta o amor de Deus em sua vida, no qual misericórdia e justiça são inseparáveis. Ele entende que Deus o perdoa de todos os pecados, mas que antes executou Sua justiça em Cristo, o qual foi condenado e morto em cumprimento à toda a lei, honrando e engrandecendo a lei, tal é a importância da mesma. O cristão bom não diz amém pra tudo, pois não está do lado do irmão "A", "B" ou "C", mas, sim, do lado da verdade. Entende, pelos olhos da fé, que deixar o pecado de lado em favor do pecador, não é misericórdia, é rebaixar a norma, é "calcar a pés os preceitos divinos", é colocar em risco o discernimento, o crescimento, o discipulado de outros irmãos.
O cristão bom não é um apaziguador, que apenas ameniza o conflito, mas sem ter o compromisso com a exaltação da verdade e repreensão do erro. Ao invés disso, ele é um pacificador, pois semeia a paz, porém não a paz como os homens conhecem (que é somente a ausência de conflito), e sim, a paz de Deus, a verdadeira paz de espírito; ele ama o pecador, mas, assim como Deus, repudia o pecado e, por isso, chama o pecado pelo nome, num gesto de disciplina, que também é amor. Ele entende que disciplina, ao contrário do que o mundo e a própria Igreja estão ensinando hoje, é uma palavra positiva, e não negativa, e expressa amor.
"Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso e arrepende-te." (Ap 3:19)
É por isso que os filhos de Deus, conforme o texto supra, são chamados de reparadores de brechas e restauradores de veredas. Estão no mundo para dar o sentido correto aquilo que foi distorcido, para serem luz.
Temos algo curioso para analisar. O povo adventista do sétimo dia já foi conhecido como o povo da Bíblia. Mas o que é a Bíblia? Trata-se de um livro majoritariamente composto de vários tipos de normas para a vida cristã. Para os que amam a Deus, é motivo de alegria, de esperança, de transformação, de paz. Para o mundo, motivo de ódio, pois é um espelho que revela a podridão do seu caráter. E nós, chamados povo de Deus, insistimos com o mundo que essas normas devem ser guardadas a todo custo, pela fé, por mais loucas que pareçam. E o mundo nos chama de fanáticos, de perfeccionistas. Vimos aí duas classes de pessoas bem distintas.
Por outro lado, numa esfera menor, dentro da Igreja, temos duas classes bem distintas também: os cristãos bonzinhos e os cristãos bons. Lembra? Uns, em nome de um amor equivocado, "cuidam" dos irmãos, os "protegendo", "poupando" de certas normas de conduta cristã, as quais julgam ser severas demais, ou mal interpretadas e, fazendo assim, colocam-se num altar como sendo mais misericordiosos que o próprio Deus. Todavia, os outros, os cristãos bons, são chamados de fanáticos, ríspidos, severos, perfeccionistas, por falarem "demais" sobre normais e leis. Você vê alguma semelhança entre as duas classes de pessoas mencionadas no parágrafo anterior e as duas últimas classes que vimos agora? Tenho certeza que sim.
Parágrafo décimo quarto:
"A razão pela qual Ele não escolhe mais vezes homens de saber e de posição para dirigir os movimentos de Reforma, é que estes confiam em seus credos e sistemas teológicos, não sentindo que necessitam ser ensinados por Deus."
Na verdade, o que observo é que estes homens "de saber" crêem sim estarem sendo ensinados por Deus. O que eles não crêem é que homens simples possam estar sendo guiados por Deus para lhes darem repreensões severas sobre coisas tão óbvias, porque sendo óbvias teriam percebido por si sós o próprio engano". Parece que humildade e obediência realmente acabam sendo mais importantes que o saber. Daí podemos inferir mais uma vez, a importância da fé, que é o crer incondicional no Criador, mesmo que o objeto dessa crença pareça loucura. Lembro-me que as coisas de Deus parecem loucura para os que não se esvaziam de sua própria justiça e não se deixam guiar pelo Espírito Santo.
