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terça-feira, 2 de agosto de 2016

"Evidências confirmam existência de Adão e Eva", diz geneticista

Duas coisas que eu sempre falo e o mérito não é meu, é do Senhor: (1) Adão e Eva foram duas pessoas literais, não alegóricas; e (2) sim, todo cristão deve ser um aprendiz voraz do conhecimento universal, para que seja o mais completo possível e seja capaz de defender a fé com destreza. Podemos não ter dom para tudo, mas ter conhecimento para defender a fé não é uma questão de dom, é um dever de todos.

Link para a notícia na íntegra: https://goo.gl/w8BW2a

Abaixo, um pequeno trecho do que li. Fiquem com água na boca, ou leiam também:

"Porém, a doutora Purdom defende que aceitar a existência histórica de Adão e Eva é imprescindível para uma compreensão adequada do evangelho. 'Entender que Adão e Eva eram pessoas reais ajuda as pessoas a perceberem a necessidade de um salvador, por que foram eles que trouxeram o pecado', explica. "'Jesus é a solução para o problema do mal, que começou em Gênesis 3. Paulo fez essa conexão muito clara em Romanos 5 e 1 Coríntios 15', defende.

"Para a doutora, os cristãos devem estudar as informações científicas, para que possam defender a confiabilidade da Bíblia [grifo meu], começando por Gênesis. No documentário, ela estuda algumas descobertas recentes da genética, que colaboram para um entendimento maior do relato da criação na Bíblia."

Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Pesquisa científica comprova a existência de instinto moral em bebês. Ateístas em xeque!

A Folha de S. Paulo publicou em sua edição de ontem, 11 de outubro, uma matéria bastante interessante sobre as pesquisas realizadas pela Universidade de Washington em Seattle, que verificaram a existência de"instinto moral" em bebês de 15 meses de idade. A notícia está provocando profundos debates no meio acadêmico, especialmente entre os militantes ateístas, que fogem do instinto moral como o diabo da cruz. O próprio editor de ciência da Folha, Reinaldo José Lopes, responsável pela reportagem publicada ontem, comenta - ironicamente - na mesma edição que os bebês já viriam "programados de fábrica", o que, ainda que de maneira enviesada, comprovaria a doutrina bíblica do pecado original.
Em sua coluna na Folha de S. Paulo de hoje (12/12/11), Helio Schwartsman continua repercutindo o assunto, ressaltando que - coincidentemente - o militante ateísta Sam Harris já está disparando seus dardos inflamáveis contra as conclusões levantadas pelos cientistas americanos, algo que já era esperado, pois uma vez comprovada a existência do instinto moral em bebês, os ateus perdem parte essencial de seu discurso, que é a alegação de que tanto o comportamento moral como o religioso são aprendidos e incutidos socialmente. A pregação do neoateísmo é eminentemente utilitária, a grosso modo na base do "funciona / não funciona", já que não tem nada a propor e seu único objetivo é, por assim dizer, "desconstruir a religião" sem dizer o que quer edificar no seu lugar. Nada mais nihilista. De qualquer maneira, qualquer pessoa que já teve a experiência de cuidar de bebês e observar o seu comportamento e desenvolvimento, constatou que desde pequeninos (e obviamente imunes a qualquer controle social eficaz) eles já têm uma mínima noção do que é certo ou errado de acordo com o seu senso de justiça. As matérias da Folha estão transcritas abaixo, e valem a pena ser lidas:

Bebês de 15 meses têm senso de justiça, mostra estudo

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE

Pais que sofrem para impedir que seu bebê arranque brinquedos das mãos dos amiguinhos podem não acreditar, mas crianças de apenas 15 meses já parecem ter um senso rudimentar de justiça, afirma um novo estudo.
Experimentos feitos com cerca de 50 crianças na Universidade de Washington, em Seattle (Costa Oeste dos EUA), mostraram que os pequenos ficam "chocados" quando presenciam uma divisão desigual de guloseimas.

E, apesar do berreiro que às vezes acontece quando bebês disputam brinquedos, as crianças do estudo, em quase dois terços dos testes, topavam dividir os seus com adultos desconhecidos.
Publicada na revista científica de acesso livre "PLoS One", a pesquisa se junta a uma série de trabalhos recentes que indicam a existência de um instinto moral aguçado nos filhotes da nossa espécie.

