sábado, 27 de outubro de 2012

Igreja Católica já reconheceu a coerência dos Adventistas do Sétimo Dia

No Boletim Católico Universal, pág. 4, de 14 de agosto de 1942 foi escrito:

“A Igreja mudou a observância do sábado para o domingo pelo direito divino e a autoridade infalível concedida a ela pelo seu fundador, Jesus Cristo. O protestante, propondo a Bíblia como seu único guia de fé, não tem razão para observar o domingo. Nessa questão, os Adventistas do Sétimo Dia são os únicos protestantes coerentes.”

A Igreja adventista é atualmente a maior igreja protestante do mundo que guarda o sábado e merece nota 10 po r sua coerência!

“O domingo é uma instituição e suas reivindicações de observância podem ser definidas unicamente em princípios católicos… Desde o princípio até o fim das Escrituras não há uma só passagem que autorize a mudança do dia de adoração pública semanal do último dia da semana ao primeiro.”

The Catholic Press, Sidney, Austrália, agosto de 1899.

“O protestantismo, ao descartar a autoridade da igreja (católica e romana), não tem boas razões para sua teoria referente ao domingo e deve, naturalmente, guardar o Sábado dia de descanso.”

John Gilmary Shea, American Catholic Quarterly Review, janeiro, 1883.

“Fazemos bem em recordar aos presbiterianos, batistas, metodistas e todos os demais cristãos que a Bíblia não os aprova em nenhum lugar em sua observância do domingo. O domingo é uma instituição da Igreja Católica Romana, e aqueles que observam este dia observam um mandamento da Igreja Católica.”

Priest Brady, em um discurso relatado no Elizabeth, N. J. “News”, 18 de marco de 1903.

“Pergunta: ‘Tendes alguma outra maneira de provar que a Igreja (Católica) tem o poder de instituir dias festivos por preceito?’”

“Resposta: ‘Se ela não tivesse semelhante poder, não poderia ter feito tudo quanto os religiosos modernos estão de acordo. Não teria substituído a observância do sábado do sétimo dia, pela observância do domingo, o primeiro dia da semana, uma mudança para a qual não existe autoridade nas Escrituras.

5tephan Keerran, em “A Doctrinal Catechism”, 176.

“A razão e o senso comum exigem a aceitação de uma outra destas alternativas: o protestantismo e a observância e santificação do sábado, ou o catolicismo e a observância e santificação do domingo. Um compromisso ou acordo é impossível.”

The Catholic Mirror, l3 de dezembro de 1893.

“Deus simplesmente concedeu à Sua Igreja (Católica) poder para dispor qualquer dia ou dias que achar apropriado(s) como dia(s) sagrado(s). A Igreja escolheu o domingo, primeiro dia da semana e, no decurso dos anos, adicionou outros como dias sagrados.”

Vicent J. Kelly “Forbidden Sunday and Feast-Day Occupations”, pag.2

“Nós observamos o domingo no lugar do sábado porque a Igreja Católica transferiu solenidade do sábado para o domingo.”

Peter Geiermann, CSRR, “A Doctrinal Catechism”, edição 1957, pág. 50.

“Não o Criador do Universo, em Gênesis 2: t-3, mas a Igreja Católica pode reivindicar para si a honra de haver outorgado ao homem um repouso a cada sete dias.’”

S.D. Mosna, Storia della Domenica, 1969, págs. 366, 367.

“Foi a Igreja Católica que, pela autoridade de Jesus Cristo, transferiu este repouso (do sábado bíblico) para o domingo… Então, a observância do domingo pelos protestantes é uma homenagem que rendem à autoridade da Igreja (Católica), apesar deles mesmos.”

Monsenhor Louis Segur, “Plan Talk About the Protestantism of Today, pág. 213

“Os protestantes… aceitam o domingo no lugar do sábado como dia de pública adoração após a Igreja Católica ter feito a mudança… Mas a mentalidade protestante não parece perceber que observando o domingo, está aceitando a autoridade do porta-voz da igreja, o papa.”

Our Sunday Visitor, 5 de fevereiro de 1950.

Fonte: Adventismo Em Foco


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

sábado, 22 de setembro de 2012

Tornado de Fogo

Maior rio da Ásia vermelho como sangue e agora uma coluna de fogo na Austrália. Coincidência? Ou sinais do fim dos tempos?

Fim dos Tempos: Raro tornado de fogo atinge região central da Austrália


sábado, 15 de setembro de 2012

Isaac Newton: Fé e Física

Hoje, a revista Super Interessante "tweetou" um artigo intitulado "Isaac Newton: Fé e Física". Como sou apaixonado por essa revista e de temas relacionados à Ciência, religião e a esse brilhante cientista, me apressei em ler. Na página do artigo, me deparei com esse texto introdutório que me deixou indignado: "Isaac Newton, quem diria, era um religioso fanático, obcecado por experiências místicas. E esse lado oculto foi essencial para ele se tornar o pai da ciência moderna.".

"Religioso fanático", "obcecado", "lado oculto"? Uma pessoa não pode simplesmente considerar a religião como algo essencial para a vida, assim como outras pessoas "normais" consideram, por exemplo, o trabalho assim, tanto que acabam se tornando pessoas antissociais e destruindo seus relacionamentos?

Sei que escrevo para vários tipos de leitores, incluindo aqueles que dispensam apresentações sobre Isaac Newton, mas, também, para aqueles que pouco ou nada sabem sobre ele. Por isso, antes de criticar os pontos, colocados pela revista, como sendo "esquisitos", de Newton, vou citar os reconhecidos méritos do cientista, que também são aludidos pela mesma:

• "O homem que descobriu a gravidade e as leis do movimento, criou a ótica e reinventou a matemática...";

• "Passou a vida estudando a Bíblia para prever quando Jesus voltaria à Terra.";

• "Com a Lei da Gravitação Universal, Newton provou que todos os corpos do Universo, seja a Lua ou uma maçã, obedecem à mesma força de atração.";

• "Aos 13, leu Os Mistérios da Natureza e da Arte, de John Dare, livro que copiou quase inteiro e usou como fonte de inspiração.";

• “'Ele encarava o aprendizado como uma forma de obsessão, uma busca a serviço de Deus', afirma James Gleick, autor de Isaac Newton.";

• "... começou a aparecer na cena acadêmica da Inglaterra com a criação de um telescópio de reflexão ... capaz de mostrar Júpiter e suas luas. O aparelho virou febre nas reuniões da Royal Society ... Depois, Newton ... decidiu encaminhar à sociedade um texto sobre a Teoria das Cores. Com o artigo, o mundo ficou sabendo que a cor branca era a soma de todas as outras – e o prisma era capaz de separá-las ... e Newton, aos 29 anos, acabou virando membro da Royal Society, do qual seria presidente.";

• "Foi ele quem fez da ciência um sistema de lançar hipóteses que precisam ser verificadas na prática e matematicamente. É assim, usando o método newtoniano, que nós pesquisamos e pensamos hoje.".

