terça-feira, 22 de junho de 2010

Lenda ou meia-verdade? Roraima: estado brasileiro, cobiça internacional

Há alguns dias, recebi esta mensagem em minha caixa de e-mail:
Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata- se de um Brasil que a gente não conhece.

As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.

Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução.

Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra falar a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto falta uma identidade com a terra.

Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro.. Se não for funcionário público a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo.

Não existe indústria de qualquer tipo.. Pouco mais de 70% do Território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando- se os rios e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades.

(Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800 km ) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados.

Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.

Detalhe: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas pasme, se você quiser montar um empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc., medicinais ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar 'royalties' para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia...

Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: E os americanos vão acabar tomando a Amazônia e em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí:

'Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa'.

A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivos de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem Estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático). .. Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares.

Pergunto inocentemente às pessoas; porque os americanos querem tanto proteger os índios. A resposta é absolutamente a mesma, porque as terras indígenas além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água são extremamente ricas em ouro encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO..

Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa. É pessoal,... saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho.

Será que podemos fazer alguma coisa???

Acho que sim.

Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo desses absurdos.

Mara Silvia Alexandre Costa Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag.Patog. FMRP - USP

Após uma breve pesquisa na Internet sobre a suposta autora (é sempre bom estar com o "desconfiômetro ligado), encontrei o seguinte texto:

Gostaria de informar que se você está tentando me localizar para saber da veracidade do e-mail que fala sobre Roraima, posso lhe afirmar que tal e-mail não é de minha autoria, NUNCA ESTIVE EM RORAIMA.

Assim como voce recebeu este e-mail, eu recebi, repassei e por algum motivo ficou com a minha assinatura eletronica.

Caso tenha interesse, existe um site que trabalha por desvendar estas notícias que correm na internet, e eles já trabalharam com esta mensagem. Por favor acesse: www.quatrocantos/lendas/145_roraima.htm

Obrigada.

Mara Silvia Alexandre Costa

Este texto encontra-se publicado numa página do site da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - FMRP, da USP e pode ser encontrada clicando-se aqui.

É de suma importância estar atento à mensagens como essa, ainda mais quando o assunto é teoria conspiracional, pois podem criar um falso alarde. Não é a primeira vez que me deparo com esse tipo de mensagem e posso afirmar que é bastante comum. Como já disse, esteja sempre com o "desconfiômetro" ligado. Todavia, não é pra sair descartando todo tipo de mensagem como se fosse falsa. A sociedade depende de cada indivíduo que a compõe. Por isso, cada indivíduo pode (e deveria, ao meu ver) pesquisar as fontes e desmascarar as mentiras para a maior quantidade de pessoas possível, ou, no mínimo, para o seu remetente. [Cláudio]

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sobre a Fé e a Obediência

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Romanos 12:1)
Vivemos num momento crucial de nossa história, um momento em que as igrejas se multiplicam e cada vez mais pessoas professam seguir a Cristo. O mundo está mudando... Mas, ao passo que multidões adentram às igrejas, multidões rendem suas vidas como vítimas da intolerância, da violência. Como exemplo, esta semana foi noticiado nos jornais locais o estupro de um bebê de um mês de idade. Está cada vez mais comum. A violência está alcançando o inimaginável. Ver II Timóteo 3:1-4. Como pode ser, se a cada dia o número de cristãos aumenta? Onde está o fruto do Espírito Santo? Estaria a Bíblia errada? Não! Isso é apenas o prenúncio de uma grande tragédia. Já começamos a ouvir um grande clamor sobre paz mundial. Vemos os governantes cada vez mais reconhecendo que perderam o controle e percebendo a necessidade de colocar Deus no comando. Algo terrível já está acontecendo, debaixo dos nossos olhos, cumprindo fielmente as profecias. Por isso, precisamos mais do que nunca aprender a ser obedientes e a ter fé, porque nos últimos dias, ou seja, hoje, o justo viverá pela fé. (Gl 3:11)

O Que é Fé?
“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.” (Hb 11:1).
O texto mencionado utiliza a expressão “firme fundamento” e a palavra “prova”. Ambas nos mostram que fé é certeza, é não ter dúvidas, é conhecer de fato e de verdade, é quase ver, mesmo ser ter visto. Como disse, fé é conhecer. Mas como conhecer algo sem ter experiência?

O mundo cristão, em sua maior parte, sustenta o exercício de uma fé abstrata, ou seja, uma fé restrita à frases como “eu acredito”, “eu creio”, “Deus proverá”, “se Deus quiser...”, no entanto, desprovida de atitude. Podemos chamar isso de fé mágica, pois é só pronunciar algumas “palavras mágicas” (como as que vimos anteriormente) e esperar o sobrenatural acontecer. O mais curioso é que esse “poder” atrai multidões, mesmo sabendo que nada na vida acontece num passe de mágica.

