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domingo, 20 de julho de 2014

Cofrinhos

Tem gente que, em nome da aceitação social, abdica de bons hábitos e costumes. Muda o comer, o beber, o vestir, o falar.

Uma vez me disseram que eu pareço um velho por andar com as calças "lá em cima". Refleti por um tempo e passei a observar o perfil de pessoas que deixam as calças "lá em baixo" e não se importam em mostrar seu "cofrinho": em geral, não absolutamente, não possuem uma fé prática em Deus, só teórica, bebem, fumam, curtem futebol, insensíveis com esposa e filhos, conhecimento intelectual superficial e limitado apenas ao campo profissional (pois esse é o que sustenta seu bolso, e esse último, sua ostentação), nível muito baixo de conhecimento filosófico, de raciocínio pragmático, de capacidade de abstração, dentre outras coisas, ou seja, egocêntricas e despreocupadas com o que transcende o óbvio.

Agora vou dizer: minhas calças "lá em cima" não estão em cima, e, sim, na altura correta, protegendo minha decência, meu pudor e demonstrando meu respeito por quem está ao redor. E outra: não tenho "cofrinho", tenho BUNDA, ÂNUS, e essas são coisas que devem ser guardadas.

Se me pareço com um velho por causa disso, é porque hoje só quem tem maturidade suficiente (não entenda-se idade) consegue discernir a linha limítrofe entre jovialidade e falta de educação e valores familiares.

Assim como o barro se encontra em qualquer lugar, andamos, pisamos e cuspimos sobre ele, ao passo que o diamante é raro e difícil de encontrar, assim são os homens de hoje: muitos só querem se parecer com a maioria, enquanto outros, querem justamente ser diferentes, não somente por quererem ser diferentes, mas por apreço ao que tem bom nome, ao que é reto, ao que tem valor, ao que produz amor e respeito entre os seres humanos.

Cofrinho? Em mim não, pois ainda tenho em meu cerne um valor dos antigos chamado "vergonha na cara".

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Pesquisa científica comprova a existência de instinto moral em bebês. Ateístas em xeque!

A Folha de S. Paulo publicou em sua edição de ontem, 11 de outubro, uma matéria bastante interessante sobre as pesquisas realizadas pela Universidade de Washington em Seattle, que verificaram a existência de"instinto moral" em bebês de 15 meses de idade. A notícia está provocando profundos debates no meio acadêmico, especialmente entre os militantes ateístas, que fogem do instinto moral como o diabo da cruz. O próprio editor de ciência da Folha, Reinaldo José Lopes, responsável pela reportagem publicada ontem, comenta - ironicamente - na mesma edição que os bebês já viriam "programados de fábrica", o que, ainda que de maneira enviesada, comprovaria a doutrina bíblica do pecado original.
Em sua coluna na Folha de S. Paulo de hoje (12/12/11), Helio Schwartsman continua repercutindo o assunto, ressaltando que - coincidentemente - o militante ateísta Sam Harris já está disparando seus dardos inflamáveis contra as conclusões levantadas pelos cientistas americanos, algo que já era esperado, pois uma vez comprovada a existência do instinto moral em bebês, os ateus perdem parte essencial de seu discurso, que é a alegação de que tanto o comportamento moral como o religioso são aprendidos e incutidos socialmente. A pregação do neoateísmo é eminentemente utilitária, a grosso modo na base do "funciona / não funciona", já que não tem nada a propor e seu único objetivo é, por assim dizer, "desconstruir a religião" sem dizer o que quer edificar no seu lugar. Nada mais nihilista. De qualquer maneira, qualquer pessoa que já teve a experiência de cuidar de bebês e observar o seu comportamento e desenvolvimento, constatou que desde pequeninos (e obviamente imunes a qualquer controle social eficaz) eles já têm uma mínima noção do que é certo ou errado de acordo com o seu senso de justiça. As matérias da Folha estão transcritas abaixo, e valem a pena ser lidas:

Bebês de 15 meses têm senso de justiça, mostra estudo

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE

Pais que sofrem para impedir que seu bebê arranque brinquedos das mãos dos amiguinhos podem não acreditar, mas crianças de apenas 15 meses já parecem ter um senso rudimentar de justiça, afirma um novo estudo.
Experimentos feitos com cerca de 50 crianças na Universidade de Washington, em Seattle (Costa Oeste dos EUA), mostraram que os pequenos ficam "chocados" quando presenciam uma divisão desigual de guloseimas.