"No caso de Newton, o misticismo e a religião não só conviveram com a ciência como a fortaleceram. 'Seu mergulho profundo nas experiências alquímicas e nas raízes da teologia pode ter influenciado seus pensamentos a respeito de uma visão mais ampla do Universo', afirma Michael White, autor da biografia Isaac Newton – O Último Feiticeiro."

Concordo. Realmente a fé em Deus amplia os horizontes de quem crê e oferece mais respostas do que perguntas, ao contrário da Ciência.

"Newton morreu afirmando que o movimento e as órbitas dos planetas eram definidos por Deus, assim como a composição da matéria. 'Se os homens, animais etc. tivessem sido criados por ajuntamentos fortuitos de átomos, haveria neles muitas partes inúteis, aqui uma protuberância de carne, ali um membro a mais. Alguns animais poderiam ter um olho só, outros, mais dois', escreveu."

O brilhante cientista não somente acreditava em Deus, mas cria também que suas descobertas eram fruto do auxílio divino e, justamente por isso, colocava com afinco sua ciência a serviço dEle. Ele também acreditava que sua FÉ era a RAZÃO de seu sucesso. Fica evidente também que Newton não conseguia conceber outra forma de todas as coisas terem vindo à existência senão por intermédio do poder criador de um ser inteligente e supremo. Mesmo antes de a teoria surgir, parece que Newton já era adepto do Design Inteligente.

"Científico e religioso, ele fez da matemática um modo de estudar a Bíblia. Fazia cálculos imensos para confirmar as histórias bíblicas mais inverossímeis."

Inverossímeis? Por quê? Só porque a Ciência não consegue explicar? Em quantas contradições a Ciência já caiu? Quantas coisas que, no passado, ela dizia ser inverossímil, hoje, sabe-se serem verdade? O contrário também acontece.

"Um exemplo é a criação do mundo em 7 dias. Newton acreditava na criação por Deus e, para resolver o problema de um tempo tão curto, observou que a Bíblia não afirma quantas horas durava um dia no momento da Criação."

Não sei exatamente o que Newton, na verdade, diz a esse respeito, mas sei que as Santas Escrituras afirmam, sim, quanto tempo duravam os dias, tanto que o escritor desse relato, Moisés, em Gênesis, inspirado por Deus, faz uma comparação com a duração dos dias de sua própria época: Gênesis 1:5,8,13,19,23 e 31.

Podemos perceber ainda que a terminologia utilizada, "tarde e manhã", é bem familiar, provavelmente para facilitar a compreensão e dar a dimensão exata da quantidade de tempo a que ele se referia.

"Como ainda não existia Terra nem movimento de rotação, um dia poderia ser quanto Deus decidisse."

Aqui serei bem sucinto: a Bíblia não faz nenhuma referência ao movimento de rotação da Terra no relato da criação, nem dá margem para que isso seja usado como parâmetro.

Sobre as previsões de Newton acerca das profecias, estas nunca foram algo fácil de interpretar para qualquer um que seja. O que deve ser ressaltado aqui não são os erros nas previsões, mas, sim, o fato desse brilhante cientista ter dedicado boa parte da sua vida no estudo das profecias e, também, que isso o ajudou, ou melhor, essa relação com Deus o guiou a muitas de suas descobertas. E isso não é teoria, é evidência.

"No best seller O Código Da Vinci, Newton aparece como um dos membros do Priorado de Sião, a organização secreta que protegeria dos católicos o segredo de Maria Madalena como mulher e sucessora de Jesus. Nada se sabe sobre o priorado ou a crença de Newton em Maria Madalena, mas o resto de suas idéias passa perto do livro de Dan Brown."

Não vi nada que agregasse algo ao leitor no trecho em que a revista menciona o livro de Dan Brown, O Código Da Vinci, citando Isaac Newton como um de seus personagens, até porque tudo o que o livro fala sobre ele não tem como ser comprovado e o próprio autor admite que sua obra é fictícia. Me pareceu que a revista teve a intenção de unicamente denegrir ainda mais a imagem religiosa do cientista.

Na verdade, a suma dessa matéria parece ser que, de alguma forma curiosa, as "esquicitices" religiosas de Sir. Isaac Newton contribuíram para o seu sucesso, mas não porque haja alguma verdade na crença em Deus, e, sim, porque quis dar a idéia de que talvez seja importante um pouco de religiosidade, misticismo, excentrismo, como forma de estimular o lado criativo, inventivo, cognitivo das pessoas.

"Puritano radical, Newton seguia o arianismo, doutrina que considerava Jesus Cristo um intermediário entre Deus e os homens. Essa visão é contrária à da Igreja Católica, que tem como símbolo máximo de Deus a Santíssima Trindade (“Pai, Filho e Espírito Santo”)."

A matéria também fala sobre o cientista seguir o arianismo e de que isso era contrário à visão da Igreja Católica. Peraí! Quem disse que a Igreja Católica é o único parâmetro aqui para dizer em que se deve acreditar ou não? E quem disse que a I.C.A.R. é um parâmetro válido? Também não estou dizendo que não é, nem tampouco estou defendendo o arianismo!

E, se Isaac Newton era católico, qual o problema de ele discordar de sua Igreja? Não o fez assim também Martinho Lutero? E este último, apesar de acreditar que sua Igreja estava equivocada em alguns pontos, ainda assim, não a abandonou. Morreu considerando-se católico. Somente após sua morte, fundaram a primeira igreja protestante, talvez porque, em vida, ele não concordasse com isso.

O resto da matéria segue até o seu final fazendo mais do mesmo, cunhando a imagem de um Isaac Newton brilhante como cientista, mas esquisito por causa de sua religiosidade, que "coincidentemente" o impulsionou a fazer grandes descobertas para a humanidade.

Mais uma vez, fica evidente o partidarismo de alguns autores e o favorecimento que eles recebem da mídia, conquanto concordem com uma visão de mundo naturalista e, mesmo que seja redundante dizer, desapegada de tudo que carregue a marca de Deus.

Leia a matéria na íntegra, clicando nesse LINK, e não deixe de ler o último parágrafo, que conta sobre a vida de sucesso de Isaac Newton e como ele terminou sua vida dedicando-se ao estudo da Palavra de Deus, mais do que nunca antes.


