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domingo, 20 de julho de 2014

Cofrinhos

Tem gente que, em nome da aceitação social, abdica de bons hábitos e costumes. Muda o comer, o beber, o vestir, o falar.

Uma vez me disseram que eu pareço um velho por andar com as calças "lá em cima". Refleti por um tempo e passei a observar o perfil de pessoas que deixam as calças "lá em baixo" e não se importam em mostrar seu "cofrinho": em geral, não absolutamente, não possuem uma fé prática em Deus, só teórica, bebem, fumam, curtem futebol, insensíveis com esposa e filhos, conhecimento intelectual superficial e limitado apenas ao campo profissional (pois esse é o que sustenta seu bolso, e esse último, sua ostentação), nível muito baixo de conhecimento filosófico, de raciocínio pragmático, de capacidade de abstração, dentre outras coisas, ou seja, egocêntricas e despreocupadas com o que transcende o óbvio.

Agora vou dizer: minhas calças "lá em cima" não estão em cima, e, sim, na altura correta, protegendo minha decência, meu pudor e demonstrando meu respeito por quem está ao redor. E outra: não tenho "cofrinho", tenho BUNDA, ÂNUS, e essas são coisas que devem ser guardadas.

Se me pareço com um velho por causa disso, é porque hoje só quem tem maturidade suficiente (não entenda-se idade) consegue discernir a linha limítrofe entre jovialidade e falta de educação e valores familiares.

Assim como o barro se encontra em qualquer lugar, andamos, pisamos e cuspimos sobre ele, ao passo que o diamante é raro e difícil de encontrar, assim são os homens de hoje: muitos só querem se parecer com a maioria, enquanto outros, querem justamente ser diferentes, não somente por quererem ser diferentes, mas por apreço ao que tem bom nome, ao que é reto, ao que tem valor, ao que produz amor e respeito entre os seres humanos.

Cofrinho? Em mim não, pois ainda tenho em meu cerne um valor dos antigos chamado "vergonha na cara".

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Uma Igreja, Duas Classes

Na minha igreja, a maioria se baseia no comportamento e diretrizes da maioria, enquanto a minoria se baseia na verdade incontaminada; a maioria se baseia nas impressões e sentimentos, a minoria, na razão e na fé no que está escrito; a maioria se baseia na "achologia", a minoria, no Manual da Igreja; a maioria se baseia no "assim diz o pastor", a minoria, no "assim diz o Senhor"; a maioria se baseia na aparência de piedade, colocando a harmonia das relações humanas acima dos princípios divinos, a minoria sabe que disciplinar é amar; a maioria afirma que as pregações devem ser cristocêntricas, para meramente se esquivarem de temas polêmicos, a minoria sabe que verdadeiramente cristocêntrica não é a mensagem que menciona várias vezes o nome de Cristo, mas, sim, aquela que ensina o que Jesus ensinou, seja polêmico ou não, mencione o nome dEle, ou não; a maioria acredita cegamente nos pastores, pois ouvem eles dizerem que essa é a Igreja profética que concluirá a obra, incucando nas pessoas que essa é infalível, apesar de criticarem a Igreja Católica pelo mesmo motivo, a minoria crê somente no que está de acordo com as Escrituras, independentemente de cargo ou condição social de quem ensina, e que não é a Igreja, entidade jurídica reconhecida pelo Estado, que é profética, mas, sim, o povo que a constitui, mesmo que isso fira o orgulho de alguns líderes; na minha igreja, a única semelhança entre as duas classes é que a maioria se orgulha de ser a maioria e a minoria, de ser a minoria. Contudo, é essa semelhança que faz toda a diferença, pois a maioria tem sua força no apoio que seus integrantes encontram uns nos outros, porém a esperança da minoria está firmada no Senhor. Amém.

sábado, 7 de setembro de 2013

O Verdadeiro Arrependimento

Às vezes, é bom não se conformar unicamente com a leitura da Bíblia traduzida em outro idioma que não o original, por exemplo, em português, pois acaba ocorrendo um fenômeno chamado lost in translation, que significa "perdido durante a tradução". Isso aconteceu com a palavra arrependimento e vamos descobrir o porquê.

O Dicionário Michaelis define a palavra "arrependimento" como (1) Ato de arrepender-se; pesar sincero de algum ato ou omissão. (2) Contrição. (3) Mudança de deliberação. (4) Desistência de coisa feita ou empreendida. Até aqui, o leitor sincero da Bíblia, mesmo sendo um dominador da norma culta da língua portuguesa, terá um entendimento equivocado sobre o que representa esta palavra tão importante para o cristão, no contexto bíblico, pois ali ela não limita-se a apenas um sentimento de pesar ou contrição, mas, sim, a uma mudança de comportamento. E isso pode fazer a diferença na hora de moldar a conduta do cristão, levando-o à salvação, ou a perdição eterna.

A palavra em hebraico para arrependimento é nacham ou nocham. No sentido original da palavra, "arrepender" tem o mesmo sentido da palavra "entristecer". Estar triste com alguma coisa não significa que uma mudança ocorreu, significa apenas que há tristeza por causa de algo que aconteceu [num primeiro momento]. 1

Do grego μεταμέλεια - Metanóia, que é na verdade a junção de duas palavras: Meta: Mudança, e Nóia: Mente, o que traduzido do grego quer dizer mudança de mentalidade. 2

O termo é pessoal e relacional. Implica em voltar ao que se estava fazendo antes, e renunciar ao mau comportamento pelo qual a vida e os relacionamentos estavam sendo prejudicados. Na Bíblia, arrependimento é um termo teológico que indica um abandono daquelas atitudes que afrontam Deus envolvendo-se no que ele odeia e proíbe. O termo no hebraico para arrependimento significa desviar-se, ou retornar. O termo correspondente no grego tem o sentido de mudança de mente de modo a mudar os caminhos também. Arrependimento significa mudar hábitos de pensamento, atitudes, ponto de vista, política, direção e comportamento na medida certa para deixar de lado o caminho errado e seguir o caminho certo. Arrependimento é, na verdade, uma revolução espiritual. 3

ARREPENDIMENTO: Decisão de mudança total de atitude e de vida, em que a pessoa, por ação divina, é levada a reconhecer o seu pecado e a sentir tristeza por ele, decidindo-se a abandoná-lo, baseando sua confiança em Deus, que perdoa (MT 3:2-8; 2CO 7:9-10; 2PE 3:9). O complemento do arrependimento é a FÉ. E os dois juntos constituem a CONVERSÃO. [grifo meu] 4

Existe uma cultura no cristianismo contemporâneo que é a de pensar que arrependimento é, e limita-se a ser, apenas um forte sentimento de tristeza por algo de errado que se tenha feito, dito ou pensado e de que isso é o suficiente para se obter o perdão do ofendido. Essa moda também é ensinada aos mais jovens nas igrejas e pregada nos púlpitos. Mas agora isso está desmistificado e o paradigma, destruído.