Ilustrações:
  1. Ninguém consegue um bom emprego num passe de mágica. Pelo contrário, são necessários anos de esforço, dedicação e estudo;
  2. Um filho não nasce num passe de mágica. Uma mãe que se preza toma ATITUDES drásticas, durante os longos nove meses de gestação, para que seu bebê nasça com perfeita saúde. Ela faz, juntamente com o pai, PESADO INVESTIMENTO através de AÇÕES que farão toda a diferença ao longo da vida da criança. E ainda enfrenta um parto doloroso, do qual nem se lembra depois de olhar o rostinho do pequeno ser que saiu do seu ventre.
Os grandes avivamentos que vemos hoje nas igrejas cristãs ao redor do mundo são fruto, na verdade, não de uma entrega sincera da vida ao Criador, mas, sim, de uma excitação emocional, que é passageira. Vejamos o que a escritora cristã Ellen G. White diz à respeito:
“Avivamentos populares muitas vezes excitam as emoções, satisfazendo o amor àquilo que é novo e surpreendente. Conversos ganhos desta maneira sentem pouco desejo de ouvir as verdades bíblicas. A menos que o serviço religioso assuma algo de caráter sensacional, não lhes oferece atração.” (O Grande Conflito, Ed. Condensada, cap. 27, § 5º)
O que vemos hoje é uma fé “de boca” e cristãos disfarçadamente apegados a todo tipo de práticas mundanas. E isso não é de hoje, a situação está apenas se agravando a cada dia e nós somos os principais atores nesse cenário. A situação atual do mundo é consequência da negligência da verdadeira fé. Veja o que é dito pela irmã White, a seguir:
“À luz da Palavra de Deus, contudo, não é difícil determinar a natureza destes movimentos. Onde quer que os homens negligenciem o testemunho da Bíblia, desviando-se das verdades claras que servem para provar a alma, e que requerem a renúncia de si mesmo e a do mundo, podemos estar certos de que ali não é outorgada a benção de Deus. Segundo a regra – 'Pelos seus frutos os conhecereis (S. Mateus 7:16) – é evidente que esses movimentos não são obra do Espírito de Deus.” (O Grande Conflito, Ed Condensada, cap. 27, § 9º)
Como já vimos, fé é certeza e um dos melhores exemplos de fé encontra-se na história bíblica da sunamita e do seu filho em II Reis 4, do versículo 8 em diante. Mesmo com seu filho jazendo morto, não desanimou. Ao ser interrogada pelo profeta Eliseu se tudo ia bem com ela e sua família, respondeu que sim. Ela possuía o firme fundamento de que tudo ia terminar bem, conforme a vontade de Deus, a qual ela já havia previamente aceitado.

O Que é Obediência?

A palavra “obediência” é derivada da palavra “obedecer”. O Minidicionário da Língua Portuguesa Silveira Bueno, Ed. Atualizada, define a palavra “obedecer” da seguinte maneira:
“Submeter-se a vontade de; executar; cumprir as ordens de; estar sob a autoridade de; ceder; estar ou ficar sujeito (a uma força, a uma influência); submeter-se; render-se; submeter-se à vontade de outrem; executar as ordens de outrem”.
As palavras “vontade”, “ordens” e “autoridade” nos dão a ideia da existência de uma lei a ser respeitada, guardada.. Por isso, podemos entender que obediência, acima de tudo, envolve estar de acordo com determinadas leis, ou seja, não existe obediência sem leis.

É fato que ninguém vive sem lei, seja no trabalho, na escola, até mesmo dentro de casa. Em toda parte evidenciamos que, sem lei, o CAOS reina soberano. Vemos que isso é um princípio natural da vida. Então por que esse princípio não se aplicaria também as coisas de Deus? Não vamos discutir aqui a validade e eficácia das leis divinas, até porque não faz parte do escopo desse sermão. Basta-nos para tal saber como os profetas consideraram essas leis através dos textos a seguir:
  1. 1.Disse Davi: “Andarei com largueza, pois me empenho pelos Teus preceitos.” (Sl 119:45)
  2. 1.O apóstolo Tiago refere-se aos dez mandamentos como a “lei da liberdade”. (Tg 1:25)
  3. 1.O apóstolo João pronuncia uma benção sobre todos os que “guardam os Seus mandamentos, para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.” (Ap 22:14)
A Relação entre a Fé e a Obediência

Fé e obediência estão intrinsecamente ligadas. Não posso dizer que tenho em fé em Deus, se não demonstro isso em minha vida, pois a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. (Tg 2:17). E a maior demonstração de amor para com Deus se dá através da observância de Seus mandamentos, pois aquele que diz: 'Eu O conheço' e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso e nele não está a verdade. Aquele entretanto que guarda a Sua palavra, nele verdadeiramente tem sido aperfeiçoado o amor de Deus. (Jo 2:4,5). Ou como prestarei obediência a Deus, pra enfrentar o mundo, se não estiver certo de Sua proteção e cuidado? Anulamos pois a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma, antes confirmamos a lei. (Rm 3:31).

A fé é evidenciada e aperfeiçoada através das obras, ou seja, as decisões e atitudes que tomamos no dia-a-dia são as provas cabais sobre quem é o senhor a quem servimos: se Deus ou o mundo; o Criador ou a criatura. Não temos fé porque obedecemos, mas a obediência é fruto natural da fé. Portanto, sem obras, não há fé, conforme o já mencionado texto de Tiago 2:17.

Ilustração:
  1. Querer ter fé sem as obras é como querer sentir o gosto do bolo comendo o papel da receita. Explicando: a receita é a fé, o bolo é o resultado da fé, que é a vitória sobre o pecado, mas para chegar até o bolo, é preciso ATITUDE, é preciso juntar os ingredientes, bater a massa e levar ao forno. Depois, sim, vem o tão esperado sabor da vitória!
Nenhuma igreja pode prosperar espiritualmente se seus membros não EXPERIMENTAM dia-a-dia o “sabor” da fé. A Igreja de hoje precisa reaprender o significado de santificação. Será que somos santificados? Veja o que a irmã White escreveu sobre a fé daqueles que estão com um pé na igreja e outro no mundo:
“A esperança da salvação é aceita sem uma mudança radical do coração ou reforma da vida. São assim abundantes as conversões superficiais, e unem-se às igrejas multidões que nunca se uniram a Cristo.” (O Grande Conflito, Ed. Condensada, cap. 27, § 19).
Essa Igreja clama pelo derramamento da chuva serôdia, mas onde está o Espírito Santo na vida de seus membros? Como cristão, estou eu fazendo do meu corpo uma morada habitável para o Espírito? E minha mente? Os ambientes que frequento, as amizades, as conversas que tenho, têm criado condições para que minha mente esteja em sintonia com a do Criador? “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” (Fp 4:8) “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação...” (Mt 26:41).

Fé mais obediência é igual à santificação. Os seguidores de Cristo devem tornar-se semelhantes a Ele – pela graça de Deus devem formar caráter em harmonia com os princípios de Sua santa lei. Isto é santificação bíblica. (O Grande Conflito, Ed. Condensada, cap. 27, § 21). O apóstolo Paulo disse: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.” (I Cor 11:1).