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Mistério na China: rio fica vermelho como sangue

Mistério na China: rio fica vermelho como sangue
É interessante perceber que as profecias vão cumprindo-se uma a uma diante dos olhos da humanidade e só o que se vê éo pouco caso que esta faz. E isso se deve às tentativas de explicar "racionalmente" tais eventos, como se meramente explicá-los fosse retirar os méritos dAquele que é o Criador das leis naturais do universo, o Qual faz uso das mesmas em prol da realização de Sua santa e perfeita vontade.
O fato é que também está profetizado acerca do descaso diante do cumprimento das profecias. E creio que seja por isso que as Sagradas Escrituras digam "quem lê entenda", "quem tem ouvidos ouça", porque é uma questão de interesse individual, uma questão de cada um estabelecer o que é prioridade para si.
Sim a Ciência é extremamente relevante, mas as evidências não contrariam o relato bíblico. Em suma, diante deste quadro complexo, um pouco de razão, de fé e de intuição não faz mal a ninguém. Leia a Bíblia e não viva alienado, porque a Ciência, às vezes, aliena, principalmente quando suas teorias são seguidas como um dogma: aí a Ciência vira religião. [CláudioCMSJ]

sábado, 31 de março de 2012

Mudar é preciso


Na maioria dos relacionamentos, a coisa mais espinhosa para uma pessoa é reconhecer que precisa mudar, independentemente da atitude da outra parte. Por isso, acho genial a seguinte afirmação de John C. Maxwell: “Lidar com gente difícil é complicado, especialmente quando a pessoa difícil é você.”

Você acha que seu cônjuge é o único que precisa mudar? Considera-o uma pessoa difícil? Talvez você tenha razão, mas…

Certo homem conseguiu superar todas as barreiras que atrapalhavam seu casamento. Ele havia lutado durante muitos anos, admitindo que a esposa era o grande obstáculo de sua vida. Brigou muito, colocou a autoestima dela lá embaixo. Quando procurava ajuda de algum amigo ou conselheiro, jamais reconhecia que ele mesmo devia mudar o foco. Estava sempre na defensiva.

Um dia, alguém lhe contou que um grupo de homens estava limpando as tubulações de esgoto da cidade. Encontraram todo tipo de coisa imunda nos tubos de três metros de diâmetro. Era um trabalho desagradável. Eles removeram dali toda tranqueira malcheirosa. Mas, para surpresa deles, encontraram algumas joias de grande valor. Isso lhes mudou a maneira de encarar aquele trabalho.

Quando o cônjuge “perfeito” acabou de ouvir essa história, caiu em si e fez uma autoanálise que revolucionou sua vida.

No relacionamento com o cônjuge, é preciso entender duas coisas, pelo menos. A primeira é: Quem está do outro lado, tem coisas ruins e coisas boas. O que é bom, mesmo que seja pouco, é motivo suficiente para continuar o relacionamento. Isso pode ser a fagulha de uma grande mudança nas atitudes do cônjuge considerado “difícil”. A segunda coisa é: Você pode estar com a tubulação entupida. Se for o caso, admita que precisa fazer uma limpeza completa, antes de querer mudar seu parceiro ou parceira.

Um grande líder confessou publicamente: “Ao longo de minha vida, tive que superar inúmeros obstáculos, e o principal deles fui eu.”

Às vezes, é doloroso admitir isso, mas é o caminho mais curto para consertar nossos relacionamentos. E não se esqueça de uma coisa: Não se contente com remendos. Procure a solução completa. Alie-se a Deus e Ele lhe dará força e coragem para vencer todas as barreiras.

Rubens Lessa – Jornalista e escritor

terça-feira, 20 de março de 2012

Sorrisos em Lágrimas

Hoje apenas quero relatar uma parte do meu dia, algo inesperado que aconteceu comigo, que foi triste, mas, ao mesmo tempo, bom e intenso.

Agora é exatamente 0h28 em Belém do Pará, madrugada do dia vinte de março de 2012, aniversário de minha irmã caçula. Mas o que vou dizer aconteceu na manhã de ontem.

Algumas pessoas sabem do momento difícil que estou vivendo há alguns meses. Um problema muito sério, que não me convém detalhar, o qual tem me causado muito sofrimento, desses que tiram o ar, a motivação, o sorriso. Sua visão se torna em preto e branco, nada tem cor. Ninguém morreu, mas é como se tivesse morrido.

Como ser humano, tenho lutado constantemente para não explodir e certamente isso só não aconteceu graças a misericórdia de Deus, que tem me concedido um espírito manso e uma paciência que nem eu sabia que tinha (talvez porque não tenha, mesmo, e seja oriunda do céu).

Tenho engolido tanta coisa, sido acusado de tanta coisa... mas é difícil combater opinião formada. Realmente ser julgado não é fácil, ainda mais quando sabe-se que os "fatos" apresentados são inverídicos. Acontece que tem sido difícil andar por aí com um melão entalado na garganta, pra não chorar... porque não posso fazer mais nada, a não ser exercitar minha fé, paciência, amor, etc. para com a pessoa que me odeia.

Ao chegar no trabalho, fui direto ao encontro dos meus alunos. Estava atrasado. Lhes dei um exercício, a fim de ganhar tempo para fazer meu desjejum na lanchonete que fica na área arborizada do hospital onde trabalho. Ao me dirigir para lá, em sentido oposto, vem uma médica, conhecida minha, a quem admiro e respeito bastante, apesar do pouco contato. Vou chamá-la aqui apenas de "G.".

Então lhe disse "Bom dia, G!". Ela volveu-se a mim e, com os olhos vermelhos, como de quem possivelmente tivesse saído de um choro recente, séria e de cabeça baixa, retribuiu o cumprimento, falando mais alguma coisa, dando-me uma informação que há tempos lhe havia pedido, mas ela sempre esquecia. Eu já nem precisava mais daquela informação. E percebi no seu semblante que o coração estava partido, que naquele peito havia dor, muita dor. Então, com um olhar singelo, peguei no seu ombro e, bem objetivo, perguntei: "O que você tem, G.?".

Acho que eu já esperava o que aconteceu depois. Ela veio ao encontro do meu abraço e chorou copiosamente em meu peito, como uma criancinha desamparada. Aquilo me tocou profundamente, porque estava diante de uma profissional gabaritada, ética, sempre séria, compenetrada e que aparentava uma frieza no falar, porque não falava qualquer coisa. Suas palavras sempre são medidas e, quase sempre, não vão além, nem aquém do que deve ser dito. Por isso, seu desabamento me comoveu ainda mais.