Portanto, devemos saber que Deus é o Ser que não nos julga pelos nossos sentimentos, mas, sim, pelas nossas atitudes. Assim, não adianta confessar em oração que se está pesaroso por causa do erro cometido, sem ter uma pré-disposição mental (metanoia) a mudar de comportamento. Nesse caso, Deus não perdoará, por incrível que pareça, porque o arrependimento, o verdadeiro e completo arrependimento, é um pré-requisito para tal.

Agora você deve estar se perguntando - Mas, segundo a Bíblia, Deus sonda os corações, então como pode Ele não levar em conta meus sentimentos? - Ele leva em conta os sentimentos, sim, mas esses não são o fator determinante do perdão. A equação é simples: se o pecador sofre (sentimento), Deus sofre (sentimento) também; se o pecador se arrepende (atitude), Deus perdoa (atitude).

É preciso ainda esclarecer que, quando é dito na Bíblia que Deus sonda os corações, naqueles tempos remotos em que a Bíblia foi escrita, o coração era considerado como o principal órgão do corpo humano e de que desse provinham todos os sentimentos, mas hoje sabe-se que o órgão responsável pelas sensações é o cérebro e, não somente isso, também, pela consciência e pela razão. Por isso, de hoje em diante, quando ler "coração" na Bíblia, entenda "mente". Uma mente transformada gera atitudes transformadas e esse é o verdadeiro arrependimento, o qual conduz ao perdão.

O texto a seguir não utiliza a palavra coração, mas é uma amostra de que o foco da transformação do cristão não está no coração, e, sim, na mente: E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento [grifo meu], para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:2.

Sentir-se triste em razão do pecado é saudável, porque este sentimento, se canalizado corretamente, conduz ao verdadeiro arrependimento. Todavia, aquela mera tristeza que deixamos passar, que ignoramos, e não damos o devido trato a ela, conforme o mundo ensina a se fazer, conduz a morte (separação de Deus), conforme 2Co 7:9-10.

Referências:
3 - Blog "Josemar Bessa";
4 - Dicionário bíblico do iGuga

quarta-feira, 23 de março de 2011

Solidão Profética


Por Ariovaldo Jr.

Profetas tendem a serem pessoas solitárias. Simplesmente por que não é fácil compartilhar visões com aqueles que procuram razões onde elas não existem. Como se todo visionário tivesse um plano detalhado de como trazer à realidade tudo aquilo que sonhou.

Em um mundo de incertezas, o profeta é dominado pela convicção. No meio à miopia generalizada, discerne o que apenas para si é óbvio. Uma pena que discernir é uma coisa… explicar a outros é outra completamente diferente.

Um aspecto importante dos profetas é que possuem a tendência a machucarem pessoas. Seja por intermédio de suas palavras ou da tendência quase suicida comum a todos eles. Dar a vida por algo que ninguém compreende é coisa de gente obstinada. Nem mesmo o próprio Cristo, o auge histórico da misericórdia na humanidade, foi capaz de poupar sua própria família. Sua mãe e irmãos tiveram que padecer o mesmo que todos os demais meros mortais em qualquer favela brasileira. Tiveram que suportar a dura realidade de perder um filho/irmão para a violência gratuíta. Portanto, faça as contas. Pra ser uma voz profética, terá que entristecer aqueles que ama.

Sempre houve uma categoria safada, composta por aqueles que adoram serem chamados de profetas. Mas a palavra que representa melhor a estes é “pilantras”. Dizem palavras genéricas e direcionadas aos ouvidos daqueles que as procuram. São como cacos de vidro enroladas em carne fresca, jogadas aos cães para que morram logo.

O apóstolo Paulo diz que bom seria que todos profetizássemos. Será que ele tomou demais do remédio que indicou a Timóteo para curar seus problemas estomacais ou simplesmente acreditava que amar é morrer e às vezes machucar pessoas, se necessário.

Se pretende escolher o caminho dos profetas para si, faça as contas antes. Por que alguns caminhos não tem volta.

[Grifos meus]

Fonte secundária: Pão&Vinho. Fonte: Ariovaldo Jr.

Nota: Hoje muito é ensinado aos cristãos sobre como falar, ter cuidado no falar, para não machucar os corações. O que dizer de um coração orgulhoso? É muito fácil machucar um coração que é assim. Se nos é dito para poupar os corações, como os corações orgulhosos serão curados? Ora, orgulho, segundo a Palavra, é pecado. Sei que muitos líderes têm uma resposta eufêmica para isso. Mas qual seria a resposta do Verdadeiro Exemplo, Jesus? Ele sabia dosar piedade e justiça nos Seus conselhos e repreensões. Poupou o coração de Pedro quando o chamou de Satanás? Poupou Seus próprios líderes judeus quando os chamou de sepulcros caiados? Poupou sua mãe e seus irmãos quando disse que Sua verdadeira família são aqueles que ouvem e fazem a vontade do Pai? Precisamos refletir sobre as ações de nossos líderes hoje. Temos verdadeiros cristãos profetizando verdade aos líderes. Mas estes ignoram. Conhecem a vida dos profetas, do Mestre, e sabem que foram pessoas "controversas", polêmicas. E assim também acusam os fiéis à Palavra hoje. Interessante o texto acima que diz que o profeta é obstinado. Mas para os líderes, obstinação é uma palavra onde eles não conseguem encontram nenhum significado positivo, quando isso implica em renúncia ao seu próprio orgulho. Esses líderes preferem estar nos púlpitos pregando sermões repetitivos, discursos genéricos que satisfazem o que o povo quer ouvir, que dizem ser cristocêntricos, mas neles não há transformação eficaz, lembrando que pregar Jesus Cristo é sinônimo de pregar transformação prática. Principalmente hoje, quando muito se fala em REAVIVAMENTO E REFORMA, creio que a principal reforma que deve ocorrer na Igreja é parar de poupar os líderes superficiais, quantitativos, que falam muito e pouco fazem NA VIDA PRÁTICA DAS OVELHAS. Parar de tentar tapar o sol com a peneira, ocultando dos membros os escândalos. A Igreja julga necessário esse ocultamento por temer um êxodo de membros. Mas reflita sobre isso: o que produz mais frutos para o Senhor: uma gireja com 10 membros que adoram em espírito e em verdade ou aquela com 100 membros que acham que frequentar uma igreja é frequentar um clube social? Será que os líderes estão seguindo o caminho certo, ao assim proceder e ensinar? Onde fica a importância da preservação da doutrina, da verdade? [CláudioCMSJ]

sexta-feira, 18 de março de 2011

Al Capones Evangélicos


Este artigo foi publicado por J. Lee Grady, editor da Revista Charisma. Estes são os trechos que considerei mais relevantes, aos quais faço também meus comentários.