PRECOCE

Aliás, o estudo atual é o que revela evidências de comportamento "ético" mais cedo no desenvolvimento humano --os trabalhos anteriores só tinham demonstrado isso em meninos e meninas de dois anos de idade.
Um resumo do design experimental usado pelos psicólogos Marco Schmidt e Jessica Sommerville, autores do estudo, pode ser visto no infográfico.
Sempre no colo de um dos pais, para ficarem relaxados, os bebês primeiro assistiam a vídeos que mostravam a divisão igualitária ou desigual de comida (biscoitos ou leite) entre dois adultos.
 Como os talentos linguísticos das crianças dessa idade ainda são limitados, os psicólogos usavam algo mais simples para saber o que os bebês tinham achado dos vídeos: o tempo que eles gastavam olhando para a tela.
Trata-se de uma ferramenta já estabelecida em outros estudos do tipo. Em geral, quanto mais uma situação surpreende os bebês, mais tempo eles ficam olhando para a cena. E, nesse caso, em média, a cena em que a divisão é desigual surpreendeu bem mais os pequenos.
Depois, os mesmos bebês podiam escolher entre dois brinquedos, ambos ofertados por um pesquisador que eles já conheciam. O cientista esperava a criança escolher seu brinquedo favorito e, depois, deixava os dois com ela.
Entrava então em cena um outro pesquisador, que a criança ainda não tinha visto. O sujeito perguntava: "Posso pegar um [dos brinquedos]?".
A maioria dos bebês dava um dos brinquedos para a pessoa, e um terço deles emprestava até o brinquedo considerado o preferido.
Aliás, havia uma correlação: as crianças mais "chocadas" com a divisão injusta do leite ou dos biscoitos eram justamente as que tinham mais tendência a compartilhar seus brinquedos com os estranhos, sugerindo que tendências parecidas explicam os comportamentos.

Cérebro infantil já teria módulos 'de fábrica'

DO EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE

A investigação do senso moral aparentemente inato de bebês e crianças pequenas floresceu nos últimos anos, com uma série de descobertas intrigantes.
Bebês de dois a três anos, por exemplo, tendem a preferir personagens de desenho animado que ajudam os outros aos personagens que estorvam os demais, mesmo quando esses seres são simples formas geométricas, como quadrados, retângulos e círculos. As crianças também parecem vir "de fábrica" com algum conhecimento básico sobre física: olham mais tempo, surpresas, para vídeos em que objetos ficam suspensos no ar quando deveriam cair, por exemplo.
A explicação mais óbvia (e provavelmente mais sólida) para essas capacidades é evolutiva: seria custoso demais para o cérebro dos pequenos aprender tudo do zero, especialmente as regras básicas sobre o funcionamento do mundo e da vida social humana. Nascer com instintos morais e intuições sobre física facilitariam o aprendizado de informações mais complexas e ajudariam as crianças a sobreviver. (RJL)

Nova ciência da moral

HÉLIO SCHWARTSMAN

SÃO PAULO - A notícia publicada ontem em Ciência de que bebês de 15 meses já dispõem de um senso de justiça rudimentar acrescenta mais um tijolinho à disposição dos pesquisadores que tentam fundar a nova ciência da moral.
Uma das ideias centrais dessa protodisciplina é a de que a faculdade moral é um instinto. A analogia que cabe é com a teoria da gramática universal de Noam Chomsky. Da mesma forma que nossos cérebros são equipados com um hardware linguístico, que nos habilita a aprender praticamente por osmose o idioma ao qual somos expostos na primeira infância, nossa cachola também já viria com uma moral de fábrica.
Não se trata, por certo, de um código penal, uma lista pronta e acabada de todas as ofensas possíveis e as respectivas punições, mas de um conjunto de princípios elementares, comuns a toda a humanidade, como as noções de justiça, pureza e autoridade. Elas se combinariam umas com as outras e também com elementos culturais para formar toda a exuberância de padrões morais observáveis nos mais diversos grupos.
A maioria dos estudiosos da moral para por aqui -o que já é um projeto para gerações. A exceção é o neurocientista Sam Harris, que, em "The Moral Landscape" (a paisagem da moralidade), sustenta que é possível, ao menos em princípio, usar a ciência para decidir quais valores morais são corretos e quais são errados.
O critério de verdade escolhido por Harris, na melhor tradição utilitarista, é o bem-estar. Assim, práticas morais que contribuem para aumentar a felicidade das pessoas, como tratar bem o próximo, são validadas pela nova ciência. Já hábitos que fazem crescer a miséria humana, como castigos corporais, tornam-se uma chaga a eliminar.
Com esse engenhoso mecanismo, Harris consegue, de um só golpe, atacar seus adversários à esquerda (multiculturalismo, relativismo) e à direita (religião, tradicionalismo).
Clipping e comentários do Hélio no Contorno da Sombra