Com o coração senti algo que estava faltando sentir. E com a mente entendi algo que estava faltando entender. Senti força na minha fraqueza. Entendi, de forma prática, que não estamos sozinhos no sofrimento, pois, até então, só conhecia isso na teoria. E o abraço que recebi falou mais que muitas palavras. Ali nos consolamos. Ela havia perdido o pai para a morte há poucos dias. A ferida estava por demais recente. Eu, de outro lado, havia perdido um amigo e ainda estava vivendo o drama supracitado. A afaguei com ternura.

Senti o conforto de Deus no abraço de um ser humano e involuntariamente transmiti o mesmo a ela. Ao menos, espero que sim. Ao afastar-se de mim, G. percebeu que meus olhos encheram-se rapidamente de lágrimas, enquanto lhe contava do meu problema. Algumas lágrimas escorreram. Como homem, é duro segurar o choro. Mas engoli aquele pedregulho. Ela, ao me consolar, serenou. Que poder o amor altruísta pode ter!!!

Ela, aproximadamente, 38 anos, casada e mãe. Eu, casado e pai. Apenas dois colegas de trabalho enfrentando naquele momento juntos uma fera chamada "vida terrena". Faço este adendo apenas para evitar a aparência do mal.

O que deixo de bom para o leitor nesta história: realmente não é fácil. Viver não é fácil, sofrer não é fácil. Todavia, não sinta-se sozinho. Por trás de muitos sorrisos cidade afora existem corações partidos como o seu. E todos se perguntam "Por quê?", "Como?", "Quando?". Ninguém entende, alguns se enganam, outros preferem julgar e culpar. Mas saiba: Deus está presente no seu sofrimento. Preste atenção nos sinais. Há lições a serem aprendidas. Talvez você não esteja obtendo as respostas certas por estar fazendo as perguntas erradas. Pare. Ouça a voz de Deus. Orar não é só falar, é ouvir também. Abra os olhos e veja. Desacelere. Desligue-se um pouco. "Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus..." (Salmos 46:10).

Um bom dia, tarde ou noite a você e que Deus lhe dê sabedoria, força e serenidade para enfrentar seus problemas. Você vai conseguir atingir seu objetivo. Apenas sincronize-o com a vontade de Deus.  ;-)

sábado, 17 de março de 2012

Como Conversar com Quem Você Ama


Por Roger e Peggy Dudley

Ele: Onde está a minha camisa azul?

Ela: Não tive tempo de passá-la. Foi um dia muito atarefado.

Ele: O que quer dizer com não ter tido tempo? Você esteve em casa o dia todo!

Ela: Olhe, Buster, estive muito atarefada. Tive serviço suficiente para me manter ocupada.

Ele: Fazendo o quê? Estive fora o dia todo trabalhando para colocar o pão na mesa, ao passo que você fica em casa assistindo novelas.

Ela: Você está louco! Não faz a menor idéia do que seja trabalhar em casa: cozinhar, limpar, lavar, passar, cuidar das crianças!

Ele: Isso é conversa fiada! Você tem a vida mais fácil do que qualquer pessoa que conheço. Você precisa descobrir o que é realmente trabalho.

Ela: Ó, e você conhece, suponho. Você se assenta em seu belo escritório o dia todo, apenas para levar seus clientes a almoços e jogar golfe com o chefe. Depois vem para casa à noite, exige comida na mesa e quer assistir a TV enquanto arrumo a cozinha. Você é impossível!

Um dos problemas principais no relacionamento é a falta de comunicação. Comunicar-se significa expressar pensamentos e sentimentos de modo que o receptor compreenda o que você diz. Pois bem, segundo essa definição o casal acima está certamente se comunicando, mas não de modo a melhorar seu relacionamento. Como podemos comunicar-nos de maneira a promover relacionamentos significativos? Como conversar com quem amamos?

Na busca de respostas, muitas de nossas ilustrações são extraídas do casamento — talvez a área mais crucial do relacionamento. Contudo, as dicas que vamos discutir são boas para qualquer relacionamento no qual duas pessoas se querem bem. Podemos aplicá-las a pais e filhos, cônjuges, namorados, noivos, companheiros de quarto, colegas de trabalho, membros da mesma igreja e amigos íntimos. Todo o mundo tem alguém de quem gosta. Assim todos precisam saber como falar de modo a melhorar o relacionamento. Eis 10 dicas sobre como conversar com quem você ama.1

1. Esteja atento aos pensamentos e sentimentos

Sabeis isto, meus amados irmãos; todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. (Tiago 1:19.) Se quisermos produzir relacionamentos carinhosos, precisamos tornar-nos bons ouvintes antes mesmo de pensar em como falar. A comunicação afetuosa envolve compreensão entre duas mentes e dois corações. Precisamos saber o que a outra pessoa está pensando ou sentindo, a fim de responder de um jeito que promova o bom relacionamento.

Ouvir é uma arte que não herdamos naturalmente; ela precisa ser cultivada. Primeiramente, não interrompa a outra pessoa até que ela acabe de falar. Quando estamos ouvindo, somos tentados a pensar em respostas e contestações. Por isso achamos que podemos interromper para defender nosso ponto de vista. Essa atitude transmite a mensagem: “Preocupo-me mais com o que estou pensando do que com o que você está dizendo”.

Em segundo lugar, preste toda a atenção ao que o ser amado está dizendo. Isso é mais complexo do que parece, porque é muito fácil distrair-se e deixar a mente vagar sobre outras coisas. Ruth Graham, a esposa do famoso evangelista Billy Graham, ilustra esse ponto com uma experiência particular:

Meu marido está freqüentemente preocupado. Ele tem muito com que se preocupar. Certa vez, estávamos esperando visitas para o jantar, e eu perguntei o que ele gostaria de ter no cardápio.

"Hum, hum", ele resmungou. Eu sabia que ele estava ali em corpo, mas mentalmente ausente, e decidi divertir- me um pouco.

“Pensei que poderíamos começar com uma sopa de girinos", sugeri.

“Hum, hum".

“E teremos aquela bela erva venenosa que cresce na gruta como deliciosa salada.".

“Hum, hum".

“Como prato principal, eu poderia tentar assar algumas ratazanas que temos visto ultimamente rondando o defumadouro, e servi-las com capimsanguinário fervido e alpiste assado.

“‘Hum,hum’.

“E de sobremesa, poderíamos ter um suflê de lama e …", minha voz foi diminuindo à medida que seus olhos começaram a me focalizar.

“O que você disse sobre as ratazanas?", perguntou ele.

Ouvir com atenção é muito cansativo, mas reserve algum tempo para se concentrar nas mensagens de seu cônjuge.