"Houve um tempo em que Al Capone controlava toda a cidade de Chicago. O notório gangster da década de 1920 subornou o prefeito, comprou a polícia e, como um rei, presidiu um império de cassinos, redes de contrabando e botecos em pleno vigor da Lei Seca. Ele se esquivou das balas por muitos anos e viveu acima da lei – ganhando assim a reputação de 'intocável' porque ninguém podia levá-lo à justiça.

"Antes que Capone fosse finalmente preso em 1932, ele justificou seus crimes dizendo: 'Tudo o que faço é para atender a demanda do público.' Ele nunca assumiu responsabilidade pelo estrago que causou porque prefeitos, policiais, líderes comunitários e estelionatários o apoiaram todo o tempo.

"Odeio ter que comparar ministros de Deus a um mafioso. Mas a triste verdade é que atualmente há alguns (talvez mais do que só alguns) pastores que possuem algumas das características mais abomináveis de Al Capone. São mestres do engano e da manipulação. ...

"Mas a exemplo de Al Capone, seus dias estão contados. A Justiça logo os agarrará.

"Estes falsos profetas provavelmente começaram com um chamado genuíno da parte de Deus, mas o sucesso os destruiu. ..."

E, em parte, a culpa é nossa, porque, quando deveríamos ter falado, nos calamos diante do erro de falsos líderes. E isso lhes serve como tentação, a sentirem-se poderosos, influentes. Ficam cheios de si. Outro fato que contribui para a corrupção de pastores e líderes é a falta de conhecimento da Palavra de Deus por parte de seus liderados. O membro de igreja se acomoda, "papando sermão" e acreditando em tudo que o pastor fala, sem questionar, sem consultar a Biblia. Para esse tipo de membro o que vale não é o "assim diz o Senhor", e, sim, o "assim diz o pastor". É muito mais cômodo colocar toda a responsabilidade por minha salvação/perdição nas mãos do pastor. Troca-se o estudo esmerado da Bíblia pela simples leitura superficial, porque entende-se que o pastor já conhece. Mera preguiça, negligência e presunção.

"Nós fomos os tontos. Quando ficávamos sabendo que eles estavam vivendo em imoralidade, maltratando suas esposas ou povoando cidades com seus filhos bastardos, dávamos ouvidos às suas desculpas ao invés de exigir que estes pastores vivessem como verdadeiros cristãos. Que Deus nos perdoe."

A Igreja tem, nas últimas décadas, substituído os valores neotestamentários da qualificação e trabalho pastoral por modelos de gestão empresarial e mercado corporativo. Isso nos trouxe pastores mercadológicos, porém imorais, produtivos quantitativamente, e não qualitativamente, eficientes, porém pouco eficazes. Será que foi esse o modelo sustentado por Jesus? Se sim, então era pra Judas ter sido o seu melhor apóstolo. Ele tinha todas essas "qualidades". Os outros nem tanto. Eram homens mais simples. Mas Judas não suportou o modelo "louco" e "ultrapassado" de Jesus, tanto que o traiu. Precisamos refletir nisso.

"Nós fomos os ingênuos. ... Na verdade, sempre que questionávamos algo, outro cristão rapidamente retrucava: 'Não critique! A Bíblia diz "Não toque o ungido do Senhor!"' Que Deus no perdoe.

"Se tivéssemos aplicado discernimento bíblico há muito tempo atrás, teríamos evitado todo este caos. Jamais saberemos quantos incrédulos rejeitaram o Evangelho porque viram a Igreja apoiando pilantras que se gabavam, coagiam, mentiam, manipulavam, subornavam, roubavam e, com lágrimas, conquistavam espaço em nossas vidas ....

"Sempre que cristãos bem intencionados citam 1 Crônicas 16:22 ('Não toqueis os meus ungidos e não façais mal aos meus profetas') para encobrir a sujeira e o charlatanismo, eles cometem uma injustiça contra as Escrituras. Esta passagem não ordena que nos calemos quando um líder está abusando do poder ou enganando as pessoas. Pelo contrário, somos chamados a confrontar o pecado em amor e honestidade. E certamente não estamos amando a Igreja se permitimos que os Al Capones carismáticos de nossa geração a corrompam."

É como sempre digo: quando poupamos o pastor de uma advertência, estamos sendo cruéis com a verdade e com milhares de cristãos que dependem dela, pois, assim como uma gota d'água influencia todo o oceano, o testemunho imoral de um líder gera frutos maus em longo alcance de espaço e tempo.
Sendo bem prático e realista, o que existe hoje é um corporativismo no seio da administração eclesiástica. Enquanto Jesus repreendia o pecado em público (quando o pecado era público), hoje a Igreja (entenda-se: homens que administram a Igreja) omite seus erros, os erros de seus líderes e orienta seus pastores a desencorajar e até repudiar qualquer irmão que fale em repreensão. Este último é logo tachado de brigão e não-consagrado, quando apenas quer exercer seu direito, dado por Deus, de clamar por justiça.

Mas há também um fundo de razão nos pastores que procedem dessa maneira. Há muitos "cristãos" por aí que, na verdade, são sentinelas de plantão, mas não da salvação e, sim, de acusação. Andam ávidos por acusar alguém, por ver punição. Punição não é a mesma coisa que disciplina. Mas, ainda assim, digo que até nisso a Igreja (entenda-se: homens que administram a Igreja) tem culpa. Pois qualquer pessoa, de qualquer jeito, pode ser batizada na Igreja hoje. Não há um forte senso de discipulado. Muitos erros são acariciados, relevados, ignorados. E é isso que produzirá, lá na frente, cristãos com um discernimento embotado, incapazes de diferenciar o que seja julgar o pecado de julgar pecador, perdoar pecado de perdoar pecador. Se você não entendeu, o correto é: julgar o pecado e perdoar o pecador, ao invés de julgar o pecador e perdoar o pecado. E esses cirstãos serão discipuladores de outros e assim por diante. Justiça e misericórdia, para Deus, devem sempre andar juntas.