Fonte: Genizah

Nota: "Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração." (Salmos 40:8). "Ouvi-me, vós que conheceis a justiça, povo em cujo coração está a minha lei..." (Isaías 51:7). "... Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo." (Jeremias 31:33). Grifo meu.  [Cláudio]








segunda-feira, 16 de maio de 2011

Russo desenvolve cyborg para hospedar a alma

"A Igreja Ortodoxa Russa criticou o projeto “Rússia 2045” de cientistas daquele país que prevê a criação de um corpo cibernético para abrigar a alma de pessoas que estiverem para morrer." (Clique aqui para ler o artigo na íntegra)


Pelo que li no artigo, vejo que o motivo dessa iniciativa é o desejo de vencer as imperfeições do corpo humano, a velhice e, por consequência, a morte. Porém, antes de qualquer coisa, é necessário destruir o paradigma da imperfeição do corpo humano. Em poucas palavras, de fato o corpo humano é imperfeito. Mas nem sempre foi assim.

No princípio, Deus criou o ser humano perfeito. Seu corpo era cheio de saúde, forte em todos os aspectos e, enquanto estivesse em harmonia com as leis divinas e conectado com seu Autor, poderia gozar da vida eterna (Ler Gn 1 e 2:1-4). O problema foi esse: que, quando Adão e Eva pecaram, desobedeceram a seu Criador e consequentemente desconectaram-se dEle. Com isso, tornaram-se indignos de permanecer no Jardim do Éden e ter acesso à árvore da vida, em cujo fruto, Deus havia provido ao ser humano o meio para se viver eternamente (Gn 3:22-24).

Com o passar dos anos, contaminados pelo pecado e sem ter acesso ao fruto da aludida árvore, os corpos de Adão e Eva foram se degenerando lentamente. E essa característica foi passada aos seus descendentes (Rm 5:12). Por isso, encontramos no relato bíblico o registro de pessoas que viveram várias centenas de anos (Gn 5). E, se analisarmos a Bíblia cronologicamente, vamos perceber que essa longevidade foi diminuindo com o passar das gerações, principalmente, depois do dilúvio.

Antes desse evento cataclísmico de proporções globais, a Terra já havia sofrido algumas alterações desfavoráveis à manutenção da vida, pois também foi contaminada pelo pecado (Gn 3:17-19), mas ainda preservava muito de sua perfeição original. Contudo, depois do dilúvio, a Terra passou por alterações climáticas extremas e, por isso, houve a extinção de muitas espécies animais (incluindo os dinossauros) e vegetais. A Terra se tornou ainda mais hostil para o ser humano, o que diminuiu ainda mais sua longevidade. Por isso, hoje, vivemos algumas poucas décadas, sofremos de muitas doenças e morremos.

Daí, nos dias atuais, chega o homem, cético, orgulhoso, diz que Deus não existe, que o ser humano está evoluindo, mas que seu corpo é imperfeito e que vai solucionar o caso através de um corpo cibernético. Aparentemente lindo! Primeiro vão ter que superar a engenharia que Deus aplicou no corpo do homem. A ciência ainda não conseguiu sequer construir algo que se assemelhe ao olho humano! Quanto mais simular num cyborg as emoções, os sentidos, a reprodução, a reconstituição dos tecidos, a criatividade, etc., senão, onde estaria a graça em ser cyborg e viver eternamente? Não passaríamos de um monte de informação presa num "corpo" frio, sem graça.

Corpo humano não implica somente em informação, como num pen-drive, mas implica, antes disso, em ação e interação dessas informações.