Em terceiro lugar, aceite os pensamentos e sentimentos do ente querido como genuínos e não tente contestá- los ou desviar o assunto. Afirmações como: “Você não deveria se sentir desse modo”, ou “Nunca diga isso”, ou ainda, “Essa é a coisa mais ridícula que ouvi”, rompem a conversação e o relacionamento. Por exemplo, Bobby toma um sorvo de sopa no jantar e se queixa: “Isto tem um gosto horrível!” A mãe será tentada a dizer: “Não, não tem gosto horrível; está deliciosa!” Mas gosto é uma questão pessoal. Se ele não gosta da sopa, nenhuma evidência objetiva o convencerá. Bobby ouve da mãe: “Não estou interessada em sua opinião”.

Naturalmente, isso não significa que devemos concordar com tudo o que ouvimos. Afinal, temos nossos próprios gostos. Mas podemos aceitar os julgamentos e sentimentos de outrem como representativos de seus pensamentos e emoções. A mãe seria mais sábia se dissesse: “Sinto que você não goste da sopa. Pessoalmente eu a aprecio, mas você provavelmente poderá achar outros pratos dos quais gostará mais”.

Por fim, procure aperceber-se do significado da mensagem que está recebendo. Como as palavras significam coisas diferentes para diferentes pessoas, é fácil haver confusão de significados ao elas passarem de uma pessoa para outra. Podemos testar nossa compreensão parafraseando. “Você está frustrado e zangado porque o chefe o culpou injustamente pelo erro”. “Você receia que isso ameace nosso relacionamento se der a idéia de que estou dedicando muita atenção à Sue”. Então a pessoa que fala tem a oportunidade de confirmar se o interlocutor recebeu a mensagem desejada ou corrigir qualquer mal-entendido.

2. Seja tardio em falar.

Pense cuidadosamente sobre o assunto. Fale de modo que a pessoa possa entender o que você diz.

Ouvir atentamente ajudará na formulação da melhor resposta. Contribuirá para prevenir a tendência de dizer o que vem à mente sem reflexão sobre o assunto.

Uma maneira segura de conseguir o apoio do ouvinte é assumir a responsabilidade pelos sentimentos expressos. Isso pode ser conseguido pelo uso de mensagens com ênfase no “eu”, como:

(1) A feitura de uma descrição sem nuances condenatórias acerca do que foi dito ou feito, e que está causando o problema;

(2) a partilha dos sentimentos que você está vivenciando no momento;

(3) explicando porque esta conduta lhe causa um problema.

Por exemplo, se estou me sentindo frustrado porque alguém está atrazado em honrar um compromisso, eu poderia responder de dois modos diferentes. Poderia dizer: “Você me deixou tão nervoso por chegar tarde outra vez. Porque não é você mais considerado de outros?” Ou eu poderia dizer: “Estou frustrado porque realmente me aborrece estar atrazado para um encontro e sinto que causei incoveniência à pessoa que deveriamos ver. Pode me ajudar a fazer um ajuste?”

Realmente, ninguém pode nos fazer experimentar raiva ou qualquer outra emoção. Somos responsáveis pelas emoções que temos.

3. Não transforme pontos secundários em pontos importantes.

Ninguém é perfeito. A pessoa amada provavelmente tem hábitos que você acha desagradáveis. Algumas pessoas tendem a dimensioná-los para caracterizar todo o relacionamento, usando descuidadamente palavras como sempre e nunca. “Você está sempre atrasado”. “Você nunca me trata com respeito”. Essas são expressões extremadas e que não expressam a verdade.

Edith Shaeffer disse certa vez: “Se você exige perfeição ou nada, conseguirá nada”. Relacionamentos importantes precisam ser baseados em comunicação honesta. Portanto, não devemos exagerar as faltas dos outros, mas sempre dizer a verdade. Notem, porém: A verdade deve ser dita com amor. O amor….não se irrita, não suspeita mal. (I Coríntios 13:5.) Ser totalmente honesto e ainda completamente bondoso é o segredo da verdadeira comunicação.

4. Não frustre o ser amado com o tratamento do silêncio

Uma pessoa pode optar pelo silêncio por diferentes razões. Alguém pode querer punir a outrem, esperando que o problema desapareça se for ignorado. Pode achar que o silêncio vale ouro, porque com o tempo o problema se resolve por si mesmo, ou sentir que ficar calado fará alguma diferença. Nenhuma das razões acima funciona — simplesmente erguem muros e barram a comunicação.

É importante explicar por que você hesita em falar no momento e usar as três sugestões sobre o uso de mensagens com ênfase no “eu”, conforme a dica 2. Isso pode resultar na melhora de compreensão e resolver as questões de modo a prevenir seu ressurgimento.

5. Aprenda a discordar sem brigar.

Toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmia sejam tiradas dentre vós, bem como toda a malícia. (Efésios 4:31.) Duas pessoas nem sempre concordam em tudo. Mas quando você discorda da pessoa a quem ama, é possível fazê-lo de maneira calma e respeitosa, concentrando-se sobre o problema e evitando ataques.

O amor não é um sentimento tépido e indistinto, embora certos sentimentos possam resultar do amor. O amor é a decisão de se preocupar com a outra pessoa e promover seu bem-estar. Há quase um século, o notável psiquiatra, Harry Stack Sullivan, definiu assim o amor: “Quando a satisfação ou a segurança de outra pessoa se torna significativa tanto quanto a nossa própria, então existe um estado de amor”. Nem sempre sentimos amor, mas podemos tomar a decisão de agir de modo afetuoso.

No livro No Longer Strangers, Bruce Larson refere a conversa que teve com um amigo: “Naquela manhã, quando perguntei a meu amigo como estava se sentindo, ele me respondeu: Terrível! Tive uma briga com minha esposa ontem à noite e fomos para a cama sem falarmos um com o outro… Mas esta manhã ela me deu um beijo e disse: ‘Querido, eu o amo.’”

“O que você disse?”, perguntei ansiosamente.

“Eu disse: ‘Bem, eu não a amo, não amo a mim mesmo e não amo a Deus. Não posso me lembrar de ninguém que eu ame. Mas vou lhe dizer isto: Vou orar esta manhã e creio que num futuro próximo, Deus me endireitará porque Ele me ama. Ele me habilitará a amar de novo. E quando o fizer, prometo que você será a primeira na lista!’”

Note que, a despeito das palavras negativas, esse homem realmente amava a sua esposa. Com efeito, ele estava dizendo que a queria bem, embora não sentisse amor. Às vezes não sentimos vontade de amar. Às vezes nosso relacionamento parece frio. Às vezes temos raiva um do outro. É então que o verdadeiro amor se ergue acima do nível emocional e demonstra ao outro que o amamos.