Querido leitor, poderia me demorar ainda muito mais nesse assunto, mas não quero tornar essa leitura ainda mais cansativa para você. Mas, em tempo e em poucas palavras, quero dizer-lhe que esta postagem acabou sendo longa, porém necessária, por causa da incrível necessidade que muitas pessoas têm de se falar de forma bem clara, sendo até repetitivo, quanto a assuntos que deveriam ser tão básicos. Mas, infelizmente para os que se perdem e felizmente para os que buscam a salvação todos os dias, o discernimento sobre esse assunto se dá espiritualmente e depende do coração (mente) de quem lê: se bom, produz arrependimento, se mau, produz repúdia.
Quero frisar também, antes de terminar, que me detive nos exemplos de disciplina eclesiástica unicamente por ser a situação que mais presenciei na Igreja para retratar o tema exposto nesta postagem. Mas existem outras situações várias. Procurei focar também na necessidade de se falar a verdade e da aplicação da misericórdia juntamente com a justiça, que constituem amor, mas não foquei na maneira como esses princípios devem ser aplicados. Talvez isso possa ser tema de uma outra postagem. Tudo deve ser feito com amor (I Cor 13), lembrando que o amor é uma liga inseparável e igualitária entre misericórdia e justiça.
Também não foi meu objetivo aqui ofender a Igreja ou pregar contra esta instituição divina. Na verdade, é profética a decadência moral da Igreja nos últimos dias (leia-se: hoje) e se o que falei e a forma como falei são errados, apenas fiz o que os profetas, apóstolos e o próprio Mestre fizeram: começar a justiça dentro do arraial do povo de Deus. E também há um certo corporativismo por parte dos líderes investidos da Igreja em defender a instituição, mesmo quando errada, e isso em detrimento da fé dos irmãos. A estes gostaria de lembrar que a Igreja dos últimas dias (leia-se: hoje) não é uma instituição, mas um povo eleito, fiel à verdade, não preso à denominações humanas corruptíveis.
No tema de hoje, falei sobre algo aparentemente não grandioso. Eis aí o engano! Talvez as maiores mentiras (entenda-se: paradigmas falsos) de Satanás residam nas "pequenas" coisas que tratamos aqui, na vida prática dos cristãos dentro de suas igrejinhas.
Falo porque o Espírito me comove à falar. Ai de mim se não falar. Que Deus seja louvado. Amém!
terça-feira, 22 de junho de 2010
Lenda ou meia-verdade? Roraima: estado brasileiro, cobiça internacional
Há alguns dias, recebi esta mensagem em minha caixa de e-mail:Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata- se de um Brasil que a gente não conhece.
As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.
Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução.
Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra falar a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto falta uma identidade com a terra.
Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro.. Se não for funcionário público a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo.
Não existe indústria de qualquer tipo.. Pouco mais de 70% do Território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando- se os rios e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades.
(Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800 km ) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados.
Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.
Detalhe: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas pasme, se você quiser montar um empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc., medicinais ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar 'royalties' para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia...
Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: E os americanos vão acabar tomando a Amazônia e em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí:
'Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa'.
A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivos de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem Estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático). .. Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares.
Pergunto inocentemente às pessoas; porque os americanos querem tanto proteger os índios. A resposta é absolutamente a mesma, porque as terras indígenas além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água são extremamente ricas em ouro encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO..
Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa. É pessoal,... saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho.
Será que podemos fazer alguma coisa???
Acho que sim.
Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo desses absurdos.
Mara Silvia Alexandre Costa Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag.Patog. FMRP - USP
Gostaria de informar que se você está tentando me localizar para saber da veracidade do e-mail que fala sobre Roraima, posso lhe afirmar que tal e-mail não é de minha autoria, NUNCA ESTIVE EM RORAIMA.
Assim como voce recebeu este e-mail, eu recebi, repassei e por algum motivo ficou com a minha assinatura eletronica.
Caso tenha interesse, existe um site que trabalha por desvendar estas notícias que correm na internet, e eles já trabalharam com esta mensagem. Por favor acesse: www.quatrocantos/lendas/145_roraima.htm
Obrigada.