Prefiro confiar na revelação sobre Deus e Sua suprema inteligência que encontramos na natureza (Sl 19:1; Rm 1:20), na Sua Palavra e no Seu Filho, que nos garantem a promessa de uma vida eterna. E não somente isso, mas vida perene e cheia de paz (Jo 14:27). Para isso, preciso apenas me adequar às Suas leis, que não são pesadas, são para o meu próprio bem e para o bom relacionamento entre meu semelhante e eu. Vendo o mundo em que vivemos hoje, no qual, mesmo com a multiplicação do conhecimento, da ciência e da tecnologia, permanece tomado de violência, falta de respeito, intolerância e insegurança (2 Tm 3:1-5), percebo que o problema da humanidade é unicamente MORAL (Rm 1:20). Por isso, prefiro me adequar às leis morais de Deus e gozar uma vida eterna de paz, do que ser um cyborg (se é que isso é possível...) frio e viver uma vida eterna num mundo arrogante e cheio de maldade. [Cláudio]

quarta-feira, 31 de março de 2010

Quem ou o que matou os ultimos mamutes da Terra?

Foto: Francois Guillot/AFP

(Paris / AFP) - "A última população conhecida de mamutes lanudos, que habitavam uma ilha remota do Ártico muito depois de os humanos inventarem a escrita, foram eliminados rapidamente, afirma um estudo divulgado nesta terça-feira."

"A causa pode ter sido doenças, humanos ou catástrofes climáticas..."

"É sabido que uma colônia de mamutes lanudos sobreviveu até 4 mil anos atrás onde está hoje a ilha de Wrangel, na Rússia, ao norte da Sibéria e no Oceano Ártico."

"A ilha de Wrangel foi gradativamente submersa de 12 mil a 9 mil anos atrás."

"Sobram as hipóteses clima ou doença - levantadas pelos pesquisadores -, que notaram que um evento súbito - uma mega tempestade, por exemplo - ou uma nova bactéria ou vírus poderia ter varrido a população remanescente."

Fonte: Yahoo! Notícias

Nota: Eu acredito no criacionismo, uma teoria científica que diz que o universo teve sua origem através da ação criadora de um Ser superior. Essa teoria também tem evidências de que, há alguns poucos milhares de anos, nosso planeta sofreu uma catástrofe hídrica de proporção global, exatamente o dilúvio de que fala o livro de Gênesis, que teria sido a causa de extremas mudanças geológicas e climáticas que extiguiram várias espécies de animais e plantas, como os dinossauros e o mamute.

Cada vez mais, a Ciência colhe evidências de que o relato bíblico estava e está correto. Só falta humildade para assumir isso e parar de distorcer os fatos a fim de sustentar uma crença decadente cheia de insuficiências epistêmicas, o evolucionismo.

"Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos." (Salmo 19:1) Deus deixou a Sua Palavra e o testemunho da natureza como provas da Sua existência.

Cláudio César M. dos Santos Júnior

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Os argumentos surrados do colunista da Veja


A revista Veja desta semana (edição nº 2098, de 4/2/2009) traz um artigo de André Petry sobre o ensino do criacionismo nas escolas ("Lembra-te de Darwin", para assinantes). Depois de tanta discussão sobre o assunto, era de se esperar que o editor trouxesse alguma contribuição nova à polêmica, mas não. O que ele faz é repetir argumentos surrados e evidenciar sua opinião "petryficada" sobre o tema.

Ele começa assim:

"É assustador que, às vésperas do bicentenário do nascimento de Charles Darwin, pai da teoria da evolução, escolas brasileiras estejam ensinando criacionismo nas aulas de ciências. Já se sabia que as escolas adventistas fazem isso. A novidade é que o negócio está se propagando. Em instituições tradicionais de São Paulo, como o Mackenzie, inventou-se até um método próprio para o ensino."

Depois, Petry diz que o relato bíblico da Criação é "uma fábula encantadora, mas não é ciência". No entanto, afirma que "em biologia, vale o evolucionismo de Darwin, segundo o qual todos viemos de um ancestral comum, há bilhões de anos, e chegamos até aqui porque passamos no teste da seleção natural".