Testemunho:

No dia 13 de maio de 2010, às 21h, fui assaltado. Levaram minha pasta, carteira com documentos, dinheiro e minha moto. Ao invés de reclamar da minha "má" sorte, ao chegar em casa, minha família e eu fizemos um culto de gratidão a Deus. Não falei do ocorrido a ninguém, a não ser para minha esposa e filhas. Queria me concentrar apenas na misericórdia que Deus teve de mim e de minha família. As pessoas souberam naturalmente, mas seja pra quem fosse e até durante a obra missionária, ao dar meu testemunho, demonstrava a alegria e satisfação que tomavam conta do meu ser, mesmo com todo o prejuízo material. Orava a Deus sempre agradecendo e pedia que recuperasse minha motocicleta, mas que, acima de tudo, fosse feita a Sua vontade. Estima-se que, de cada dez motos que são roubadas, duas apenas sejam recuperadas. Em menos de uma semana, minha moto foi recuperada! E esta já é a segunda que me tomam e Deus me devolve. Resultado de uma fé viva e sem pretensões.

Conclusão:
“É privilégio de cada um viver de tal maneira que Deus o aprove e o abençoe... A vida cristã deve ser de fé, vitória e alegria em Deus... 'A alegria do Senhor é vossa força.' 'Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo daí graças, porque essa é a vontade Deus em Cristo Jesus para convosco.' … Neemias 8:10; I Tess 5:16-18.

“São esses os frutos da santificação bíblica... É somente à medida que se restabeleça a lei de Deus à sua posição correta, que poderá haver avivamento da primitiva fé e piedade entre seu professo povo.” (O Grande Conflito, Ed. Condensada, cap. 27, parágrafos finais)

Cláudio César Monteiro dos Santos Júnior

quarta-feira, 31 de março de 2010

Quem ou o que matou os ultimos mamutes da Terra?

Foto: Francois Guillot/AFP

(Paris / AFP) - "A última população conhecida de mamutes lanudos, que habitavam uma ilha remota do Ártico muito depois de os humanos inventarem a escrita, foram eliminados rapidamente, afirma um estudo divulgado nesta terça-feira."

"A causa pode ter sido doenças, humanos ou catástrofes climáticas..."

"É sabido que uma colônia de mamutes lanudos sobreviveu até 4 mil anos atrás onde está hoje a ilha de Wrangel, na Rússia, ao norte da Sibéria e no Oceano Ártico."

"A ilha de Wrangel foi gradativamente submersa de 12 mil a 9 mil anos atrás."

"Sobram as hipóteses clima ou doença - levantadas pelos pesquisadores -, que notaram que um evento súbito - uma mega tempestade, por exemplo - ou uma nova bactéria ou vírus poderia ter varrido a população remanescente."

Fonte: Yahoo! Notícias

Nota: Eu acredito no criacionismo, uma teoria científica que diz que o universo teve sua origem através da ação criadora de um Ser superior. Essa teoria também tem evidências de que, há alguns poucos milhares de anos, nosso planeta sofreu uma catástrofe hídrica de proporção global, exatamente o dilúvio de que fala o livro de Gênesis, que teria sido a causa de extremas mudanças geológicas e climáticas que extiguiram várias espécies de animais e plantas, como os dinossauros e o mamute.

Cada vez mais, a Ciência colhe evidências de que o relato bíblico estava e está correto. Só falta humildade para assumir isso e parar de distorcer os fatos a fim de sustentar uma crença decadente cheia de insuficiências epistêmicas, o evolucionismo.

"Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos." (Salmo 19:1) Deus deixou a Sua Palavra e o testemunho da natureza como provas da Sua existência.

Cláudio César M. dos Santos Júnior

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

De quem é a culpa?

Esta manhã, recebi uma mensagem de e-mail interessante, a qual respondi e encaminhei a vários dos meus contatos. A mesma continha uma apresentação do PowerPoint, em anexo, que mostrava imagens chocantes da triste realidade de jovens que se entregam ao mundo do tráfico e rendem cedo de mais suas vidas. Ao final da mensagem, era dito que a culpa de tudo é dos políticos corruptos. Concordo em parte.

A culpa é deles também. Mas encontrar culpados é fácil, principalmente porque a culpa é sempre dos outros. Na verdade, a culpa é de todos nós brasileiros (salvo os que não se encaixam no perfil que descrevo abaixo), porque somos filhos de pais e mães semelhantes aos pais que educaram os políticos que governam nosso país. Recebemos a mesma educação que eles. E os mesmos também colocaram a culpa nos políticos de sua época.