Pode parecer radical, mas minha opinião é de que o corporativismo incestuoso deve ser banido da Igreja. Isso ocasionaria provavelmente um grande êxodo de membros, mas produziria um crescimento espiritual proporcional e sem precedentes. E daí pra frente, o crescimento seria primeiramente qualitativo, e depois quantitativo. Uma igreja com 10 membros que adoram em espírito e em verdade pode fazer muito mais do que com 100 adoradores superficiais. Cabe a algum membro dizer quem é trigo e quem é joio? Não. Somente a prática da verdade faz essa separação. A luz dissipa as trevas. Se você não quer ser joio, então seja trigo. A escolha está nas suas mãos. Na sua, mais ainda, pastor!

Para ler o artigo original na íntegra, clique aqui.

Fonte: Charisma Magazine. Tradução: Pão & Vinho. Comentários: Cláudio dos Santos Júnior

terça-feira, 8 de março de 2011

Hipocrisia: Cristãos Promovendo o Pecado

Por esses dias, época de carnaval, indo para o trabalho, passei próximo a uma loja de roupas e variedades, pela qual passo todos os dias, pois fica bem no ponto de ônibus que utilizo. E olhando para a vitrine, dei de cara com manequins exibindo máscaras e fantasias de carnaval. Fiquei surpreso por se tratar de uma loja cujos proprietários são "evangélicos". Tanto que é possível comprar ali Bíblias e diversos artigos cristãos. Isso me fez refletir e, no mesmo instante, pedir que minha esposa tirasse umas fotos daquela cena revoltante. No decorrer dessa postagem, você verá as fotos.

"E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?" (II Co 6:15)

Não precisamos ir tão à fundo na Bíblia para saber que, vendendo essas coisas, estamos incentivando o pecado do próximo e consequentemente incorrendo em pecado também.

"Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei." (Ez 3:18)


A lei de Deus se resume numa só palavra: amor. Tanto no Antigo, quanto no Novo Testamento. Jesus, sintetizou e "ampliou" a lei, na forma dos Dez Mandamentos, em dois mandamentos sucintos. Vejamos apenas o segundo, que é o que nos interessa no momento:

"Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR." (Lv 19:18)


"E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes." (Mc 12:31)

Tendo em vista o referido mandamento, e utilizando a lógica, podemos nos fazer duas perguntas: (1) como posso amar alguém se não amo a mim mesmo?; e (2) se devo tratar o meu próximo como eu mesmo gostaria de ser tratado, é correto induzir esse próximo em pecado que eu próprio não cometeria?

Perceba os chifres no manequim do meio.

Querido leitor, estamos vendo aí esses chamados "cristãos" agindo conforme o ensinamento hipócrita que recebem em suas igrejas, o que cumpre fielmente a profecia que diz:
"E sete mulheres naquele dia lançarão mão de um homem, dizendo: Nós comeremos do nosso pão, e nos vestiremos do que é nosso; tão-somente queremos ser chamadas pelo teu nome; tira o nosso opróbrio." (Is 4:1)

Se você não conhece esta profecia, clique aqui para obter uma explicação detalhada. Mas, em resumo, essas mulheres simbolizam igrejas que se desviaram da verdade, pois honram a Deus com seus lábios, mas os seus corações estão longe dEle (Mt 15:7). Por isso, os "cristãos" que nelas congregam não poderiam agir com menos hipocrisia.

Esse povo que clama pelo poder de Deus, que se proclama povo de Deus, mas, sendo conivente com o pecado, envergonha o seu Criador.

"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade." (João 4:23-24)


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Drogas na vagina e fraudes na Saúde

“Há anos vejo mulheres sendo presas por tráfico de drogas ao visitar maridos e namorados nas cadeias. Quase sempre são jovens com pouca escolaridade, mães de mais de um filho, moradoras da periferia das cidades, apaixonadas por bandidos que nunca mais se lembrarão delas quando estiverem atrás das grades. Essas moças geralmente são surpreendidas pelas funcionárias ao passar pela revista, em dia de visita, tentando levar cocaína ou maconha escondida em sacos plásticos introduzidos na vagina.

“Encaminhadas à delegacia, são autuadas em flagrante e trancadas. Não voltam mais para casa; os filhos ficarão sob os cuidados sabe lá Deus de quem. Meses mais tarde, serão condenadas a cumprir penas que podem chegar a quatro ou cinco anos. As novatas entrarão em contato com criminosas de carreira e aprenderão a obedecer a leis impostas pelas quadrilhas que dominam os presídios paulistas; as mais experientes farão pós-graduação no mundo do crime.

“Primárias e reincidentes, quando libertadas, estarão na mesma condição: ex-presidiárias sem dinheiro nem emprego, com filhos para acabar de criar e com a folha de antecedentes marcada. Dos anos no cárcere, carregarão as cicatrizes do aprisionamento e as ligações com as parceiras de infortúnio. Voltar a delinqüir é a saída natural.

“Sem a pretensão de analisar o rigor das leis contra o tráfico, muito menos a de defender quem as infringe, confesso que no caso dessas moças fico confuso. Quantos gramas de maconha cabem na vagina de uma mulher? Essa quantidade apreendida é relevante no combate ao tráfico? Será que uma simples medida administrativa, como cassar definitivamente o direito de visitar qualquer presidiário, não seria castigo suficiente para essas contraventoras e não reduziria a superpopulação nas cadeias femininas?

“Semana passada, a Operação Parasitas, da Polícia de São Paulo, prendeu cinco acusados de comandar uma quadrilha que fraudou centenas de licitações nos principais hospitais públicos da cidade, além de outros no interior do Estado, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. O golpe era o de sempre: empresários subornam funcionários públicos para ganhar licitações superfaturadas, realizar vendas de artigos desnecessários e entregar produtos de qualidade inferior à estipulada nos contratos (ou nem entregá-los).

“Os policiais encontraram compras efetuadas a preços 400% mais altos do que os encontrados no mercado, cateteres contrabandeados da China vendidos como material de primeira e até fraudes em leilões eletrônicos, com provável participação de pregoeiros e de funcionários dos hospitais.

“No período de dois anos, o volume dos negócios teria chegado a R$ 100 milhões. A lavagem do dinheiro era feita em offshores abertas no exterior em nome de pessoas humildes, como sempre.

“Por meio de doações a campanhas políticas, os chefes exerciam influência nos municípios em que atuavam. Num deles, chegaram a "comprar" o cargo de secretário da Saúde por R$ 200 mil, doados ao caixa de campanha de um candidato a prefeito nas últimas eleições.