E, apesar do berreiro que às vezes acontece quando bebês disputam brinquedos, as crianças do estudo, em quase dois terços dos testes, topavam dividir os seus com adultos desconhecidos.
Publicada na revista científica de acesso livre "PLoS One", a pesquisa se junta a uma série de trabalhos recentes que indicam a existência de um instinto moral aguçado nos filhotes da nossa espécie.

PRECOCE

Aliás, o estudo atual é o que revela evidências de comportamento "ético" mais cedo no desenvolvimento humano --os trabalhos anteriores só tinham demonstrado isso em meninos e meninas de dois anos de idade.
Um resumo do design experimental usado pelos psicólogos Marco Schmidt e Jessica Sommerville, autores do estudo, pode ser visto no infográfico.
Sempre no colo de um dos pais, para ficarem relaxados, os bebês primeiro assistiam a vídeos que mostravam a divisão igualitária ou desigual de comida (biscoitos ou leite) entre dois adultos.
 Como os talentos linguísticos das crianças dessa idade ainda são limitados, os psicólogos usavam algo mais simples para saber o que os bebês tinham achado dos vídeos: o tempo que eles gastavam olhando para a tela.
Trata-se de uma ferramenta já estabelecida em outros estudos do tipo. Em geral, quanto mais uma situação surpreende os bebês, mais tempo eles ficam olhando para a cena. E, nesse caso, em média, a cena em que a divisão é desigual surpreendeu bem mais os pequenos.
Depois, os mesmos bebês podiam escolher entre dois brinquedos, ambos ofertados por um pesquisador que eles já conheciam. O cientista esperava a criança escolher seu brinquedo favorito e, depois, deixava os dois com ela.
Entrava então em cena um outro pesquisador, que a criança ainda não tinha visto. O sujeito perguntava: "Posso pegar um [dos brinquedos]?".
A maioria dos bebês dava um dos brinquedos para a pessoa, e um terço deles emprestava até o brinquedo considerado o preferido.
Aliás, havia uma correlação: as crianças mais "chocadas" com a divisão injusta do leite ou dos biscoitos eram justamente as que tinham mais tendência a compartilhar seus brinquedos com os estranhos, sugerindo que tendências parecidas explicam os comportamentos.

Cérebro infantil já teria módulos 'de fábrica'

DO EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE

A investigação do senso moral aparentemente inato de bebês e crianças pequenas floresceu nos últimos anos, com uma série de descobertas intrigantes.
Bebês de dois a três anos, por exemplo, tendem a preferir personagens de desenho animado que ajudam os outros aos personagens que estorvam os demais, mesmo quando esses seres são simples formas geométricas, como quadrados, retângulos e círculos. As crianças também parecem vir "de fábrica" com algum conhecimento básico sobre física: olham mais tempo, surpresas, para vídeos em que objetos ficam suspensos no ar quando deveriam cair, por exemplo.
A explicação mais óbvia (e provavelmente mais sólida) para essas capacidades é evolutiva: seria custoso demais para o cérebro dos pequenos aprender tudo do zero, especialmente as regras básicas sobre o funcionamento do mundo e da vida social humana. Nascer com instintos morais e intuições sobre física facilitariam o aprendizado de informações mais complexas e ajudariam as crianças a sobreviver. (RJL)