Todos nós, em diferentes gerações, enquanto culpamos os políticos, cometemos atos de corrupção e desvio de conduta que culminam em produzir (em nós mesmos e nos outros) pessoas egoístas, mesquinhas, presunçosas, enfim: pessoas más. E quando essas pessoas assumem cargos de poder, apenas vão continuar fazendo aquilo a que já estão habituadas, porém numa escala maior. Onde estão esses atos? Estão mais na nossa cara do que estamos dispostos a reconhecê-los. São atos simples, que, hoje em dia, "perderam" seu valor, ou melhor, desaprendemos a reconhecer seu valor, ou pior, ignoramos seu valor. Abaixo, enumero alguns desses atos. Para muitos, é besteira. É preciso ser sincero consigo mesmo e ter disposição mental para enxergar a verdade transcendental por detrás da cortina dos paradigmas sociais. Eis os fatos:
  1. Ensinar aos filhos que é preferível ser "esperto" do que ser honesto;
  2. Não punir a "simples" mentira, medindo-a pelas suas conseqüências ao invés da sua causa, que é nascer em um coração impuro;
  3. Justificar os erros dos filhos, só porque são filhos, ignorando sua culpa e a disciplina merecida;
  4. Beber e dirigir. Muitas pessoas fazem isso em sua sinceridade, porque botam fé na sua habilidade no volante. Mas veja: uma pessoa tem o direito de ter fé em si mesma, mas não tem o direito de obrigar os outros a terem fé nessa mesma pessoa. O direito de um termina onde começa o do outro. O certo é respeitar as leis de trânsito, que são fruto de estudos e protejem a todos, não somente a si;
  5. Achar uma carteira na rua e devolvê-la sem o dinheiro, dizendo que já a encontrou assim, ou não devolvê-la, só porque ninguém vai saber.
  6. Usar a falta no jogo de futebol como artifício para obter vantagem no lance;
  7. Usar o material de expediente do trabalho como material escolar dos filhos. A desculpa é: ninguém vai perceber, mas o país percebe (e como percebe!) com milhões de cidadãos fazendo igual. Atos como esse, somados a outros, são o motivo do salário medíocre que cada um ganha, por causa do prejuízo "imperceptível" que cada um causa. Quer reclamar do salário? Reclame a você mesmo;
  8. Prestar mau atendimento, ou não atender com cortesia e educação a outro cidadão. Não se surpreenda quando for você que estiver do outro lado do balcão ou da linha telefônica e for mal atendido;
  9. Dar bom dia ao advogado, médico, engenheiro e ignorar o gari;
  10. Fechar os olhos e a boca contra a injustiça, mesmo que nessas pequeninas coisas.
  11. ...
Conclusão: O item 11 (onze) foi deixado em branco de propósito, para que você reflita e, em sua mente, preencha esta lacuna com algo que você faz de errado na sua vida, mas que abandonará, para não ser cúmplice dos políticos (e cidadãos) corruptos. A Palavra de Deus, há muito tempo, já predisse que os últimos dias seriam assim, maus. Ou seja, a tendência é piorar, porque a Palavra é fiel e justo o Seu Autor. Eu falo porque o Espírito me comove a falar. Falo para não ser cúmplice, porque calar é consentir. Ai de mim, se não falar.

O que se faz é o que se paga. "Olho por olho, dente por dente". A sociedade colhe o que planta. E agora, de quem é a culpa?

Cláudio César Monteiro dos Santos Júnior

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A Cara do Brasil

Delis Ortiz

Outro dia, ao chegar ao Rio de Janeiro, tomei um táxi. O motorista, jeito carioca, extrovertido, foi logo puxando papo, de olho no retrovisor.

-- A senhora é de Brasília, não é?

-- Sim -- respondi.

-- É, eu a reconheci. E como é que a senhora aguenta conviver com aqueles ladrões lá do Planalto Central? Não deve ser moleza.

O sujeito disparou a falar de políticos, do tanto que eles são asquerosos, corruptos... Desfiou um rosário de adjetivos comuns à politicagem nacional.

Brasília é o palco mais visível dessas mazelas e nem poderia deixar de ser. Afinal, o país inteiro olha para lá. O taxista era só mais um crítico, aparentemente atento. E ele sabia dar nomes aos bois que pastavam tranquilamente no orçamento da união, que se espreguiçavam impunemente sob a sombra da imunidade parlamentar ou de leis feitas em benefício próprio. E que, de tempos em tempos, se refrescavam nas águas eleitoreiras.

O carro seguia em alta velocidade; a distância parecia esticada. Vi uma bandeira três em disparada.

Lá pelas tantas, quando já estávamos dentro de um segundo túnel escuro, o condutor falante sugeriu um “dia sem corrupção”.

-- Já pensou -- disse ele -- se uma vez por ano esses homens não roubassem?

-- Interessante -- a exclamação me escapou aos lábios.

-- Sim -- continuou entusiasmado --, seria uma economia e tanto.

Nessa hora, me dei conta de que estávamos percorrendo o caminho mais longo para o meu destino. Chegava a ser irracional a quantia de voltas para acertar o rumo. Deixei.

-- Os economistas comentam -- tagarelava ele -- que somos um país rico. Não deveria existir déficit da previdência, os impostos nem precisariam ser tão altos, o serviço público poderia ser de primeira. O problema é que quanto mais se arrecada, mais escorre pelo ralo, tamanha a roubalheira.

Tão observador, será que ainda se lembrava em quem tinha votado para deputado ou senador na última eleição? Fiz a pergunta e, depois de algum silêncio, a resposta foi não. Pena.

Caímos num engarrafamento, cenário perfeito para aquele juiz de plantão tecer mais comentários sobre o malfeito.

-- Veja como são as coisas, os riquinhos ociosos da Zona Sul, que deveriam pensar em quem tem pressa, acham que são os donos do pedaço e vão embicando seus carros, furando fila, costurando de uma faixa a outra, querendo levar vantagem. A gente, que é motorista de táxi, tem que ficar atento, porque os guardas estão de olho, qualquer coisinha eles multam. Mas eles fazem vista grossa para as vans que transportam pessoas ilegalmente. Elas param onde querem, estão tomando os nossos passageiros. Como não tem ônibus para todo mundo e táxi fica caro, muita gente prefere ir de van.

Por falar em “caro”, a interminável corrida já estava me saindo um absurdo... Resolvi pontuar algumas coisas.

-- Por que o senhor escolheu o caminho mais longo?

Ele tentou se justificar:

-- É que eu estava fugindo do congestionamento.

-- Mas acabamos caindo no pior deles -- retruquei. E por que o senhor está usando bandeira três se não tenho bagagem no porta-malas nem é feriado hoje? -- continuei questionando.

Ele disse que estava na três para compensar a provável falta de passageiro na volta. Claro que não, eu sabia.

Finalmente, consegui chegar ao endereço pretendido. Fiz mais um teste com o “probo” cidadão: paguei com uma nota mais alta e pedi nota fiscal. Ele me devolveu o troco a menos e disse que o seu talão de notas havia acabado.

-- Veja como são as coisas, seu moço -- emendei. O senhor veio de lá aqui destilando a ira de um trabalhador honesto. No entanto, se aproveitou do fato de eu não saber andar na cidade, empurrou uma bandeirada, andou acima da velocidade permitida, furou sinal, deu voltas, fingiu que me deu o troco certo e diz que não tem nota fiscal!