“O que mais me chamou a atenção, entretanto, foi o fato de que algumas das empresas investigadas e alguns dos suspeitos estavam envolvidos em outras falcatruas perpetradas contra o sistema de saúde: a máfia dos sanguessugas e as fraudes do antigo PAS da Prefeitura de São Paulo. Outros, ainda, haviam sido investigados pela CPI do Banestado e pela Operação Farol da Colina, da Polícia Federal.

“Quer dizer, esses senhores não haviam apenas escapado da cadeia como suas empresas tinham toda liberdade para negociar com hospitais públicos e secretarias de Saúde.

“Os escândalos que se repetem em ciclos na área da Saúde desde que me conheço por gente são frutos da impunidade. Quem rouba dinheiro destinado ao tratamento de doentes pobres deveria responder por crime hediondo e cumprir pena em regime fechado, sem nenhuma regalia, naquelas celas de CDP com mais de vinte ladrões.

“Não sou ingênuo, leitor, sei que os acusados estarão na rua em uma semana. No Brasil, cadeia foi feita exclusivamente para bandido pobre.

“Apesar disso, tomo a liberdade de fazer uma sugestão: por que não condenar esses parasitas, predadores da pior espécie, a quatro ou cinco anos, como é feito com as moças presas nas portas dos presídios?

“É pouco, dirá você. Também acho, mas é melhor do que nada.”

(Dráuzio Varella, Folha de S. Paulo, 8/11/2008)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Carteiro que escondia correspondência vira herói nos EUA

Ele cometeu um pecado capital para a classe dos carteiros: durante sete anos, Steven Padgett se recusou a entregar cartas a moradores de Raleigh (Carolina do Norte, EUA).

Não eram cartas comuns, mas catálogos, propagandas e anúncios não solicitados. Ele escondia essas correspondências em sua garagem ou as enterrava em seu quintal. Como ninguém sentia falta das propagandas que Steven não entregava, o plano só chamou a atenção quando vizinhos começaram a perceber o acúmulo de cartas.

Steven, de 58 anos, foi condenado a três anos de prisão em regime aberto, 500 horas de serviço comunitário e deverá pagar uma multa de US$ 3 mil.

O advogado de defesa disse ao "Los Angeles Times" que Steven, que sofre de diabetes e problemas no coração, sentia-se sobracarregado com o excesso de correspondências que eram enviadas por mala-direta.

O serviço postal dos Estados Unidos comunicou centenas de moradores de Raleigh sobre o ocorrido, mas apenas uma pessoa respondeu. Kenna Reinhardt disse que Steven não deveria ser condenado, mas, sim, condecorado como um herói. "Em vez de incomodar as pessoas, ele fez seu trabalho melhor do que ninguém", disse Kenna, em uma carta.

Outros moradores se manifestaram na imprensa. Leitores do "Raleigh News & Observer" aprovaram a conduta de Steven. "Steven para presidente", escreveu um deles.

Outro leitor propôs dar ao ex-carteiro um emprego na área de telefonia, para que ele "dê um jeito nas ligações indesejáveis". (G1)

Fonte: www.diariodopara.com.br

Nota: O sistema de governo capitalista torna as pessoas egoístas, hipócritas e rebaixa a moral, pois nesse sistema, o dinheiro vale mais do que a dignidade, do que as pessoas, e, como conseqüência, as leis tornam-se fiéis protetoras do dinheiro. Quem proteje as pessoas, prejudica o lucro dos outros e comete crime. Transformaram o bem em mal e o mal em bem. [Cláudio]

terça-feira, 18 de novembro de 2008

"Senhor, a TIM não é nenhuma empresa de fundo de quintal!"

O Fernando Caprio, Software Engineer na Hewlett Packard Brazil, escreveu o seguinte em seu blog:

"Mandei um e-mail para a Vivo reclamando que o site deles não funciona corretamente no Firefox, Safari e Chrome. Não dá para receber a senha para acesso online por SMS, bem como obter a fatura de diferentes meses.

"Eis a resposta:
Prezado (a) Sr (a) Fernando, bom dia!

Em atenção ao seu e-mail, informamos que nosso site é desenvolvido em uma base de banco de dados MSDE e toda a programação é realizada em arquivos com extensão HTML. Portanto o Firefox é um programa incompatível a essa extensão.

"Nossa! Tomara que o Firefox um dia suporte esse tal de HTML. Inacreditável que mandem e-mails que, além de prontos, ofendam a inteligência das pessoas. Usuários de Mac, potenciais clientes do iPhone da VIVO - que não é nem um pouco barato - não podem usar o sistema online pois, pelo visto, o Safari também não suporta HTML."

Nota:

Para quem não sabe, Firefox, Chrome e Safari são programas de computador utilizados para surfar na Internet; HTML é uma linguagem de computador que é a base onde são construídos todos os sites existentes na Internet. Aha! Creio que agora você entendeu a indignação e ironia do Fernando, acima. Como a ViVo diz que o Firefox não tem suporte à HTML se todos os sites são feitos nessa linguagem, sendo o Firefox um programa feito especificamente para acessá-los?! É o mesmo que dizer que um MP3 player da Sony não suporta o formato de arquivo .mp3!

Há alguns anos, logo que adquiri meu primeiro chip GSM (o qual uso até hoje), da TIM, entrei em contato com o atendimento para aderir a uma dessas promoções. O cliente que aderisse à mesma, teria um desconto na tarifação até a copa de 2006, mas teria que fazer recargas periódicas até lá para que a promoção continuasse vigente. Se uma recarga falhasse, já era a promoção.

Como sou daqueles que fecha a porta da geladeira e não acredita que a luz apagou, pensei: "E se eu fizer uma recarga, mas o sistema da TIM falhar e indicar que essa recarga não foi feita?". Relatei essa preocupação para a atendente e perguntei que recurso eu teria para provar que fiz a tal recarga. A mesma respondeu com a delicadeza de um pedregulho em queda livre: "Senhor, a TIM não é nenhuma empresa de fundo de quintal!". Ou seja, eu seria obrigado a confiar no sistema da empresa.

Ora sabemos que há falhas nos sistemas. Ignorar isso diante de um cliente é uma falta de respeito. Por isso, é com prazer que faço essa postagem, para mostrar ao mundo que empresas como essa têm muita pompa, porém pouca disposição de reconhecer nossos direitos. Se comportam como empresas de fundo de quintal, sim.