Mara Silvia Alexandre Costa
É de suma importância estar atento à mensagens como essa, ainda mais quando o assunto é teoria conspiracional, pois podem criar um falso alarde. Não é a primeira vez que me deparo com esse tipo de mensagem e posso afirmar que é bastante comum. Como já disse, esteja sempre com o "desconfiômetro" ligado. Todavia, não é pra sair descartando todo tipo de mensagem como se fosse falsa. A sociedade depende de cada indivíduo que a compõe. Por isso, cada indivíduo pode (e deveria, ao meu ver) pesquisar as fontes e desmascarar as mentiras para a maior quantidade de pessoas possível, ou, no mínimo, para o seu remetente. [Cláudio]
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Sobre a Fé e a Obediência

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Romanos 12:1)
O Que é Fé?
“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.” (Hb 11:1).O texto mencionado utiliza a expressão “firme fundamento” e a palavra “prova”. Ambas nos mostram que fé é certeza, é não ter dúvidas, é conhecer de fato e de verdade, é quase ver, mesmo ser ter visto. Como disse, fé é conhecer. Mas como conhecer algo sem ter experiência?
O mundo cristão, em sua maior parte, sustenta o exercício de uma fé abstrata, ou seja, uma fé restrita à frases como “eu acredito”, “eu creio”, “Deus proverá”, “se Deus quiser...”, no entanto, desprovida de atitude. Podemos chamar isso de fé mágica, pois é só pronunciar algumas “palavras mágicas” (como as que vimos anteriormente) e esperar o sobrenatural acontecer. O mais curioso é que esse “poder” atrai multidões, mesmo sabendo que nada na vida acontece num passe de mágica.
Ilustrações:
- Ninguém consegue um bom emprego num passe de mágica. Pelo contrário, são necessários anos de esforço, dedicação e estudo;
- Um filho não nasce num passe de mágica. Uma mãe que se preza toma ATITUDES drásticas, durante os longos nove meses de gestação, para que seu bebê nasça com perfeita saúde. Ela faz, juntamente com o pai, PESADO INVESTIMENTO através de AÇÕES que farão toda a diferença ao longo da vida da criança. E ainda enfrenta um parto doloroso, do qual nem se lembra depois de olhar o rostinho do pequeno ser que saiu do seu ventre.
“Avivamentos populares muitas vezes excitam as emoções, satisfazendo o amor àquilo que é novo e surpreendente. Conversos ganhos desta maneira sentem pouco desejo de ouvir as verdades bíblicas. A menos que o serviço religioso assuma algo de caráter sensacional, não lhes oferece atração.” (O Grande Conflito, Ed. Condensada, cap. 27, § 5º)O que vemos hoje é uma fé “de boca” e cristãos disfarçadamente apegados a todo tipo de práticas mundanas. E isso não é de hoje, a situação está apenas se agravando a cada dia e nós somos os principais atores nesse cenário. A situação atual do mundo é consequência da negligência da verdadeira fé. Veja o que é dito pela irmã White, a seguir:
“À luz da Palavra de Deus, contudo, não é difícil determinar a natureza destes movimentos. Onde quer que os homens negligenciem o testemunho da Bíblia, desviando-se das verdades claras que servem para provar a alma, e que requerem a renúncia de si mesmo e a do mundo, podemos estar certos de que ali não é outorgada a benção de Deus. Segundo a regra – 'Pelos seus frutos os conhecereis (S. Mateus 7:16) – é evidente que esses movimentos não são obra do Espírito de Deus.” (O Grande Conflito, Ed Condensada, cap. 27, § 9º)Como já vimos, fé é certeza e um dos melhores exemplos de fé encontra-se na história bíblica da sunamita e do seu filho em II Reis 4, do versículo 8 em diante. Mesmo com seu filho jazendo morto, não desanimou. Ao ser interrogada pelo profeta Eliseu se tudo ia bem com ela e sua família, respondeu que sim. Ela possuía o firme fundamento de que tudo ia terminar bem, conforme a vontade de Deus, a qual ela já havia previamente aceitado.