6. Não responda quando estiver zangado.

A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. (Provérbios 15:1.) Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. (Efésios 4:26.)

Edgar N. Jackson, no livro The Many Faces of Grief, apresenta estes quatro “As” para lidar com a ira. Fizemos uma adaptação para conformá-los a este modelo:

1. Admita-o (isto é algo freqüentemente difícil de fazer). Precisamos assumir a responsabilidade por nossas emoções.

2. Analise-o objetivamente. Pergunte- se por que está tão contrariado. Por que essa explosão emocional? Ela faz sentido?

3. Aja de maneira inteligente e saudável, andando, rachando lenha, jogando golfe, arrumando o armário ou adiando seus sentimentos, de modo que seu nível de adrenalina seja reduzido ao normal.

4. Abandone-a depois de reconhecer que a ira não compensa seu custo em estresse e relações prejudicadas. Não podemos mudar o que já aconteceu, mas podemos escolher como reagir a isso.

7. Confesse e peça perdão.

Quando duas pessoas estão intimamente ligadas, inevitavelmente já se ofenderam muitas vezes. Quando você sabe que está errado, admita-o e peça perdão. Mesmo que julgue não ser o culpado, expresse tristeza por seu relacionamento ter sido prejudicado e ofereça- se para fazer o que for para reparar o dano. Confessai vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. (Tiago 5:16.) É isso que as pessoas que se querem bem precisam fazer para manter forte e terno o relacionamento.

E quando alguém que você ama faz-lhe confissão e pede perdão, perdoe-o de coração. Não espere até se sentir disposto. Toda vez que perdoar alguém, esqueça a ofensa e não volte à carga. Recapitular ofensas passadas impede que o relacionamento cresça.

8. Não censure.

Melhor é morar num canto do eirado, do que com a mulher rixosa numa casa ampla. (Provérbios 25:24.) Se você já fez críticas alguma vez, provavelmente descobriu que a outra pessoa se torna mais defensiva em relação a elas. As pessoas não mudam porque alguém quer que elas mudem. Elas o fazem quando possuem motivação interior. Cecil Osborne acha que “não podemos modificar outras pessoas nem por ação direta e franca, nem mediante manipulação”. “Na relação de casados, em vez de esperar que nossas necessidades sejam satisfeitas, precisamos procurar satisfazer as necessidades do cônjuge”.

Se houver necessidade de mudança, uma das opções é sentar-se com a outra pessoa e de modo afetuoso (usando os três passos da dica 2 sobre como usar mensagens enfatizando o “eu”) pedir ajuda e sugestões sobre como conseguir a mudança de atitude. Se for uma situação familiar, o tempo da reunião em família é o momento ideal para esse tipo de discussão.

9. Procure o lado positivo.

Talvez certos comportamentos da pessoa amada ou seus traços de caráter o irritem. A tendência natural é criticála. É fácil culpar o outro por situações insatisfatórias. Mas isso simplesmente não funciona. Tendemos a pensar que se apontarmos as faltas do outro, ele ficará agradecido pela ajuda e procurará se reformar. Com efeito, a pessoa sempre buscará se defender. Uma relação nunca é favorecida pela imputação de culpa ao companheiro.

Ao contrário, as pessoas crescem quando são elogiadas por aquilo que estão fazendo direito. Descubra os pontos de caráter mais fortes no ente querido e enfatize-os. Os relacionamentos crescem quando dizemos a nossos cônjuges, filhos ou a quem quer que seja, que os amamos e que eles são valiosos para nós. Quando eles reconhecem que são importantes, portam-se de maneira importante.

Ellen White comenta como Jesus buscava o lado positivo das pessoas. “Em cada ser humano Ele divisa infinitas possibilidades. Via os homens como poderiam ser, transfigurados por Sua graça… Olhando para eles com esperança, inspirava-lhes confiança. Encontrando-os com confiança, inspirava-lhes confiança… Em Sua presença as almas desprezadas e caídas compreendiam que ainda eram homens, e anelavam mostrar-se dignos de Seu olhar. Em muitos corações que pareciam mortos para as coisas santas, despertavam-se novos impulsos. A muito desesperançado abriu-se a possibilidade de uma nova vida”.6

10. Reconheça que a pessoa amada tem o direito de ser diferente de você.

Deus aprecia a diversidade. Nós a vemos em toda a criação. Não há duas pessoas ou flocos de neve que sejam iguais. Não é preciso que os outros sejam como nós, embora sejamos um (como marido e mulher ou como família), contudo, cada um de nós é único e distinto. Se apreciarmos essas diferenças, poderemos ampliar nossa experiência e aprender como crescer. Onde a diversidade é respeitada e a singularidade afirmada, o amor floresce.

Recapitule essas dez dicas e assinale uma ou mais nas quais você gostaria de melhorar. Com o auxílio de Deus, faça um esforço decidido para desenvolver maneiras novas e mais perfeitas de se comunicar com as pessoas que lhe são importantes. Os psicólogos dizem que leva trinta dias para criar um novo hábito. Imagine só — dentro de um mês novos hábitos podem ser estabelecidos e os antigos morrerão por falta de uso.

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Roger L. Dudley (Ed.D. pela Andrews University), é professor emérito de Ministério de Igreja no Seminário Teológico da Andrews University, e Margaret [Peggy] Dudley (Ph.D.) é conselheira profissional licenciada. Estão casados há 50 anos.

Notas e referências

1. As 10 dicas dadas neste artigo foram adaptadas do livro Communication:The Key to Your Marriage, de H. Norman Wright (Glendale, Calif.: Regal, 1974), pp. 188, 189, mas o material, em sua maior parte, é nosso.

2. Ruth Graham, It’s My Turn (Old Tappan, N.J.: Fleming H. Revell, 1982), p. 67.

3. Bruce Larson, No Longer Strangers (Dallas; Word Books, 1971), p. 67.

4. Cecil Osborne, Understanding Your Mate (Grand Rapids, Mich.: Zondervan, 1970), p. 109.

5. Idem, p. 141.

6. Ellen G. White, Educação (Santo André, S. Paulo: Casa Publicadora Brasileira, terceira edição), p. 80.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Pesquisa científica comprova a existência de instinto moral em bebês. Ateístas em xeque!