A teoria da "sopa morna"

Alguém precisa dizer para o Petry que seleção natural tem base factual e explica relativamente bem a biodiversidade (microevolução) em nosso planeta, mas a história de que "todos viemos de um ancestral comum" (macroevolução), essa, sim, é uma fábula, e nem um pouco "encantadora". A tal origem da vida numa "sopa primordial" ainda é alvo de discussões e há cientistas que discordam desse cenário. Um deles é o professor emérito de química David Deamer, que chefiou uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia. Deamer disse:

"Já faz [150] anos desde que Darwin sugeriu que a vida pode ter começado em uma `poça morna´. Estamos testando a idéia dele, em pequenas poças em regiões vulcânicas em Kamchatka, na Rússia, e Mount Lassen, na Califórnia. Os resultados são surpreendentes e, de certa forma, desapontadores. Parece que as águas ácidas quentes da lama não fornecem as condições adequadas para que componentes químicos se transformem em `organismos pioneiros´."

Deamer disse ainda que aminoácidos e DNA, dois componentes básicos na formação da vida, e fosfato, outro ingrediente essencial, se prendem à superfície de partículas do barro nas poças vulcânicas. "Isso é significativo porque havia a pressuposição de que o barro promove interessantes reações químicas ligadas à origem da vida", explicou. "Entretanto, nos nossos experimentos, os componentes orgânicos ficaram tão grudados às partículas de barro que não poderiam fazer parte de qualquer reação química."

O experimento de Urey-Miller já vinha sendo desacreditado (embora os livros didáticos não tratem disso); agora a teoria da "sopa morna" também enfrenta problemas levantados pela ciência experimental. Mas Veja parece não saber disso...

O "racional" com o "místico"

Petry vai além e afirma que ensinar darwinismo e criacionismo "embrutece" o educando. "Embrutece porque ensina o aluno, desde cedo, a confundir crença e superstição com razão e ciência", diz ele; e pergunta:

"Que cientistas saem de escolas que embrulham o racional com o místico? Também é cascata porque, fosse verdade, a turma estaria ensinando numerologia em matemática. Ensinaria alquimia em química, dizendo, em nome da `liberdade de pensamento´, que é possível transformar zinco em ouro e encontrar o elixir da longa vida..."

Quem disse que o que está além dos domínios do naturalismo metodológico se trata de algo irracional? Por que somente o conteúdo abrangido pelo método científico pode ser qualificado como racional? Estudar a teoria da matéria escura também é irracional? (Com o perdão da comparação um tanto "forçada".) Correndo o risco de apelar para o argumento da autoridade, quero deixar claro que há grandes nomes da ciência que transitam bem nos universos da teologia, da filosofia e da ciência, integrando bem essas áreas. Cientistas como Marcos Eberlin, do Laboratório Thomson de Espectrometria de Massas (Unicamp); Ruy Carlos de Camargo Vieira, professor emérito da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo, autor de livros didáticos e inúmeros artigos científicos e membro da Academia Panamericana de Engenharia; para ficar com dois. Esse é o tipo de cientista que pode sair de escolas que "embrulham o racional com o místico", Petry. Desafio-o a entrevistá-los a fim de conhecer suas idéias. Veja tem espaço para isso?

Um macaco tolo

A visão estreita de Petry acerca da religião bíblica mais parece fruto do preconceito; da opinião "petryficada" de quem não quer se esforçar para entender e separar as coisas; da mania de colocar todas as crenças no mesmo saco do desrespeito. Por esse pensamento, Petry condenaria Isaac Newton e Blaise Pascal, por exemplo, cientistas que conseguiram conciliar a visão teológica com a científica e que, muito provavelmente, enxergaram mais longe justamente por causa dessa visão mais ampla da realidade – sem mencionar que ajudaram a fundar o próprio método científico ao qual os cientistas de hoje devem seus empregos e salários. A Bíblia nada tem a ver com alquimia e numerologia, mas coaduna bem com física, astronomia, história, cronologia, arqueologia, lingüística, matemática... Grandes homens e mulheres de ontem e de hoje, cuja mente está aberta, cujos neurônios não se "petryficaram", reconhecem isso.