O brasileiro esperto quis interromper, mas era minha vez de falar.

-- O senhor acha mesmo que ladrões são aqueles que estão em Brasília? Que diferença há entre o senhor e eles?

Eu sabia que estava correndo risco de uma reação violenta, mas não me contive. Os “homens” do Planalto Central são o extrato fiel da nossa sociedade. Quantos taxistas desse porte vemos dirigindo instituições? Bons de discursos... Na prática...

Desembarquei com a lição latejando em mim. Quantas vezes, como fez esse taxista, usamos espelho apenas como retrovisor para reter histórias alheias? Nossas caras, tão deformadas, tão retocadas, tão disfarçadas, onde estão? Onde as escondemos que não aparecem no espelho?

Sem a verdade que liberta, jamais estaremos livres de nós mesmos. Ainda sonho com um Brasil de cara nova... A começar por minha própria cara.

(Delis Ortiz é jornalista, repórter especial da TV Globo, em Brasília. É membro da Igreja Presbiteriana do Planalto. Publicado no site da Editora Ultimato)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Como sobreviver a um ataque do coração quando se estiver sozinho

Circula pela rede mundial de computadores um suposto artigo publicado pelo Rochester General Hospital que orienta pessoas sobre como resistir a um ataque cardíaco enquanto buscam por socorro. Curioso e desconfiado, pesquisei a veracidade do suposto artigo e encontrei o seguinte texto, em inglês, publicado pelo Rochester General Hospital, que fica em Nova York, Estados Unidos:
Important Notice: How To Survive a Heart Attack When Alone

Hundreds of people around the country have been receiving an e-mail message entitled "How to Survive a Heart Attack When Alone." This article recommends a procedure to survive a heart attack in which the victim is advised to repeatedly cough at regular intervals until help arrives.

The source of information for this article was attributed to Rochester General Hospital. This article is being propagated on the Internet as individuals send it to friends and acquaintances - and then those recipients of the memo send it to their friends and acquaintances, and so on.

We can find no record that an article even resembling this was produced by Rochester General Hospital within the last 20 years. Furthermore, the medical information listed in the article can not be verified by current medical literature and is in no way condoned by this hospital’s medical staff. Also, both The Mended Hearts, Inc., a support organization for heart patients, and the American Heart Association have said that this information should not be forwarded or used by anyone.

Please help us combat the proliferation of this misinformation. We ask that you please send this e-mail to anyone who sent you the article, and please ask them to do the same.

Não sou muito bom de inglês, mas eis a tradução que pude fazer do texto acima:
Notícia Importante: Como Sobreviver a Um Ataque do Coração Quando Sozinho

Centenas de pessoas ao redor do país [Estados Unidos] têm recebido uma mensagem de correio eletrônico entitulada "Como Sobreviver a Um Ataque Cardíaco Quando Sozinho". Este artigo recomenda um procedimento para sobreviver a um ataque cardíaco no qual a vítima é aconselhada a tossir repetidamente em intervalos regulares de tempo até que o socorro chegue.

A fonte de informação para o artigo foi atribuída ao Rochester General Hospital. Este artigo está sendo propagado na Internet ao passo que indivíduos enviam-no a amigos e conhecidos - e então os destinatários da mensagem a repassam para seus amigos e conhecidos, e assim por diante.

Nós não conseguimos encontrar registro algum de que um artigo como este tenha sido produzido pelo Rochester General Hospital nos últimos 20 anos. Além disso, a informação médica listada no artigo não pode ser verificada na literatura médica atual e de modo algum é encorajada pela equipe médica deste hospital. Também, ambos The Mended Hearts, Inc., uma organização de suporte para pacientes cardiopáticos, e a American Heart Association disseram que esta informação não deve ser encaminhada nem usada por qualquer pessoa.

Por favor, nos ajude a combater a proliferação desta informação falsa. Nós pedimos a você que, por favor, envie esta mensagem para qualquer um que tenha lhe enviado o artigo e, por favor, peça a esses que façam o mesmo.

Nota: É incrível a capacidade que algumas pessoas têm de "investir" seu tempo causando prejuízo à vida alheia. A pessoa que elaborou esse falso artigo teve de desenvolver todo um raciocínio lógico para elaborá-lo, o que demanda certo tempo e esforço mental. Ah! Como seria bom se esses indivíduos usassem esse tempo e inteligência para olhar para outras coisas que não o próprio umbigo e, então, agregar algum valor às suas próprias vidas e à sociedade como um todo. Não pode-se afirmar que alguém já tenha morrido por causa do referido artigo, mas também não podemos afirmar que não. Ou seja, o autor dessa "brincadeira" de péssimo gosto é, quanticamente, um assassino. [Cláudio]

terça-feira, 9 de junho de 2009

Você sabe o que é arroz parboilizado?

Eu também não sabia, apesar de gostar muito desse tipo de arroz. Sempre tive a curiosidade. E tudo que é importante na vida, como aquilo que comemos, eu procuro saber sobre. Não gosto de sair comprando as coisas por aí, acreditando em todas aquelas propagandas de rótulo. Vivemos num mundo capitalista, digo mais uma vez, que não pensa duas vezes antes de enganar as pessoas com o fim de obter lucro. Isso acontece em todas as áreas: alimentos, higiene, farmácia, construção, etc.. Portanto, não admito ser passado para trás, e pesquiso sobre tudo que faz parte do meu dia-a-dia.

Fiquei surpreso quando descobri todas as vantagens do arroz parboilizado. E ao contrário do que alguns podem pensar, ele não é modificado geneticamente, e não é tão manipulado como os outros tipos desse grão. Veja algumas vantagens:
  • Rico em vitaminas e sais minerais, devido ao processo de parboilização;
  • Quando cozido, fica sempre soltinho;
  • Rende mais na panela;
  • Requer menos óleo no cozimento;
  • Pode ser reaquecido diversas vezes, mantendo suas propriedades;
  • Alto grau de higiene no processo de industrialização;
  • Conserva-se por mais tempo.
Para saber mais sobre esse delicioso e nutritivo alimento que Deus criou, clique aqui.