Ainda tem mais! Recentemente fui reclamar sobre uma instabilidade persistente que está acometendo a qualidade dos serviços da operadora. Quase toda vez que origino ou recebo uma ligação, acontece linha cruzada. A atendente teve a cara-de-pau de me dizer que nunca receberam essa reclamação. Realmente, isso não acontece com pessoa alguma, só comigo, com minha esposa, com meu cunhado e sua esposa, com meus irmãos, pai, mãe, amigos, etc.. Coincidência?

O governo precisa ser mais enérgico com essas empresas. Sempre defendi a idéia de o consumidor e cidadão ser provido de um instrumento de divulgação em massa que veiculasse suas más experiências com quaisquer entidades que tentassem abusar de sua boa vontade. Bastaria o governo investir um pouquinho num programa de televisão de horário nobre que desse voz ao povo e comprovasse a veracidade dos fatos. Quem aposta comigo que o Brasil iria melhorar 200%? Qual seria a empresa ou político corrupto que teria coragem de ainda desrepeitar tão na "cara-dura" os nossos direitos. É só ter boa vontade e dar voz ao povo!

Tudo isto digo, porque os "espertos" empresários, publicitários e políticos sabem aproveitar a mídia para botar a boca no mundo, prometendo mundos e fundos. Mas o consumidor, ao se dar mal por ter acreditado nas promessas, fica limitado a uma reclamação no Procon ou processo judicial que terminam no anonimato, enquanto o balé do desrepeito continua e os malfeitores continuam com sua imagem limpa. "A quem com ferro fere, com ferro será ferido". O programa de televisão ao qual me referi acima seria o instrumento que imporia o respeito que merecemos. Mídia para se promover? Mídia para se queimar. [Cláudio]

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Astrofísico da Nasa questiona darwinismo


Postado originalmente por Michelson Borges em seu blog: criacionista.blogspot.com.

Enquanto o Vaticano e um importante líder anglicano estendem a mão em apoio ao darwinismo, o astrofísico da Agência Espacial Americana (Nasa) Chris McKay disse o seguinte sobre o status da teoria no contexto de justificação teórica: "O paradigma darwinista quebra em duas maneiras óbvias. Em primeiro lugar, e mais claro, a seleção darwinista não pode ser responsável pela origem da vida. Em segundo lugar, há algum pensamento de que a seleção darwinista não pode explicar plenamente o surgimento da complexidade em nível molecular."

Pelo menos um cientista está enxergando o que alguns religiosos míopes se recusam a ver... Leia a entrevista completa que o McKay concedeu à jornalista Suzan Mazur (em inglês).

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Nota: para quem está acostumado a achar que a Ciência é unânime na TEORIA da Evolução, eis aí mais um cientista renomado a questionar tal teoria. [Cláudio]

segunda-feira, 23 de junho de 2008

CSCC - Contribuição Social para o Combate à Corrupção


A CPMF foi um imposto provisório, quase eterno, que durou 11 anos e quase foi prorrogada. Agora estão querendo "ressuscitá-la" com um nome diferente: CSS - Contribuição Social para a Saúde. Acontece que é um dever básico do governo prover assistência à saúde da população, que paga vários impostos para isso. Sem a CPMF, ou CSS, isso já é uma obrigação do governo. Esse imposto é absurdo, porque serve para tapar buracos que o próprio governo cava por incompetência, displicência e indecência! Não vamos deixar de observar que, mesmo com a CPMF, nunca o povo brasileiro teve uma assistência digna à saúde, ou seja, nem para tapar buracos serviu! Como pode ser isso? Ora, corrupção é a resposta.

Nosso país não precisa de mais leis, como muitos pensam, precisa de um governo moralmente correto que faça com que as leis que já existem funcionem de fato. Não precisamos de leis que criem novos impostos, precisamos que os senhores deputados, senadores, juízes, governadores, vereadores, prefeitos, dentre outros corruptos, parem de roubar o que é do povo!

Você sabia que a CPMF arrecadava, em média, 40 bilhões (1) de reais anualmente? É muito dinheiro para a saúde, não acha? Onde está a aplicação do mesmo? Não! Não venha me dizer que mais médicos são contratados, postos de saúde são construídos, mais remédios são fabricados, etc.. Quero saber da GARANTIA de atendimento DIGNO e EFICIENTE à população!

Você sabia que os nossos corruptos governantes e legisladores engordam seu patrimônio todos os anos com uma quantia de dinheiro que excede em muito à arrecadação anual da CPMF? Só com fraudes em licitações são 20 bilhões (2) de reais desviados dos cofres públicos. Pasme: estima-se que um total de 358 bilhões de reais sejam desviados anualmente. Isso é quase nove vezes a arrecadação da CPMF. Então podemos inferir que seria muito mais sensato investir pesado em combater a corrupção do que ficar metendo a mão cada vez mais fundo no bolso do cidadão, o qual acaba financiando as mansões, iates e orgias dos corruptos.

Sugiro ao povo brasileiro a extinção da idéia de criar a CSS e proponho a criação de um novo imposto: a CSCC - Contribuição Social para o Combate à Corrupção. O que acha? Esse imposto eu teria o maior prazer de pagar! Financiar o fim da corrupção no Brasil... Que maravilha!

É um sonho meu ver o povo indo às ruas, como os caras-pintadas, exigindo a criação de um imposto como o que propus, exigindo a realização de um referendo, que comprovaria abertamente o real desejo do povo. Os políticos não teriam como correr disso. Depois de ser aprovado, o novo imposto obrigaria por força de lei os governantes e legisladores a investir pesado e TRANSPARENTEMENTE no combate à corrupção. Eles seriam obrigados a DIVULGAR o que estivesse sendo feito, divulgar os resultados, os nomes dos corruptos e torná-los INELEGÍVEIS, porque é a frouxidão disciplinar atual que faz com que esses ladrões sintam-se tão à vontade. A punição deve ser exemplar, proporcional à tamanha responsabilidade depositada nas mãos desses sangue-sugas, para que os consuma de temor (lembrando que quem não deve não teme). Com essas medidas, certamente veríamos a saúde pública melhorar, nove vezes mais do que com a CPMF. Será que é utopia?

Vamos, meus compatriotas da República Federativa do Brasil, unidos acabar de uma vez por todas com essa aparência de governar e governar de verdade. Chega de políticos usufruindo de leis que os protegem de serem punidos por causa da roubalheira. Todo líder que se preza sabe que ele é o maior responsável pelo sucesso ou fracasso de uma equipe. Um líder, por definição não procura se isentar das responsabilidades. Vamos exigir que nossos líderes políticos se tornem alvo de suas próprias leis, assim como qualquer cidadão o é, como prova de sua integridade moral. Xô, CPMF! Xô, CSS!