Petry finaliza seu texto entrando no barco da darwinlatria 2009:

"Darwin foi um gênio. Em seu tempo, não se sabia como as características hereditárias eram transmitidas de pai para filho. Nem que a Terra tem 4,5 bilhões de anos e que os continentes flutuam sobre o magma. No entanto, a teoria da evolução se encaixa à perfeição nas descobertas da genética, da datação radioativa, da geologia moderna. Só um cérebro poderosamente equipado [isso não é design inteligente?], conjugado com muito estudo [por que deveríamos confiar nos estudos realizados pelo cérebro de um macaco evoluído? O que garante que o ajuntamento casual de moléculas ao longo de bilhões de anos nos legou um cérebro capaz de interpretar corretamente a realidade?], pode ir tão longe. Confundido com criacionismo, Darwin parece um macaco tolo. É assustador."

Ciência lembra a religião

Assustador é perceber como a "petryficação" intelectual tem impedido a muitos de pensar objetiva e honestamente. Nenhum criacionista esclarecido nega as contribuições do darwinismo, desde que se entenda e defina bem o que vem a ser "evolução" e dentro de que limitações e parâmetros ela deve ser colocada. O fato é que na época de Darwin os microscópios eram extremamente rudimentares, incapazes de revelar a complexidade de uma "simples" célula. Quando essa "caixa preta" foi aberta pelos estudos da biologia molecular, um universo de máquinas moleculares ultracomplexas foi descortinado.

Se Darwin tivesse acesso à tecnologia de que dispomos hoje, teria elaborado a teoria geral da evolução que elaborou? Só nos resta especular... A verdade é que Darwin era um homem inteligente e em muitos aspectos mais mente aberta que seus seguidores fundamentalistas de hoje. Em 1859, ele tinha uma política educacional idêntica à esposada pela Educação Adventista e pela Mackenzie:

"Estou bem a par do fato de existirem neste volume [A Origem das Espécies] pouquíssimas afirmativas acerca das quais não se possam invocar diversos fatos passíveis de levar a conclusões diametralmente opostas àquelas às quais cheguei. Uma conclusão satisfatória só poderá ser alcançada através do exame e confronto dos fatos e argumentos em prol deste ou daquele ponto de vista, e tal coisa seria impossível de se fazer na presente obra"
(Charles Darwin, A Origem das Espécies, Belo Horizonte, Villa Rica, 1994, p. 36 – itálico acrescentado).

Concordo com William Hurlbut, em texto publicado na Folha de S.Paulo em janeiro de 2006:

"A ciência ultimamente lembra mais a religião do que qualquer outra coisa. Como conseqüência, ela sofre dos mesmos problemas que historicamente afetaram a religião: triunfalismo, arrogância e falta de autocrítica."

(Michelson Borges, Observatório da Imprensa, 03/02/2009)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Astrofísico da Nasa questiona darwinismo


Postado originalmente por Michelson Borges em seu blog: criacionista.blogspot.com.

Enquanto o Vaticano e um importante líder anglicano estendem a mão em apoio ao darwinismo, o astrofísico da Agência Espacial Americana (Nasa) Chris McKay disse o seguinte sobre o status da teoria no contexto de justificação teórica: "O paradigma darwinista quebra em duas maneiras óbvias. Em primeiro lugar, e mais claro, a seleção darwinista não pode ser responsável pela origem da vida. Em segundo lugar, há algum pensamento de que a seleção darwinista não pode explicar plenamente o surgimento da complexidade em nível molecular."

Pelo menos um cientista está enxergando o que alguns religiosos míopes se recusam a ver... Leia a entrevista completa que o McKay concedeu à jornalista Suzan Mazur (em inglês).

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Nota: para quem está acostumado a achar que a Ciência é unânime na TEORIA da Evolução, eis aí mais um cientista renomado a questionar tal teoria. [Cláudio]

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Manuscritos do Mar Morto na íntegra na internet


Texto postado originalmente por Michelson Borges em seu blog, http://criacionista.blogspot.com, em 28/08/2008.