O Que é Obediência?
A palavra “obediência” é derivada da palavra “obedecer”. O Minidicionário da Língua Portuguesa Silveira Bueno, Ed. Atualizada, define a palavra “obedecer” da seguinte maneira:
“Submeter-se a vontade de; executar; cumprir as ordens de; estar sob a autoridade de; ceder; estar ou ficar sujeito (a uma força, a uma influência); submeter-se; render-se; submeter-se à vontade de outrem; executar as ordens de outrem”.As palavras “vontade”, “ordens” e “autoridade” nos dão a ideia da existência de uma lei a ser respeitada, guardada.. Por isso, podemos entender que obediência, acima de tudo, envolve estar de acordo com determinadas leis, ou seja, não existe obediência sem leis.
É fato que ninguém vive sem lei, seja no trabalho, na escola, até mesmo dentro de casa. Em toda parte evidenciamos que, sem lei, o CAOS reina soberano. Vemos que isso é um princípio natural da vida. Então por que esse princípio não se aplicaria também as coisas de Deus? Não vamos discutir aqui a validade e eficácia das leis divinas, até porque não faz parte do escopo desse sermão. Basta-nos para tal saber como os profetas consideraram essas leis através dos textos a seguir:
- 1.Disse Davi: “Andarei com largueza, pois me empenho pelos Teus preceitos.” (Sl 119:45)
- 1.O apóstolo Tiago refere-se aos dez mandamentos como a “lei da liberdade”. (Tg 1:25)
- 1.O apóstolo João pronuncia uma benção sobre todos os que “guardam os Seus mandamentos, para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.” (Ap 22:14)
Fé e obediência estão intrinsecamente ligadas. Não posso dizer que tenho em fé em Deus, se não demonstro isso em minha vida, pois a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. (Tg 2:17). E a maior demonstração de amor para com Deus se dá através da observância de Seus mandamentos, pois aquele que diz: 'Eu O conheço' e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso e nele não está a verdade. Aquele entretanto que guarda a Sua palavra, nele verdadeiramente tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. (Jo 2:4,5). Ou como prestarei obediência a Deus, pra enfrentar o mundo, se não estiver certo de Sua proteção e cuidado? Anulamos pois a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma, antes confirmamos a lei. (Rm 3:31).
A fé é evidenciada e aperfeiçoada através das obras, ou seja, as decisões e atitudes que tomamos no dia-a-dia são as provas cabais sobre quem é o senhor a quem servimos: se Deus ou o mundo; o Criador ou a criatura. Não temos fé porque obedecemos, mas a obediência é fruto natural da fé. Portanto, sem obras, não há fé, conforme o já mencionado texto de Tiago 2:17.
Ilustração:
- Querer ter fé sem as obras é como querer sentir o gosto do bolo comendo o papel da receita. Explicando: a receita é a fé, o bolo é o resultado da fé, que é a vitória sobre o pecado, mas para chegar até o bolo, é preciso ATITUDE, é preciso juntar os ingredientes, bater a massa e levar ao forno. Depois, sim, vem o tão esperado sabor da vitória!
“A esperança da salvação é aceita sem uma mudança radical do coração ou reforma da vida. São assim abundantes as conversões superficiais, e unem-se às igrejas multidões que nunca se uniram a Cristo.” (O Grande Conflito, Ed. Condensada, cap. 27, § 19).Essa Igreja clama pelo derramamento da chuva serôdia, mas onde está o Espírito Santo na vida de seus membros? Como cristão, estou eu fazendo do meu corpo uma morada habitável para o Espírito? E minha mente? Os ambientes que frequento, as amizades, as conversas que tenho, têm criado condições para que minha mente esteja em sintonia com a do Criador? “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” (Fp 4:8) “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação...” (Mt 26:41).
Fé mais obediência é igual à santificação. Os seguidores de Cristo devem tornar-se semelhantes a Ele – pela graça de Deus devem formar caráter em harmonia com os princípios de Sua santa lei. Isto é santificação bíblica. (O Grande Conflito, Ed. Condensada, cap. 27, § 21). O apóstolo Paulo disse: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.” (I Cor 11:1).