Fonte: Embrapa

terça-feira, 7 de abril de 2009

O Ultrapresidencialismo de Lula

"A explosiva popularidade do presidente Lula é o último prego no caixão do sistema político brasileiro.

"À exuberância de Lula depois de cinco anos de relativo progresso brasileiro, ao qual ele, como presidente, obviamente contribuiu, junte-se a urgência da crise econômica, que enche de poder os Poderes Executivos no mundo inteiro, e a descida cada vez mais funda aos infernos do Congresso nacional.

"O resultado é o presidente mais poderoso do ciclo político atual, inevitavelmente comparável a Vargas, para o bem e, esperemos, não para o mal..."

Leia mais deste interessantíssimo artigo aqui.

Ser Pai





Soundtrack: Fábio Jr. - Pai


"De todas as minhas modestas dimensões humanas, a que mais me realiza é a de ser pai.

Ser pai é, acima de tudo, não esperar recompensas. Mas ficar feliz caso e quando cheguem. É saber fazer o necessário por cima e por dentro da incompreensão. É aprender a tolerância com os demais e exercitar a dura intolerância (mas compreensão) com os próprios erros.

Ser pai é aprender, errando, a hora de falar e de calar. É contentar-se em ser reserva, coadjuvante, deixado para depois. Mas jamais falar no momento preciso. É ter a coragem de ir adiante, tanto para a vida quanto para a morte. É viver as fraquezas que depois corrigirá no filho, fazendo-se forte em nome dele e de tudo o que terá de viver para compreender e enfrentar.

Ser pai é aprender a ser contestado mesmo quando no auge da lucidez. É esperar. É saber que experiência só adianta para quem a tem, e só se tem vivendo. Portanto, é agüentar a dor de ver os filhos passarem pelos sofrimentos necessários, buscando protege-los sem que percebam, para que consigam descobrir os próprios caminhos.

Ser pai é: saber e calar. Fazer e guardar. Dizer e não insistir. Falar e dizer. Dosar e controlar-se. Dirigir sem demonstrar. É ver dor, sofrimento, vício, queda e tocaia, jamais transferindo aos filhos o que, a alma, lhe corrói. Ser pai é ser bom sem ser fraco. É jamais transferir aos filhos a quota de sua imperfeição, o seu lado fraco, desvalido e órfão.

Ser pai é aprender a ser ultrapassado, mesmo lutando para se renovar. É compreender sem demonstrar, e esperar o tempo de colher, ainda que não seja em vida. Ser pai é aprender a sufocar a necessidade de afago e compreensão. Mas ir às lágrimas quando chegam.

Ser pai é saber ir-se apagando à medida em que mais nítido se faz na personalidade do filho, sempre como influência, jamais como imposição. É saber ser herói na infância, exemplo na juventude e amizade na idade adulta do filho. É saber brincar e zangar-se. É formar sem modelar, ajudar sem cobrar, ensinar sem o demonstrar, sofrer sem contagiar, amar sem receber.

S
er pai é saber receber raiva, incompreensão, antagonismo, atraso mental, inveja, projeção de sentimentos negativos, ódios passageiros, revolta, desilusão e a tudo responder com capacidade de prosseguir sem ofender; de insistir sem mediação, certeza, porto, balanço, arrimo, ponte, mão que abre a gaiola, amor que não prende, fundamento, enigma, pacificação.

Ser pai é atingir o máximo de angústia no máximo de silêncio. O máximo de convivência no máximo de solidão. É, enfim, colher a vitória exatamente quando percebe que o filho a quem ajudou a crescer já, dele, não necessita para viver. É quem se anula na obra que realizou e sorri, sereno, por tudo haver feito para deixar de ser importante."

Arthur da Távora

Para você, pai, meu guardião escolhido por Deus, "meu herói, meu bandido", do teu filho que te ama...

Cláudio César Monteiro dos Santos Júnior

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A Aranha

"Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo. O homem, correndo, virou em um atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato e, no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte maneira: - Deus Todo Poderoso fazei com que anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem!!! Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha.

A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha. O homem se pôs a fazer outra oração cada vez mais angustiado: - Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha. Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar... Então ele abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia.

Os malfeitores estavam entrando na trilha, na qual ele se encontrava, e ele estava esperando apenas a morte. Quando passaram em frente da trilha o homem escutou: - Vamos entrar por esta trilha. - Não, não está vendo que tem até teia de aranha? Nada entrou por aqui. Continuemos procurando nas próximas trilhas.

Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível. Às vezes pedimos muros para estarmos seguros, mas Deus pede que tenhamos confiança nEle para deixar que Sua Glória se manifeste e faça algo como uma teia, que nos dá a mesma proteção de uma muralha."
(Autor desconhecido)

Nota: Muito boa ilustração. Uma maneira prática de demonstrar a sabedoria e engenhosidade de Deus. Para o homem, só o que resolve são muralhas, armas, palavras ofensivas, brutalidade. Mas Deus nos mostra que, na simplicidade e na verdade, está a solução para os mais complexos problemas. [Cláudio]

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Os argumentos surrados do colunista da Veja


A revista Veja desta semana (edição nº 2098, de 4/2/2009) traz um artigo de André Petry sobre o ensino do criacionismo nas escolas ("Lembra-te de Darwin", para assinantes). Depois de tanta discussão sobre o assunto, era de se esperar que o editor trouxesse alguma contribuição nova à polêmica, mas não. O que ele faz é repetir argumentos surrados e evidenciar sua opinião "petryficada" sobre o tema.