Os textos mais importantes e polêmicos da época de Jesus vão ser disponibilizados na íntegra na internet, informa o jornal americano New York Times. Trata-se da coleção completa dos chamados Manuscritos do Mar Morto, textos encontrados em Israel que datam do século 3 a.C. ao século 1 d.C. e traçam um retrato complexo e fascinante do judaísmo na época de Cristo. O Conselho de Antigüidades de Israel começou nesta semana a digitalizar os 15 mil fragmentos de texto, e a expectativa é colocá-los de graça na web nos próximos anos. O trabalho é uma ferramenta essencial para a preservação desse legado histórico, porque os Manuscritos do Mar Morto só sobreviveram durante mais de 2.000 anos porque foram armazenados em condições especiais nas cavernas da região desértica de Qumran, na Cisjordânia. Mesmo com tentativas laboratoriais de manter os textos em situação semelhante, há exemplos de letras desaparecendo e outras ameaças à integridade física dos rolos.

O trabalho de digitalização dos manuscritos está sendo liderado por Greg Bearman, pesquisador aposentado do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. Bearman está usando uma câmera especial que consegue recuperar trechos ilegíveis da antiga escrita hebraica e aramaica. O texto de todos os manuscritos (alguns equivalentes a livros inteiros, outros correspondentes a uma frase ou até uma única palavra) já foi publicado, mas a idéia é que especialistas e leigos do mundo todo possam ter acesso aos originais e consigam examiná-los virtualmente de vários ângulos.

Aparentemente, os textos de Qumran, como são conhecidos, eram exclusivamente judaicos. Foram encontrados exemplares (inteiros ou fragmentados) de quase todos os livros da Bíblia hebraica (equivalente ao Antigo Testamento protestante), com exceção do livro de Ester e do Primeiro Livro das Crônicas. Apesar da existência de variantes, os Manuscritos do Mar Morto têm bom grau de concordância com o texto bíblico que chegou até nós, o que mostra a existência de uma tradição textual contínua entre as Escrituras que podemos ler hoje e as que existiam cerca de 200 anos antes do nascimento de Jesus. ...

(G1 Notícias)

Leia também: "Manuscritos do Mar Morto"

sábado, 12 de julho de 2008

Inquisição Sem Fogueiras


Cientista é impedido de discutir as origens do Universo e da vida.