Testemunho:
No dia 13 de maio de 2010, às 21h, fui assaltado. Levaram minha pasta, carteira com documentos, dinheiro e minha moto. Ao invés de reclamar da minha "má" sorte, ao chegar em casa, minha família e eu fizemos um culto de gratidão a Deus. Não falei do ocorrido a ninguém, a não ser para minha esposa e filhas. Queria me concentrar apenas na misericórdia que Deus teve de mim e de minha família. As pessoas souberam naturalmente, mas seja pra quem fosse e até durante a obra missionária, ao dar meu testemunho, demonstrava a alegria e satisfação que tomavam conta do meu ser, mesmo com todo o prejuízo material. Orava a Deus sempre agradecendo e pedia que recuperasse minha motocicleta, mas que, acima de tudo, fosse feita a Sua vontade. Estima-se que, de cada dez motos que são roubadas, duas apenas sejam recuperadas. Em menos de uma semana, minha moto foi recuperada! E esta já é a segunda que me tomam e Deus me devolve. Resultado de uma fé viva e sem pretensões.
Conclusão:
“É privilégio de cada um viver de tal maneira que Deus o aprove e o abençoe... A vida cristã deve ser de fé, vitória e alegria em Deus... 'A alegria do Senhor é vossa força.' 'Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo daí graças, porque essa é a vontade Deus em Cristo Jesus para convosco.' … Neemias 8:10; I Tess 5:16-18.
“São esses os frutos da santificação bíblica... É somente à medida que se restabeleça a lei de Deus à sua posição correta, que poderá haver avivamento da primitiva fé e piedade entre seu professo povo.” (O Grande Conflito, Ed. Condensada, cap. 27, parágrafos finais)
quarta-feira, 31 de março de 2010
Quem ou o que matou os ultimos mamutes da Terra?
Foto: Francois Guillot/AFP(Paris / AFP) - "A última população conhecida de mamutes lanudos, que habitavam uma ilha remota do Ártico muito depois de os humanos inventarem a escrita, foram eliminados rapidamente, afirma um estudo divulgado nesta terça-feira."
"A causa pode ter sido doenças, humanos ou catástrofes climáticas..."
"É sabido que uma colônia de mamutes lanudos sobreviveu até 4 mil anos atrás onde está hoje a ilha de Wrangel, na Rússia, ao norte da Sibéria e no Oceano Ártico."
"A ilha de Wrangel foi gradativamente submersa de 12 mil a 9 mil anos atrás."
"Sobram as hipóteses clima ou doença - levantadas pelos pesquisadores -, que notaram que um evento súbito - uma mega tempestade, por exemplo - ou uma nova bactéria ou vírus poderia ter varrido a população remanescente."
Fonte: Yahoo! Notícias
Nota: Eu acredito no criacionismo, uma teoria científica que diz que o universo teve sua origem através da ação criadora de um Ser superior. Essa teoria também tem evidências de que, há alguns poucos milhares de anos, nosso planeta sofreu uma catástrofe hídrica de proporção global, exatamente o dilúvio de que fala o livro de Gênesis, que teria sido a causa de extremas mudanças geológicas e climáticas que extiguiram várias espécies de animais e plantas, como os dinossauros e o mamute.
Cada vez mais, a Ciência colhe evidências de que o relato bíblico estava e está correto. Só falta humildade para assumir isso e parar de distorcer os fatos a fim de sustentar uma crença decadente cheia de insuficiências epistêmicas, o evolucionismo.
"Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos." (Salmo 19:1) Deus deixou a Sua Palavra e o testemunho da natureza como provas da Sua existência.
Cláudio César M. dos Santos Júnior
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
De quem é a culpa?