Ele começa assim:

"É assustador que, às vésperas do bicentenário do nascimento de Charles Darwin, pai da teoria da evolução, escolas brasileiras estejam ensinando criacionismo nas aulas de ciências. Já se sabia que as escolas adventistas fazem isso. A novidade é que o negócio está se propagando. Em instituições tradicionais de São Paulo, como o Mackenzie, inventou-se até um método próprio para o ensino."

Depois, Petry diz que o relato bíblico da Criação é "uma fábula encantadora, mas não é ciência". No entanto, afirma que "em biologia, vale o evolucionismo de Darwin, segundo o qual todos viemos de um ancestral comum, há bilhões de anos, e chegamos até aqui porque passamos no teste da seleção natural".

A teoria da "sopa morna"

Alguém precisa dizer para o Petry que seleção natural tem base factual e explica relativamente bem a biodiversidade (microevolução) em nosso planeta, mas a história de que "todos viemos de um ancestral comum" (macroevolução), essa, sim, é uma fábula, e nem um pouco "encantadora". A tal origem da vida numa "sopa primordial" ainda é alvo de discussões e há cientistas que discordam desse cenário. Um deles é o professor emérito de química David Deamer, que chefiou uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia. Deamer disse:

"Já faz [150] anos desde que Darwin sugeriu que a vida pode ter começado em uma `poça morna´. Estamos testando a idéia dele, em pequenas poças em regiões vulcânicas em Kamchatka, na Rússia, e Mount Lassen, na Califórnia. Os resultados são surpreendentes e, de certa forma, desapontadores. Parece que as águas ácidas quentes da lama não fornecem as condições adequadas para que componentes químicos se transformem em `organismos pioneiros´."

Deamer disse ainda que aminoácidos e DNA, dois componentes básicos na formação da vida, e fosfato, outro ingrediente essencial, se prendem à superfície de partículas do barro nas poças vulcânicas. "Isso é significativo porque havia a pressuposição de que o barro promove interessantes reações químicas ligadas à origem da vida", explicou. "Entretanto, nos nossos experimentos, os componentes orgânicos ficaram tão grudados às partículas de barro que não poderiam fazer parte de qualquer reação química."

O experimento de Urey-Miller já vinha sendo desacreditado (embora os livros didáticos não tratem disso); agora a teoria da "sopa morna" também enfrenta problemas levantados pela ciência experimental. Mas Veja parece não saber disso...

O "racional" com o "místico"

Petry vai além e afirma que ensinar darwinismo e criacionismo "embrutece" o educando. "Embrutece porque ensina o aluno, desde cedo, a confundir crença e superstição com razão e ciência", diz ele; e pergunta:

"Que cientistas saem de escolas que embrulham o racional com o místico? Também é cascata porque, fosse verdade, a turma estaria ensinando numerologia em matemática. Ensinaria alquimia em química, dizendo, em nome da `liberdade de pensamento´, que é possível transformar zinco em ouro e encontrar o elixir da longa vida..."

Quem disse que o que está além dos domínios do naturalismo metodológico se trata de algo irracional? Por que somente o conteúdo abrangido pelo método científico pode ser qualificado como racional? Estudar a teoria da matéria escura também é irracional? (Com o perdão da comparação um tanto "forçada".) Correndo o risco de apelar para o argumento da autoridade, quero deixar claro que há grandes nomes da ciência que transitam bem nos universos da teologia, da filosofia e da ciência, integrando bem essas áreas. Cientistas como Marcos Eberlin, do Laboratório Thomson de Espectrometria de Massas (Unicamp); Ruy Carlos de Camargo Vieira, professor emérito da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo, autor de livros didáticos e inúmeros artigos científicos e membro da Academia Panamericana de Engenharia; para ficar com dois. Esse é o tipo de cientista que pode sair de escolas que "embrulham o racional com o místico", Petry. Desafio-o a entrevistá-los a fim de conhecer suas idéias. Veja tem espaço para isso?

Um macaco tolo

A visão estreita de Petry acerca da religião bíblica mais parece fruto do preconceito; da opinião "petryficada" de quem não quer se esforçar para entender e separar as coisas; da mania de colocar todas as crenças no mesmo saco do desrespeito. Por esse pensamento, Petry condenaria Isaac Newton e Blaise Pascal, por exemplo, cientistas que conseguiram conciliar a visão teológica com a científica e que, muito provavelmente, enxergaram mais longe justamente por causa dessa visão mais ampla da realidade – sem mencionar que ajudaram a fundar o próprio método científico ao qual os cientistas de hoje devem seus empregos e salários. A Bíblia nada tem a ver com alquimia e numerologia, mas coaduna bem com física, astronomia, história, cronologia, arqueologia, lingüística, matemática... Grandes homens e mulheres de ontem e de hoje, cuja mente está aberta, cujos neurônios não se "petryficaram", reconhecem isso.

Petry finaliza seu texto entrando no barco da darwinlatria 2009:

"Darwin foi um gênio. Em seu tempo, não se sabia como as características hereditárias eram transmitidas de pai para filho. Nem que a Terra tem 4,5 bilhões de anos e que os continentes flutuam sobre o magma. No entanto, a teoria da evolução se encaixa à perfeição nas descobertas da genética, da datação radioativa, da geologia moderna. Só um cérebro poderosamente equipado [isso não é design inteligente?], conjugado com muito estudo [por que deveríamos confiar nos estudos realizados pelo cérebro de um macaco evoluído? O que garante que o ajuntamento casual de moléculas ao longo de bilhões de anos nos legou um cérebro capaz de interpretar corretamente a realidade?], pode ir tão longe. Confundido com criacionismo, Darwin parece um macaco tolo. É assustador."

Ciência lembra a religião

Assustador é perceber como a "petryficação" intelectual tem impedido a muitos de pensar objetiva e honestamente. Nenhum criacionista esclarecido nega as contribuições do darwinismo, desde que se entenda e defina bem o que vem a ser "evolução" e dentro de que limitações e parâmetros ela deve ser colocada. O fato é que na época de Darwin os microscópios eram extremamente rudimentares, incapazes de revelar a complexidade de uma "simples" célula. Quando essa "caixa preta" foi aberta pelos estudos da biologia molecular, um universo de máquinas moleculares ultracomplexas foi descortinado.