Marcos N. Eberlin é, desde 1982, professor doutor titular da Universidade Estadual de Campinas onde coordena o Laboratório ThoMSon, um dos grandes centros de referência mundial na técnica de espectrometria de massas. Realizou pós-doutorado na Universidade Americana de Purdue, Estados Unidos, e tem orientado diversos mestres, doutores e pós-doutores. Eberlin é hoje um dos cientistas brasileiros de maior destaque; é membro da Academia Brasileira de Ciências, comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, vice-presidente da Sociedade Internacional e também da Sociedade Brasileira de Espectrometria de Massas; e ganhador de vários prêmios, entre eles, o mais recente: o prêmio Scopus-Capes 2008. Eberlin é ainda autor de mais de 320 artigos científicos com mais de três mil citações. Sua destacada atuação levou ao convite para proferir palestra na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Unicamp, sobre assunto relacionado às suas pesquisas. Tudo estava acertado. Título e resumo devidamente fornecidos à organização do evento, e sua conferência programada e anunciada na web para terça-feira, 15 de julho, com o título “A Vida e o Universo: Um Grande Acidente ou Design Inteligente?” Mas tudo mudou no dia 2 de julho, quando o cientista foi informado, laconicamente via email (ao qual tive acesso), que
"por decisão do Coordenador Geral da 60ª SBPC, estamos cancelando sua conferência".
Ao questionar os motivos do súbito e unilateral cancelamento, o Dr. Eberlin esclarecereu que ele
“falaria como um cientista preocupado em entender o Universo e a vida sem qualquer preconceito, sem restrições, sem idéias pré-concebidas de como o Universo e a vida devem a priori ser”.
Disse ainda que
“a palestra será desapaixonada, e focará na importância de conhecermos todas as teorias que procuram racionalizar o Universo e a vida, e não só o paradigma predominante. Isso é ciência, é progresso, é o que se espera de uma sociedade que quer promover o progresso da ciência. Que ela examine, discuta, ouça e retenha o que é bom, o que se mostra racional, inteligente”.
Eberlin comentou ainda que tinha ficado feliz em verificar que a SPBC brasileira (ao contrário de outras) não tinha fugido ao debate abrindo suas portas para a discussão acadêmica de uma teoria que ganha destaque a cada dia.
“Como cientistas devemos então examiná-la e, se dela discordamos, confrontá-la com contra-argumentos científicos. Essa é a graça da ciência”,
concluiu o professor e acadêmico, acrescentando que sua palestra
“teria o mérito de expor os argumentos científicos de uma teoria cientificamente defensável, de colocar os ouvintes em contato com as teses do Design Inteligente e as teses naturalistas. Eu os convidaria a refletir cientificamente sobre o tema. É assim que a ciência progride: discutindo suas teses, confrontando seus críticos.”
Mesmo com toda a argumentação científica e racional apresentada por Eberlin, a SBPC manteve o cancelamento, mostrando assim, infelizmente, que também na SBPC no intelligence is allowed! A coordenação, quando questionada, se justificou dizendo que
“a SBPC, como sociedade científica, respeita profundamente a diversidade cultural e religiosa”,
mas que
“assuntos que envolvam matérias de fé são valorizados mas não tratados em nossas reuniões. A questão do ID é, no nosso entender e da atual Diretoria, matéria de cunho pessoal. Várias sociedades científicas americanas também se manifestaram no sentido do ID não ser tratado na academia. Portanto, não encaramos esse cancelamento como confronto mas apenas alinhamento operacional.”
Eberlin lamentou esse “alinhamento operacional” e com a confirmação do cancelamento de sua palestra ele assim se manisfestou:
“Não sei se viveremos para ver, mas a história vai se repetir”,
previu o cientista.
“Na queda de um paradigma, os que detêm o poder na Academia fazem de tudo para que a fragilidade de seus argumentos não seja de forma alguma confrontada ou divulgada. Agem até com deselegância, não há pudor. Pois quando uma teoria é solida, bem fundamentada na razão e nas evidências, não há por que temer o contraditório. Mas aos poucos as evidências começam a falar mais alto que as nossas paixões; mais alto que as nossas opiniões; mais alto que a nossa crença ou religião – sobrenatural ou naturalista –, e a ciência avança, progride. O medo do novo é inerente à natureza humana, mas precisa ser vencido! E será! A história irá contar os fatos – de como sociedades cientificas se recusaram a se render à absoluta objetividade cientifica do DI. Quem viver verá!”
Eberlin lembrou também algumas teorias científicas predominantes mas equivocadas que caíram e tornaram-se página virada na história da ciência: o flogístico, o éter luminífero, os quatro elementos, a geração espontânea. Mas
“não com pouca resistência, não com pouca luta, não com poucos cancelamentos de palestras acompanhadas de justificativa alguma. E foi nessas quedas que a ciência reconheceu suas fragilidades e mais avançou”,
disse.

O químico, submetido à Inquisição sem fogueiras da SBPC, silenciado mas não abatido, conclui explicando que
“o DI não é religião, não trata de fé, trata de razão, de raciocínio lógico. Trata de evidências inquestionáveis que toda uma geração de jovens que não se deixa mais enganar, e com acesso à internet, começa a descobrir, apesar de alguns detentores do poder acadêmico procurarem esconder. As teses do DI podem ter implicações filosóficas, mas não dependem delas.”
E concluiu:
“DI é ciência em sua essência.”
Pena que os “guardiões da ciência” assim não entendam, ou por entender assim temam... Pena que a ciencia não seja, como deveria, o fórum da livre discussão de teses, sem preconceitos, sem compromissos predefinidos. Pena que não procure, como deveria, o pleno conhecimento sobre o Universo e a vida. Que a ciência, na visão de muitos de seus líderes, seja declarada e protegida como território exclusivo de religião naturalista, onde não se admite questionamento da fé absoluta - e muitas vezes irracional - do poder absoluto das leis naturais. Mas, felizmente, embora se tente sufocá-las, vozes têm se levantado, cada vez mais fortes, com autoridade, e com mais e mais freqüência, para mudar esse estado de coisas, para reestabelecer a correta interpretação dos fatos científicos sobre a vida e o Universo.

Texto postado originalmente no blog Criacionismo, do Jornalista Michelson Borges.

Nota: Realmente Albert Einstein estava certo, "é mais fácil desintegrar um átomo do que quebrar um paradigma". Mas contra fatos não há argumentos. Quem viver verá! [Cláudio]
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