Esta manhã, recebi uma mensagem de e-mail interessante, a qual respondi e encaminhei a vários dos meus contatos. A mesma continha uma apresentação do PowerPoint, em anexo, que mostrava imagens chocantes da triste realidade de jovens que se entregam ao mundo do tráfico e rendem cedo de mais suas vidas. Ao final da mensagem, era dito que a culpa de tudo é dos políticos corruptos. Concordo em parte.A culpa é deles também. Mas encontrar culpados é fácil, principalmente porque a culpa é sempre dos outros. Na verdade, a culpa é de todos nós brasileiros (salvo os que não se encaixam no perfil que descrevo abaixo), porque somos filhos de pais e mães semelhantes aos pais que educaram os políticos que governam nosso país. Recebemos a mesma educação que eles. E os mesmos também colocaram a culpa nos políticos de sua época.
Todos nós, em diferentes gerações, enquanto culpamos os políticos, cometemos atos de corrupção e desvio de conduta que culminam em produzir (em nós mesmos e nos outros) pessoas egoístas, mesquinhas, presunçosas, enfim: pessoas más. E quando essas pessoas assumem cargos de poder, apenas vão continuar fazendo aquilo a que já estão habituadas, porém numa escala maior. Onde estão esses atos? Estão mais na nossa cara do que estamos dispostos a reconhecê-los. São atos simples, que, hoje em dia, "perderam" seu valor, ou melhor, desaprendemos a reconhecer seu valor, ou pior, ignoramos seu valor. Abaixo, enumero alguns desses atos. Para muitos, é besteira. É preciso ser sincero consigo mesmo e ter disposição mental para enxergar a verdade transcendental por detrás da cortina dos paradigmas sociais. Eis os fatos:
- Ensinar aos filhos que é preferível ser "esperto" do que ser honesto;
- Não punir a "simples" mentira, medindo-a pelas suas conseqüências ao invés da sua causa, que é nascer em um coração impuro;
- Justificar os erros dos filhos, só porque são filhos, ignorando sua culpa e a disciplina merecida;
- Beber e dirigir. Muitas pessoas fazem isso em sua sinceridade, porque botam fé na sua habilidade no volante. Mas veja: uma pessoa tem o direito de ter fé em si mesma, mas não tem o direito de obrigar os outros a terem fé nessa mesma pessoa. O direito de um termina onde começa o do outro. O certo é respeitar as leis de trânsito, que são fruto de estudos e protejem a todos, não somente a si;
- Achar uma carteira na rua e devolvê-la sem o dinheiro, dizendo que já a encontrou assim, ou não devolvê-la, só porque ninguém vai saber.
- Usar a falta no jogo de futebol como artifício para obter vantagem no lance;
- Usar o material de expediente do trabalho como material escolar dos filhos. A desculpa é: ninguém vai perceber, mas o país percebe (e como percebe!) com milhões de cidadãos fazendo igual. Atos como esse, somados a outros, são o motivo do salário medíocre que cada um ganha, por causa do prejuízo "imperceptível" que cada um causa. Quer reclamar do salário? Reclame a você mesmo;
- Prestar mau atendimento, ou não atender com cortesia e educação a outro cidadão. Não se surpreenda quando for você que estiver do outro lado do balcão ou da linha telefônica e for mal atendido;
- Dar bom dia ao advogado, médico, engenheiro e ignorar o gari;
- Fechar os olhos e a boca contra a injustiça, mesmo que nessas pequeninas coisas.
- ...
O que se faz é o que se paga. "Olho por olho, dente por dente". A sociedade colhe o que planta. E agora, de quem é a culpa?
Cláudio César Monteiro dos Santos Júnior
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
A Cara do Brasil

Delis Ortiz
Outro dia, ao chegar ao Rio de Janeiro, tomei um táxi. O motorista, jeito carioca, extrovertido, foi logo puxando papo, de olho no retrovisor.
-- A senhora é de Brasília, não é?
-- Sim -- respondi.
-- É, eu a reconheci. E como é que a senhora aguenta conviver com aqueles ladrões lá do Planalto Central? Não deve ser moleza.
O sujeito disparou a falar de políticos, do tanto que eles são asquerosos, corruptos... Desfiou um rosário de adjetivos comuns à politicagem nacional.