A Folha de S. Paulo publicou em sua edição de ontem, 11 de outubro, uma matéria bastante interessante sobre as pesquisas realizadas pela Universidade de Washington em Seattle, que verificaram a existência de"instinto moral" em bebês de 15 meses de idade. A notícia está provocando profundos debates no meio acadêmico, especialmente entre os militantes ateístas, que fogem do instinto moral como o diabo da cruz. O próprio editor de ciência da Folha, Reinaldo José Lopes, responsável pela reportagem publicada ontem, comenta - ironicamente - na mesma edição que os bebês já viriam "programados de fábrica", o que, ainda que de maneira enviesada, comprovaria a doutrina bíblica do pecado original.
Em sua coluna na Folha de S. Paulo de hoje (12/12/11), Helio Schwartsman continua repercutindo o assunto, ressaltando que - coincidentemente - o militante ateísta Sam Harris já está disparando seus dardos inflamáveis contra as conclusões levantadas pelos cientistas americanos, algo que já era esperado, pois uma vez comprovada a existência do instinto moral em bebês, os ateus perdem parte essencial de seu discurso, que é a alegação de que tanto o comportamento moral como o religioso são aprendidos e incutidos socialmente. A pregação do neoateísmo é eminentemente utilitária, a grosso modo na base do "funciona / não funciona", já que não tem nada a propor e seu único objetivo é, por assim dizer, "desconstruir a religião" sem dizer o que quer edificar no seu lugar. Nada mais nihilista. De qualquer maneira, qualquer pessoa que já teve a experiência de cuidar de bebês e observar o seu comportamento e desenvolvimento, constatou que desde pequeninos (e obviamente imunes a qualquer controle social eficaz) eles já têm uma mínima noção do que é certo ou errado de acordo com o seu senso de justiça. As matérias da Folha estão transcritas abaixo, e valem a pena ser lidas:

Bebês de 15 meses têm senso de justiça, mostra estudo

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE

Pais que sofrem para impedir que seu bebê arranque brinquedos das mãos dos amiguinhos podem não acreditar, mas crianças de apenas 15 meses já parecem ter um senso rudimentar de justiça, afirma um novo estudo.
Experimentos feitos com cerca de 50 crianças na Universidade de Washington, em Seattle (Costa Oeste dos EUA), mostraram que os pequenos ficam "chocados" quando presenciam uma divisão desigual de guloseimas.

E, apesar do berreiro que às vezes acontece quando bebês disputam brinquedos, as crianças do estudo, em quase dois terços dos testes, topavam dividir os seus com adultos desconhecidos.
Publicada na revista científica de acesso livre "PLoS One", a pesquisa se junta a uma série de trabalhos recentes que indicam a existência de um instinto moral aguçado nos filhotes da nossa espécie.

PRECOCE

Aliás, o estudo atual é o que revela evidências de comportamento "ético" mais cedo no desenvolvimento humano --os trabalhos anteriores só tinham demonstrado isso em meninos e meninas de dois anos de idade.
Um resumo do design experimental usado pelos psicólogos Marco Schmidt e Jessica Sommerville, autores do estudo, pode ser visto no infográfico.
Sempre no colo de um dos pais, para ficarem relaxados, os bebês primeiro assistiam a vídeos que mostravam a divisão igualitária ou desigual de comida (biscoitos ou leite) entre dois adultos.
 Como os talentos linguísticos das crianças dessa idade ainda são limitados, os psicólogos usavam algo mais simples para saber o que os bebês tinham achado dos vídeos: o tempo que eles gastavam olhando para a tela.
Trata-se de uma ferramenta já estabelecida em outros estudos do tipo. Em geral, quanto mais uma situação surpreende os bebês, mais tempo eles ficam olhando para a cena. E, nesse caso, em média, a cena em que a divisão é desigual surpreendeu bem mais os pequenos.
Depois, os mesmos bebês podiam escolher entre dois brinquedos, ambos ofertados por um pesquisador que eles já conheciam. O cientista esperava a criança escolher seu brinquedo favorito e, depois, deixava os dois com ela.
Entrava então em cena um outro pesquisador, que a criança ainda não tinha visto. O sujeito perguntava: "Posso pegar um [dos brinquedos]?".
A maioria dos bebês dava um dos brinquedos para a pessoa, e um terço deles emprestava até o brinquedo considerado o preferido.
Aliás, havia uma correlação: as crianças mais "chocadas" com a divisão injusta do leite ou dos biscoitos eram justamente as que tinham mais tendência a compartilhar seus brinquedos com os estranhos, sugerindo que tendências parecidas explicam os comportamentos.

Cérebro infantil já teria módulos 'de fábrica'

DO EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE

A investigação do senso moral aparentemente inato de bebês e crianças pequenas floresceu nos últimos anos, com uma série de descobertas intrigantes.
Bebês de dois a três anos, por exemplo, tendem a preferir personagens de desenho animado que ajudam os outros aos personagens que estorvam os demais, mesmo quando esses seres são simples formas geométricas, como quadrados, retângulos e círculos. As crianças também parecem vir "de fábrica" com algum conhecimento básico sobre física: olham mais tempo, surpresas, para vídeos em que objetos ficam suspensos no ar quando deveriam cair, por exemplo.
A explicação mais óbvia (e provavelmente mais sólida) para essas capacidades é evolutiva: seria custoso demais para o cérebro dos pequenos aprender tudo do zero, especialmente as regras básicas sobre o funcionamento do mundo e da vida social humana. Nascer com instintos morais e intuições sobre física facilitariam o aprendizado de informações mais complexas e ajudariam as crianças a sobreviver. (RJL)

Nova ciência da moral

HÉLIO SCHWARTSMAN

SÃO PAULO - A notícia publicada ontem em Ciência de que bebês de 15 meses já dispõem de um senso de justiça rudimentar acrescenta mais um tijolinho à disposição dos pesquisadores que tentam fundar a nova ciência da moral.
Uma das ideias centrais dessa protodisciplina é a de que a faculdade moral é um instinto. A analogia que cabe é com a teoria da gramática universal de Noam Chomsky. Da mesma forma que nossos cérebros são equipados com um hardware linguístico, que nos habilita a aprender praticamente por osmose o idioma ao qual somos expostos na primeira infância, nossa cachola também já viria com uma moral de fábrica.
Não se trata, por certo, de um código penal, uma lista pronta e acabada de todas as ofensas possíveis e as respectivas punições, mas de um conjunto de princípios elementares, comuns a toda a humanidade, como as noções de justiça, pureza e autoridade. Elas se combinariam umas com as outras e também com elementos culturais para formar toda a exuberância de padrões morais observáveis nos mais diversos grupos.
A maioria dos estudiosos da moral para por aqui -o que já é um projeto para gerações. A exceção é o neurocientista Sam Harris, que, em "The Moral Landscape" (a paisagem da moralidade), sustenta que é possível, ao menos em princípio, usar a ciência para decidir quais valores morais são corretos e quais são errados.
O critério de verdade escolhido por Harris, na melhor tradição utilitarista, é o bem-estar. Assim, práticas morais que contribuem para aumentar a felicidade das pessoas, como tratar bem o próximo, são validadas pela nova ciência. Já hábitos que fazem crescer a miséria humana, como castigos corporais, tornam-se uma chaga a eliminar.
Com esse engenhoso mecanismo, Harris consegue, de um só golpe, atacar seus adversários à esquerda (multiculturalismo, relativismo) e à direita (religião, tradicionalismo).
Clipping e comentários do Hélio no Contorno da Sombra