Se Darwin tivesse acesso à tecnologia de que dispomos hoje, teria elaborado a teoria geral da evolução que elaborou? Só nos resta especular... A verdade é que Darwin era um homem inteligente e em muitos aspectos mais mente aberta que seus seguidores fundamentalistas de hoje. Em 1859, ele tinha uma política educacional idêntica à esposada pela Educação Adventista e pela Mackenzie:

"Estou bem a par do fato de existirem neste volume [A Origem das Espécies] pouquíssimas afirmativas acerca das quais não se possam invocar diversos fatos passíveis de levar a conclusões diametralmente opostas àquelas às quais cheguei. Uma conclusão satisfatória só poderá ser alcançada através do exame e confronto dos fatos e argumentos em prol deste ou daquele ponto de vista, e tal coisa seria impossível de se fazer na presente obra"
(Charles Darwin, A Origem das Espécies, Belo Horizonte, Villa Rica, 1994, p. 36 – itálico acrescentado).

Concordo com William Hurlbut, em texto publicado na Folha de S.Paulo em janeiro de 2006:

"A ciência ultimamente lembra mais a religião do que qualquer outra coisa. Como conseqüência, ela sofre dos mesmos problemas que historicamente afetaram a religião: triunfalismo, arrogância e falta de autocrítica."

(Michelson Borges, Observatório da Imprensa, 03/02/2009)

Drogas na vagina e fraudes na Saúde

“Há anos vejo mulheres sendo presas por tráfico de drogas ao visitar maridos e namorados nas cadeias. Quase sempre são jovens com pouca escolaridade, mães de mais de um filho, moradoras da periferia das cidades, apaixonadas por bandidos que nunca mais se lembrarão delas quando estiverem atrás das grades. Essas moças geralmente são surpreendidas pelas funcionárias ao passar pela revista, em dia de visita, tentando levar cocaína ou maconha escondida em sacos plásticos introduzidos na vagina.

“Encaminhadas à delegacia, são autuadas em flagrante e trancadas. Não voltam mais para casa; os filhos ficarão sob os cuidados sabe lá Deus de quem. Meses mais tarde, serão condenadas a cumprir penas que podem chegar a quatro ou cinco anos. As novatas entrarão em contato com criminosas de carreira e aprenderão a obedecer a leis impostas pelas quadrilhas que dominam os presídios paulistas; as mais experientes farão pós-graduação no mundo do crime.

“Primárias e reincidentes, quando libertadas, estarão na mesma condição: ex-presidiárias sem dinheiro nem emprego, com filhos para acabar de criar e com a folha de antecedentes marcada. Dos anos no cárcere, carregarão as cicatrizes do aprisionamento e as ligações com as parceiras de infortúnio. Voltar a delinqüir é a saída natural.

“Sem a pretensão de analisar o rigor das leis contra o tráfico, muito menos a de defender quem as infringe, confesso que no caso dessas moças fico confuso. Quantos gramas de maconha cabem na vagina de uma mulher? Essa quantidade apreendida é relevante no combate ao tráfico? Será que uma simples medida administrativa, como cassar definitivamente o direito de visitar qualquer presidiário, não seria castigo suficiente para essas contraventoras e não reduziria a superpopulação nas cadeias femininas?

“Semana passada, a Operação Parasitas, da Polícia de São Paulo, prendeu cinco acusados de comandar uma quadrilha que fraudou centenas de licitações nos principais hospitais públicos da cidade, além de outros no interior do Estado, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. O golpe era o de sempre: empresários subornam funcionários públicos para ganhar licitações superfaturadas, realizar vendas de artigos desnecessários e entregar produtos de qualidade inferior à estipulada nos contratos (ou nem entregá-los).

“Os policiais encontraram compras efetuadas a preços 400% mais altos do que os encontrados no mercado, cateteres contrabandeados da China vendidos como material de primeira e até fraudes em leilões eletrônicos, com provável participação de pregoeiros e de funcionários dos hospitais.

“No período de dois anos, o volume dos negócios teria chegado a R$ 100 milhões. A lavagem do dinheiro era feita em offshores abertas no exterior em nome de pessoas humildes, como sempre.

“Por meio de doações a campanhas políticas, os chefes exerciam influência nos municípios em que atuavam. Num deles, chegaram a "comprar" o cargo de secretário da Saúde por R$ 200 mil, doados ao caixa de campanha de um candidato a prefeito nas últimas eleições.

“O que mais me chamou a atenção, entretanto, foi o fato de que algumas das empresas investigadas e alguns dos suspeitos estavam envolvidos em outras falcatruas perpetradas contra o sistema de saúde: a máfia dos sanguessugas e as fraudes do antigo PAS da Prefeitura de São Paulo. Outros, ainda, haviam sido investigados pela CPI do Banestado e pela Operação Farol da Colina, da Polícia Federal.

“Quer dizer, esses senhores não haviam apenas escapado da cadeia como suas empresas tinham toda liberdade para negociar com hospitais públicos e secretarias de Saúde.

“Os escândalos que se repetem em ciclos na área da Saúde desde que me conheço por gente são frutos da impunidade. Quem rouba dinheiro destinado ao tratamento de doentes pobres deveria responder por crime hediondo e cumprir pena em regime fechado, sem nenhuma regalia, naquelas celas de CDP com mais de vinte ladrões.

“Não sou ingênuo, leitor, sei que os acusados estarão na rua em uma semana. No Brasil, cadeia foi feita exclusivamente para bandido pobre.

“Apesar disso, tomo a liberdade de fazer uma sugestão: por que não condenar esses parasitas, predadores da pior espécie, a quatro ou cinco anos, como é feito com as moças presas nas portas dos presídios?

“É pouco, dirá você. Também acho, mas é melhor do que nada.”

(Dráuzio Varella, Folha de S. Paulo, 8/11/2008)

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