Brasília é o palco mais visível dessas mazelas e nem poderia deixar de ser. Afinal, o país inteiro olha para lá. O taxista era só mais um crítico, aparentemente atento. E ele sabia dar nomes aos bois que pastavam tranquilamente no orçamento da união, que se espreguiçavam impunemente sob a sombra da imunidade parlamentar ou de leis feitas em benefício próprio. E que, de tempos em tempos, se refrescavam nas águas eleitoreiras.
O carro seguia em alta velocidade; a distância parecia esticada. Vi uma bandeira três em disparada.
Lá pelas tantas, quando já estávamos dentro de um segundo túnel escuro, o condutor falante sugeriu um “dia sem corrupção”.
-- Já pensou -- disse ele -- se uma vez por ano esses homens não roubassem?
-- Interessante -- a exclamação me escapou aos lábios.
-- Sim -- continuou entusiasmado --, seria uma economia e tanto.
Nessa hora, me dei conta de que estávamos percorrendo o caminho mais longo para o meu destino. Chegava a ser irracional a quantia de voltas para acertar o rumo. Deixei.
-- Os economistas comentam -- tagarelava ele -- que somos um país rico. Não deveria existir déficit da previdência, os impostos nem precisariam ser tão altos, o serviço público poderia ser de primeira. O problema é que quanto mais se arrecada, mais escorre pelo ralo, tamanha a roubalheira.
Tão observador, será que ainda se lembrava em quem tinha votado para deputado ou senador na última eleição? Fiz a pergunta e, depois de algum silêncio, a resposta foi não. Pena.
Caímos num engarrafamento, cenário perfeito para aquele juiz de plantão tecer mais comentários sobre o malfeito.
-- Veja como são as coisas, os riquinhos ociosos da Zona Sul, que deveriam pensar em quem tem pressa, acham que são os donos do pedaço e vão embicando seus carros, furando fila, costurando de uma faixa a outra, querendo levar vantagem. A gente, que é motorista de táxi, tem que ficar atento, porque os guardas estão de olho, qualquer coisinha eles multam. Mas eles fazem vista grossa para as vans que transportam pessoas ilegalmente. Elas param onde querem, estão tomando os nossos passageiros. Como não tem ônibus para todo mundo e táxi fica caro, muita gente prefere ir de van.
Por falar em “caro”, a interminável corrida já estava me saindo um absurdo... Resolvi pontuar algumas coisas.
-- Por que o senhor escolheu o caminho mais longo?
Ele tentou se justificar:
-- É que eu estava fugindo do congestionamento.
-- Mas acabamos caindo no pior deles -- retruquei. E por que o senhor está usando bandeira três se não tenho bagagem no porta-malas nem é feriado hoje? -- continuei questionando.
Ele disse que estava na três para compensar a provável falta de passageiro na volta. Claro que não, eu sabia.
Finalmente, consegui chegar ao endereço pretendido. Fiz mais um teste com o “probo” cidadão: paguei com uma nota mais alta e pedi nota fiscal. Ele me devolveu o troco a menos e disse que o seu talão de notas havia acabado.
-- Veja como são as coisas, seu moço -- emendei. O senhor veio de lá aqui destilando a ira de um trabalhador honesto. No entanto, se aproveitou do fato de eu não saber andar na cidade, empurrou uma bandeirada, andou acima da velocidade permitida, furou sinal, deu voltas, fingiu que me deu o troco certo e diz que não tem nota fiscal!
O brasileiro esperto quis interromper, mas era minha vez de falar.
-- O senhor acha mesmo que ladrões são aqueles que estão em Brasília? Que diferença há entre o senhor e eles?
Eu sabia que estava correndo risco de uma reação violenta, mas não me contive. Os “homens” do Planalto Central são o extrato fiel da nossa sociedade. Quantos taxistas desse porte vemos dirigindo instituições? Bons de discursos... Na prática...
Desembarquei com a lição latejando em mim. Quantas vezes, como fez esse taxista, usamos espelho apenas como retrovisor para reter histórias alheias? Nossas caras, tão deformadas, tão retocadas, tão disfarçadas, onde estão? Onde as escondemos que não aparecem no espelho?