Notas:
  1. iG Educa, 17/01/2008
  2. A Tarde On Line, 30/05/2007

domingo, 22 de junho de 2008

"Vou Olhar, Não Sou Cego!"


A frase que é o título dessa postagem, ouvi na quarta-feira passada, dia 18, de um senhor de idade na ocasião em que voltava do escritório de minha advogada. Havia recebido um dinheiro referente a um processo trabalhista que há muito tempo esperava. Estava um tanto eufórico, na parada de ônibus, aguardando condução para voltar ao trabalho. Foi quando duas moças muito bonitas vieram do sentido oposto e suas belezas me chamaram a atenção.

Antes de continuar, quero deixar uma coisa bem clara: sou cristão, sou humano, não sou perfeito. Erro todos os dias e me crucifico todos os dias. O que vou falar daqui por diante, pode ser escândalo para alguns, mas estou sendo sincero e não acredito que cometi erros na ocasião aqui narrada. Qualquer um pode sentir-se livre para tentar me convencer do contrário.

Continuando... as roupas que as moças usavam eram muito chamativas, porque revelevam muito de seus corpos esbeltos e bem definidos, de massas bem distribuídas. Pois é... você já deve ter chegado à conclusão de que dei uma "boa olhada" nelas para que as descrevesse desta forma. Foi depois que elas passaram por mim, que discretamente virei meu pescoço para ver o restante daquela beleza. Não é meu costume fazer isso, mas desta vez meus impulsos foram mais fortes do que minha determinação. Ao fazê-lo, notei que um senhor a uns 6 metros de distância, sentado em um banco, também olhava para elas. Ele virou para mim e, admirado, disse: "Vou olhar, não sou cego!".

Essa não é a primeira vez que olho para uma mulher na rua. E, apesar de acreditar que não há nada de errado neste ato (quando não exagerado), sempre fico num conflito interno. Acho que é porque sempre me pergunto se estou passando dos limites.
"Não podemos impedir que passarinhos sobrevoem nossa cabeça, mas podemos impedir que façam ninho nela" (autor desconhecido).
Aquele senhor veio em minha direção e se pôs ao meu lado. Começou a falar sobre o ocorrido, dizendo que as mulheres, ao vestirem-se daquela forma, não podem reclamar de olhares indiscretos, pois estão praticamente pedindo que eles assim o façam. Concordo com ele, porque, apesar de os homens possuirem o livre arbítrio (sendo indesculpáveis por isso), também são vítimas de suas concupiscências carnais.

Ele também falou sobre o valor que a mulher (não) se dá hoje, porque, disse ele, elas andam se revelando de todas as formas por aí, quer em suas vestimentas, quer em hábitos domésticos, quer em fofocas. Exemplificou, citando o hábito comum de várias mulheres de deixar suas calcinhas à vista em varais, varandas e banheiros. Ele disse-me que suas filhas têm esse hábito e as orienta para que não persistam nele, pois, diz ele, quando elas mostram suas calcinhas para o vizinho, estão convidando o mesmo a não somente vislumbrar aqueles panos, mas também a querer apalpar o próprio sexo delas!

O homem também disse que, no seu tempo, sua esposa não facilitava para que o marido visse sua intimidade assim... digamos... futilmente, a não ser "naqueles" momentos adequados. Pensei: a esposa dele se valorizava. E ele continuou, dizendo que se orgulha da idade que tem, 66 anos, e considera que já viveu muito, levando em conta hoje ser difícil alcançar essa longevidade num mundo de valores tão invertidos. Nossa conversa, neste momento, foi interrompida pela chegada de meu ônibus. Cumprimentei-o e o parabenizei pela sua conduta moral. É raro encontrarmos pessoas assim hoje.

A banalização da imagem feminina tem muito a ver com os problemas sociais acentuados com os quais tentamos viver atualmente. Deu no G1 Notícias:
"um estudo feito na Bélgica revela que a mera visão de um biquíni ou de uma peça de lingerie (sem nenhuma mulher acompanhando) é capaz de fazer um homem deixar o bom senso de lado e tomar atitudes impulsivas, como gastar grandes quantidades de dinheiro. Isso acontece porque ver uma bela mulher, ou qualquer coisa que lembre uma, aciona uma área no cérebro masculino que o faz buscar gratificação imediata: pode ser comprando algo caro, pode ser tomando uma cervejinha a mais, ou mesmo comendo um belo doce. Dada a opção de ter uma recompensa pequena na hora ou uma grande mais tarde, quase sempre eles preferem a primeira opção."
Certa vez um amigo me relatou a história de um garoto evangélico que reclamou, dizendo que seria tão mais fácil resistir ao pecado se as mulheres não mostrassem tanto o seu corpo em todos os lugares. Concordo com ele. O pior é que dentro da igreja existem irmãs que fazem jus a essa reclamação.

A mulher cristã deve ser um exemplo de discrição e sobriedade no seu vestir e, assim como todos os outros embaixadores de Cristo na Terra, devem elas, através do seu exemplo, ser um conduto de salvação às almas perdidas. Você, mulher cristã, quando sai em público, que efeito sua imagem está exercendo sobre as almas, construtor ou destrutor? Para honra ou vergonha de Deus? Pense nisso.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Controle da Opinião Pública


“Quando eu uso a palavra”, disse Humpty Dumpty num tom desdenhoso, “ela significa exatamente o que eu quero que signifique – nem mais nem menos”. “A questão é”, disse Alice, “se você pode fazer uma palavra significar tantas coisas diferentes”. “A questão é”, disse Humpty Dumpty, “saber quem manda. Isso é tudo”
(Lewis Carrol, Alice Através do Espelho).

A arte de convencer pela palavra é muito antiga, já dizia meu professor Nilson Lage. Em sua forma moderna, a propaganda política foi inaugurada pelo bolchevismo e especialmente por Lênin e Trotsky. Mas mesmo antes deles houve líderes que reconheceram sua importância. Napoleão Bonaparte foi um desses. Ele disse:

"Para ser justo, não é suficiente fazer o bem, é igualmente necessário que os administrados estejam convencidos. A força fundamenta-se na opinião. Que é o governo? Nada, se não dispuser da opinião pública."

Mas foram Hitler e Goebbels que (infelizmente) utilizaram com maior sucesso as técnicas de controle à opinião pública e, assim, acabaram dando enorme contribuição à propaganda moderna.
Mas o que é propaganda?