Fonte: Genizah

Nota: "Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração." (Salmos 40:8). "Ouvi-me, vós que conheceis a justiça, povo em cujo coração está a minha lei..." (Isaías 51:7). "... Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo." (Jeremias 31:33). Grifo meu.  [Cláudio]








segunda-feira, 17 de outubro de 2011

13 frases Evangelísticas que produzem falsos convertidos

As igrejas se dividem sobre a cor do tapete, a construção de adições e orçamentos. Entretanto, os nossos companheiros de igreja estão indo para o inferno aos montes.

A.W. Tozer disse: "É minha opinião que dezenas de milhares de pessoas, se não milhões, foram levadas a algum tipo de experiência religiosa, aceitando Cristo, e elas não foram salvas."

D. James Kennedy disse: "A grande maioria das pessoas que são membros das igrejas nos Estados Unidos hoje não são cristãs. Digo isto sem a menor contradição. Eu o faço com base em evidências empíricas de vinte e quatro anos de análise de milhares de pessoas."

Amigo, podemos discutir sobre tantas coisas mesquinhas. Posso sugerir que nós perdemos de vista o debate mais importante de todos: "o que é a salvação?" Minha teologia ensina que a salvação acontece quando um homem se arrepende e coloca sua fé em Jesus Cristo (Atos 20:21).

Eu gostaria de apresentar treze maneiras as quais nós temos redefinido como uma pessoa se torna um verdadeiro convertido. Fazemos isso intencionalmente? Certamente que não. Temos simplesmente criado jargões que tem um grão de verdade nas Escrituras, mas é tão aberto à interpretação de que a não-convertidos pode compreendê-lo de maneiras que conduzem a falsas conversões.

  1. Faça de Jesus o seu Senhor e Salvador. Não podemos fazer de Jesus nosso Senhor e Salvador, Ele é nosso Senhor e Salvador. Estamos vivendo em rebelião contra ele e ele nos ordena para arrependimento e fé Nele.
  2. Peça para Jesus entrar em seu coração. Será que Jesus entra em nossos corações? Sim. Ele o faz. A pergunta é: "Como ele chega lá?" Não é simplesmente pedindo para ele, é através do arrependimento e fé.
  3. Basta crer em Jesus. Os demônios creem e tremem. Temos que nos arrepender e colocar nossa fé em Jesus Cristo.
  4. Você tem um buraco em forma de Deus em seu coração e só Jesus pode preenchê-lo. Temos muito mais do que um buraco que precisa ser preenchido para que possamos nos sentir completos, temos um miserável coração enganoso pecador que precisa ser limpo. Arrependimento e fé aplica o sangue do cordeiro para que se faça a limpeza.
  5. Aceite Jesus. Hum.. Precisamos aceitar Jesus? Isto esta completamente ao contrário. Precisamos que Jesus nos aceite, e Ele vai, se nos arrependermos e confiarmos Nele.
  6. Faça uma decisão por Jesus. Regeneração Decisional coloca o homem no assento de condutor da salvação. Quando nos arrependemos e confiamos, Jesus decide nos salvar. Isso o coloca no lugar de condutor ... onde Ele exige.
  7. É fácil acreditar. Embora a fórmula de arrependimento e fé parece simples, uma completa renúncia de si em arrependimento não é nada fácil. É difícil.
  8. Deus ama você e tem um plano maravilhoso para sua vida. As únicas promessas para os convertidos são dificuldades, tentações e perseguição. Se é assim que você define uma vida maravilhosa, tudo bem. Caso contrário, deve comandar todos os homens em todos os lugares que se arrependam e tenham fé.
  9. Venha a Jesus como você é. Devemos ir a Jesus tal como os pecadores que somos, mas Ele também espera um coração quebrantado e espírito contrito demonstrado arrependimento e fé.
  10. Venha a Jesus e você vai receber o perdão dos pecados e ________________ (preencher a linha com dinheiro, saúde, um casamento restaurado). Jesus não prometeu casamentos restaurado, na verdade Ele prometeu lares desfeitos porque iríamos sofrer divisão quando um membro se arrependesse e confiasse.
  11. Venha a Jesus e experimente o amor, a alegria e a paz. Temos o fruto do Espírito após a conversão? Sim. Mas se viemos buscar os dons e não o doador, não receberemos nenhum. Em vez disso, devemos nos arrepender e ter fé em Cristo.
  12. Jesus é a peça que faltava. Hum... não, o Deus do universo, não é a peça que faltava, Ele exige que Ele seja o centro de nossas vidas quando nos arrependemos e temos fé.
  13. Jesus é melhor do que fama e fortuna. Isso é um eufemismo e, francamente, é um insulto. Dizendo que Jesus é melhor do que o dinheiro é como dizer que um jantar de bife é melhor do que comer um monte de estrume. Ele desafia qualquer comparação e nós banalizamos o Filho de Deus. Em vez disso, devemos pelejar com todos os homens em todos os lugares que se arrependam e tenham fé.
Se eu aparecer na sua porta com uma lata de suco de uva e um rolo de papel toalha e me ofereço para trocar o óleo do seu carro, você vai dizer: "Não, obrigado." Se nós não deixamos alguém bagunçar com o nosso carro usando o método errado, por que permitir que o Evangelho seja apresentado de maneira tão ambígua?

Você deixaria um médico operar a seu filho que fosse "meio que" preciso? A salvação dos homens é muito mais importante do que um apêndice.

Peço-lhe que considere como você compartilha o evangelho. Você e eu sabemos o que estamos falando quando usamos essas frases, mas e o não-regenerado? É possível que tenhamos tantos desviados hoje porque nunca se converteram, em primeiro lugar? Seria provável que eles nunca tenham sido informados de que devem se arrepender e ter fé em Cristo?

Se estamos dispostos a cor dos sofás da sala de comunhão, não deveríamos estar mais preocupados com uma questão que tem consequências eternas?

Fonte secundária: A Última Advertência ao Mundo 
Fonte primária: Wretched Radio
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