Sem a verdade que liberta, jamais estaremos livres de nós mesmos. Ainda sonho com um Brasil de cara nova... A começar por minha própria cara.
(Delis Ortiz é jornalista, repórter especial da TV Globo, em Brasília. É membro da Igreja Presbiteriana do Planalto. Publicado no site da Editora Ultimato)
terça-feira, 7 de julho de 2009
Como sobreviver a um ataque do coração quando se estiver sozinho
Circula pela rede mundial de computadores um suposto artigo publicado pelo Rochester General Hospital que orienta pessoas sobre como resistir a um ataque cardíaco enquanto buscam por socorro. Curioso e desconfiado, pesquisei a veracidade do suposto artigo e encontrei o seguinte texto, em inglês, publicado pelo Rochester General Hospital, que fica em Nova York, Estados Unidos:Important Notice: How To Survive a Heart Attack When AloneNão sou muito bom de inglês, mas eis a tradução que pude fazer do texto acima:
Hundreds of people around the country have been receiving an e-mail message entitled "How to Survive a Heart Attack When Alone." This article recommends a procedure to survive a heart attack in which the victim is advised to repeatedly cough at regular intervals until help arrives.
The source of information for this article was attributed to Rochester General Hospital. This article is being propagated on the Internet as individuals send it to friends and acquaintances - and then those recipients of the memo send it to their friends and acquaintances, and so on.
We can find no record that an article even resembling this was produced by Rochester General Hospital within the last 20 years. Furthermore, the medical information listed in the article can not be verified by current medical literature and is in no way condoned by this hospital’s medical staff. Also, both The Mended Hearts, Inc., a support organization for heart patients, and the American Heart Association have said that this information should not be forwarded or used by anyone.
Please help us combat the proliferation of this misinformation. We ask that you please send this e-mail to anyone who sent you the article, and please ask them to do the same.
Notícia Importante: Como Sobreviver a Um Ataque do Coração Quando SozinhoNota: É incrível a capacidade que algumas pessoas têm de "investir" seu tempo causando prejuízo à vida alheia. A pessoa que elaborou esse falso artigo teve de desenvolver todo um raciocínio lógico para elaborá-lo, o que demanda certo tempo e esforço mental. Ah! Como seria bom se esses indivíduos usassem esse tempo e inteligência para olhar para outras coisas que não o próprio umbigo e, então, agregar algum valor às suas próprias vidas e à sociedade como um todo. Não pode-se afirmar que alguém já tenha morrido por causa do referido artigo, mas também não podemos afirmar que não. Ou seja, o autor dessa "brincadeira" de péssimo gosto é, quanticamente, um assassino. [Cláudio]
Centenas de pessoas ao redor do país [Estados Unidos] têm recebido uma mensagem de correio eletrônico entitulada "Como Sobreviver a Um Ataque Cardíaco Quando Sozinho". Este artigo recomenda um procedimento para sobreviver a um ataque cardíaco no qual a vítima é aconselhada a tossir repetidamente em intervalos regulares de tempo até que o socorro chegue.
A fonte de informação para o artigo foi atribuída ao Rochester General Hospital. Este artigo está sendo propagado na Internet ao passo que indivíduos enviam-no a amigos e conhecidos - e então os destinatários da mensagem a repassam para seus amigos e conhecidos, e assim por diante.
Nós não conseguimos encontrar registro algum de que um artigo como este tenha sido produzido pelo Rochester General Hospital nos últimos 20 anos. Além disso, a informação médica listada no artigo não pode ser verificada na literatura médica atual e de modo algum é encorajada pela equipe médica deste hospital. Também, ambos The Mended Hearts, Inc., uma organização de suporte para pacientes cardiopáticos, e a American Heart Association disseram que esta informação não deve ser encaminhada nem usada por qualquer pessoa.
Por favor, nos ajude a combater a proliferação desta informação falsa. Nós pedimos a você que, por favor, envie esta mensagem para qualquer um que tenha lhe enviado o artigo e, por favor, peça a esses que façam o mesmo.