"A propaganda é uma tentativa de influenciar a opinião e a conduta da sociedade, de tal modo que as pessoas adotem uma conduta determinada",

escreveu Bartlett, em Political Propaganda. E qual a diferença, então, entre propaganda e publicidade? Jean-Marie Domenach, em seu livro A Propaganda Política, à página 10, responde:

"A publicidade suscita necessidades ou preferências visando a determinado produto particular, enquanto a propaganda sugere ou impõe crenças e reflexos que, amiúde, modificam o comportamento, o psiquismo e mesmo as convicções religiosas ou filosóficas."

Pesquisa de opinião pública encomendada pelo Ministério da Justiça e pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) ao Ibope mostrou que, para 30% dos pesquisados, a televisão é o principal veículo informativo e, para muitos, 28%, formativo. Ela é avaliada como uma importante fonte de atualização de conhecimentos e de entretenimento. No entanto, a maioria dos entrevistados, 57%, afirmou não se preocupar com o conteúdo da programação televisiva.

Poder de influenciar somado ao desinteresse pelo conteúdo dos programas. Eis aí a fórmula ideal para o controle da opinião pública.

A partir do momento que se percebeu que o homem médio é um ser essencialmente influenciável, e que é possível mudar-lhe as opiniões e as idéias, os especialistas passaram a utilizar em matéria política o que já se verificara viável do ponto de vista comercial.

Assim, as campanhas eleitorais nos EUA - com suas "paradas", orquestras, girls e cartazes, que são um verdadeiro e ruidoso reclamo - pouco diferem das campanhas publicitárias. Os candidatos são oferecidos ao público como produtos em uma loja.

"Os poderes destrutivos contidos nos sentimentos e ressentimentos humanos podem ser utilizados, manipulados por especialistas",

disse J. Monnerot. E para isso são utilizadas leis específicas. Vamos a elas.

LEI DA SIMPLIFICAÇÃO E DO INIMIGO ÚNICO

Consiste em concentrar sobre uma única pessoa as esperanças do campo a que se pertence ou o ódio pelo campo adverso. Reduzir a luta política, por exemplo, à rivalidade entre pessoas é substituir a difícil confrontação de teses. No caso do nazismo, os judeus acabaram eleitos como o "inimigo único".

Um bom exemplo contemporâneo foram as campanhas presidenciais brasileiras de 1989. Em Fernando Collor de Mello se depositaram todas as esperanças - muitas delas trabalhadas pelos meios de comunicação - do povo brasileiro: um presidente jovem, esportivo, religioso e aparentemente honesto, pois prometia acabar com os "marajás".

LEI DA AMPLIAÇÃO E DESFIGURAÇÃO

A ampliação exagerada das notícias é um processo jornalístico empregado correntemente pela imprensa, que coloca em evidência todas as informações favoráveis aos seus objetivos. Exemplo: a greve nacional dos petroleiros, em 1998. Os veículos de comunicação (especialmente a Globo) anunciavam com freqüência que os combustíveis, principalmente o gás, iam faltar. Ressaltavam os problemas que adviriam da falta de gás. Mostravam as filas de compradores em busca de seus botijões. Assim, garantiram a opinião pública desfavorável aos petroleiros.

LEI DA ORQUESTRAÇÃO

A primeira condição para uma boa propaganda é a infatigável repetição dos temas principais. Goebbels dizia:

"A Igreja Católica mantém-se porque repete a mesma coisa há dois mil anos. O Estado nacional-socialista deve agir analogamente."

Adolf Hitler, em seu Mein Kampf, escreveu:

"A propaganda deve limitar-se a pequeno número de idéias e repeti-las incansavelmente. As massas não se lembrarão das idéias mais simples a menos que sejam repetidas centenas de vezes. As alterações nela introduzidas não devem jamais prejudicar o fundo dos ensinamentos a cuja difusão nos propomos, mas apenas a forma. A palavra de ordem deve ser apresentada sob diferentes aspectos, embora sempre figurando, condensada, numa fórmula invariável, à maneira de conclusão."

Portanto, a qualidade fundamental de toda campanha de propaganda é a permanência do tema, aliada à variedade de apresentação.

Quantas vezes já não ouvimos: "O Brasil é um ótimo País para se viver. Não há guerras, terremotos, catástrofes..." Ao transmitirem os infortúnios de outros países e noticiarem, apenas de modo superficial, problemas brasileiros, os meios de comunicação estão contribuindo para manter o status quo.

LEI DA TRANSFUSÃO

A propaganda não se faz do nada e se impõe às massas. Ela sempre age, em geral, sobre um substrato preexistente, seja uma mitologia nacional, seja o simples complexo de ódios e de preconceitos tradicionais. É o que os oradores fazem quando querem amoldar uma multidão ao seu objetivo: jamais contradizem as pessoas frontalmente, mas de início declararam-se de acordo com ela.

A maior preocupação dos propagandistas reside na identificação e na exploração do gosto popular, mesmo naquilo que tem de mais perturbador e absurdo.

Tomemos como exemplo a luta pela preservação da Amazônia. A quem interessa? Que interesses estão por trás? Até chavões como "a Amazônia é o pulmão do mundo" - equivocado, do ponto de vista biológico - foram criados para garantir que os donos do "quintal" não o explorem (desde que com responsabilidade), como os países industrializados já o fizeram, desastrosamente.

LEI DA UNANIMIDADE

Baseia-se no fato de que inúmeras opiniões não passam, na realidade, de uma soma de conformismo, e se mantêm apenas por ter o indivíduo a impressão de que a sua opinião é esposada unanimemente por todos no seu meio. É tarefa da propaganda reforçar essa unanimidade e mesmo criá-la artificialmente.

Quando Ayrton Senna morreu, os meios de comunicação trataram de transformá-lo num ídolo, até mesmo para pessoas que pouco sabiam sobre Fórmula 1. Ao ser perguntada por um repórter sobre o que estava sentindo, uma mulher respondeu:

"Estou muito triste. Eu nem sabia o quanto amava o Ayrton."

Não sabia mesmo, até a mídia dizer isso a ela.

É preciso que as pessoas conheçam os mecanismos de controle de opinião. Principalmente os profissionais de comunicação, para que não entrem nessa ciranda de manipulação e façam jornalismo ético e responsável.

(Texto extraído do Blog do Michelson Borges, 25.01.2006)

Nota: Podemos concluir que todos, de uma forma ou de outra fazemos parte de alguma grande massa influenciada por terceiros. Sabendo disto, podemos agora perceber quão importante é conhecer essas estratégias, pois revelam segundas intenções e o descaso para com o que é reto, justo e realmente bom. Não se deixe manipular, critique! [Cláudio]
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