Nova ciência da moral

HÉLIO SCHWARTSMAN

SÃO PAULO - A notícia publicada ontem em Ciência de que bebês de 15 meses já dispõem de um senso de justiça rudimentar acrescenta mais um tijolinho à disposição dos pesquisadores que tentam fundar a nova ciência da moral.
Uma das ideias centrais dessa protodisciplina é a de que a faculdade moral é um instinto. A analogia que cabe é com a teoria da gramática universal de Noam Chomsky. Da mesma forma que nossos cérebros são equipados com um hardware linguístico, que nos habilita a aprender praticamente por osmose o idioma ao qual somos expostos na primeira infância, nossa cachola também já viria com uma moral de fábrica.
Não se trata, por certo, de um código penal, uma lista pronta e acabada de todas as ofensas possíveis e as respectivas punições, mas de um conjunto de princípios elementares, comuns a toda a humanidade, como as noções de justiça, pureza e autoridade. Elas se combinariam umas com as outras e também com elementos culturais para formar toda a exuberância de padrões morais observáveis nos mais diversos grupos.
A maioria dos estudiosos da moral para por aqui -o que já é um projeto para gerações. A exceção é o neurocientista Sam Harris, que, em "The Moral Landscape" (a paisagem da moralidade), sustenta que é possível, ao menos em princípio, usar a ciência para decidir quais valores morais são corretos e quais são errados.
O critério de verdade escolhido por Harris, na melhor tradição utilitarista, é o bem-estar. Assim, práticas morais que contribuem para aumentar a felicidade das pessoas, como tratar bem o próximo, são validadas pela nova ciência. Já hábitos que fazem crescer a miséria humana, como castigos corporais, tornam-se uma chaga a eliminar.
Com esse engenhoso mecanismo, Harris consegue, de um só golpe, atacar seus adversários à esquerda (multiculturalismo, relativismo) e à direita (religião, tradicionalismo).
Clipping e comentários do Hélio no Contorno da Sombra

Fonte: Genizah

Nota: "Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração." (Salmos 40:8). "Ouvi-me, vós que conheceis a justiça, povo em cujo coração está a minha lei..." (Isaías 51:7). "... Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo." (Jeremias 31:33). Grifo meu.  [Cláudio]








domingo, 8 de junho de 2008

Como Nasce Um Paradigma...


É com muita satisfação que inauguro meu primeiro blog. Já tinha um tempo, pensava em fazer um, mas me perguntava: "Será que terei disposição de atualizá-lo regularmente? Será que meus textos despertarão interesse, provocarão reflexão?".

Depois de algum tempo acompanhando outros blogs, comecei a considerar a hipótese de criar um para mim. Mas, ontem, um amigo, Kristian Vasconcelos, me deu o empurrãozinho que estava faltando (que não precisou ser tão forte assim) e disse-me: "Por que você não faz um blog?". Foi o suficiente. Amigo do peito. Me deu essa idéia depois de ficar me ouvindo falar durante vários minutos sobre algumas mensagens que eu mando, de vez em quando, via correio eletrônico para meus contatos sobre temas que considero interessantes.

Enfim, está aqui o blog. Creio estar fazendo minha parte diante de Deus e dos homens no sentido de contribuir para que pessoas sejam levadas a questionar a realidade na qual se encontram, "para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos" (Lucas 4:18), liberdade de um engano que está aí desde antes de nascermos.

Por vezes, pessoas no mundo inteiro foram levadas a crer em mentiras, como se fossem verdades absolutas. A Alemanha nazista foi uma prova disso, onde um psicopata obstinado por poder, que nem alemão era (era austríaco), Adolf Hitler, fez quase toda a nação crer numa raça supostamente superior, a qual deveria impor seu domínio ao mundo. E milhões de vidas se perderam por causa desse paradigma patético. Pessoas adoravam o Führer como a um deus, e cometeram tamanhas atrocidades sem nunca, ao menos, terem se perguntado: "por quê?".

Poucas pessoas sabem, mas Hitler usou muito bem a máquina administrativa do Estado Alemão aliada a estratégias de marketing extremamente simples para conseguir fazer o que fez. Num próximo post, falarei com mais detalhes sobre pessoas que foram mestres em influenciar a opinião pública e as respectivas estratégias que utilizaram. Por hoje, a pequena estória abaixo nos mostra como nasce um paradigma e como o ser humano é facilmente manipulável:
"Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas.

Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos.

A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato.

Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato.

Um quarto e, finalmente,o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas.

Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: 'Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...'.

Você não deve perder a oportunidade de passar esta história para seus amigos, para que, vez por outra, questionem-se porque estão batendo..." (Autor Desconhecido)

"É mais fácil desintegrar um átomo do que quebrar um paradigma." (Albert Einstein)

Espero que tenham gostado da leitura e que a mesma possa ter cumprido o objetivo deste blog: informar para construir uma sociedade melhor e mais justa. Que Deus nos abençoe. Aguardo você no próximo post. Até breve!
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